segunda-feira, 29 de junho de 2015

DICA LITERÁRIA

TEOLOGIA DOS REFORMADORES

 


SINOPSE

Como pensavam Lutero, Zuínglio, Calvino e Simons, grandes reformadores da história da igreja cristã? Esses homens fazem parte do alicerce de toda estrutura do pensamento teológico das principais igrejas em todo o mundo. O autor introduz o assunto apresentando uma análise do pensamento teológico predominante no final da Idade Média. Indispensável para quem se interessa por história das doutrinas.

Fonte: Vida Nova


 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Lição 13 CPAD - 2° Trimestre 2015


Lições Bíblicas CPAD / Adultos

Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado

Comentarista: José Gonçalves

Data: 28 de Junho de 2015

 



TEXTO ÁUREO: E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos?(Lc 24.5).
 

VERDADE PRÁTICA: A ressurreição de Jesus é a garantia de que todos os que morreram em Cristo se levantarão do pó da terra.
 

OBJETIVO GERAL: Apresentar a ressurreição de Cristo como a garantia da realidade da vida vindoura.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Explicar a doutrina da ressurreição.

II. Expor a natureza literal e corporal da ressurreição de Cristo.

III. Elencar as evidências diretas e indiretas da ressurreição de Jesus.

IV. Discutir o propósito da ressurreição de Jesus.
 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A Bíblia declara que a ressurreição de Jesus e o seu posterior aparecimento aos discípulos foram eventos dignos de notas meticulosas dos apóstolos: “E apareceu [Jesus] a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo” (1Co 15.5-8 — ARA). Jesus ressuscitado é a razão da fé. A certeza para vivermos o presente e esperança para aguardarmos a nossa plena redenção. A ressurreição de Cristo significa que, igualmente a Ele, ressuscitaremos da morte para a vida eterna; que passamos do pecado para a salvação; da injustiça para a justiça eterna. Ele está vivo, assentado à direita do Pai, intercedendo por nós como um verdadeiro advogado fiel.

 
INTRODUÇÃO

As Escrituras ensinam que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Antes da Queda a morte não tinha domínio sobre o homem. Todavia, como um ser moralmente livre, o homem pecou fazendo com que o pecado entrasse no mundo e, com ele, a morte. A morte passou então a todos os homens.
Ainda na Antiga Aliança, o Senhor deu vida aos mortos para revelar o seu poder sobre a morte. E mesmo ainda não estando totalmente revelada, a doutrina da ressurreição já era crida por santos do Antigo Testamento (Jó 19.25). Eles anelavam pela redenção do corpo.

Jesus se revelou como o Messias prometido e a sua morte e ressurreição garantiram que a penalidade do pecado — a morte —, fosse vencida. Em Cristo, o direito de viver eternamente em um corpo físico tornou-se novamente real.

 
PONTO CENTRAL: Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia. Isso é confirmado por muitas infalíveis provas (At 1.3).

 

I. A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO

1. No Contento do Antigo Testamento.
O Antigo Testamento registra três casos de pessoas que ressuscitaram. Os três casos aconteceram no ministério profético de Elias e Eliseu. Em 1 Reis 17.17-24, Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; em 2 Reis 4.32-37 encontramos Eliseu ressuscitando o filho da Sunamita. O outro caso está em 2 Reis 13.21 onde um morto torna à vida quando toca os ossos do profeta Eliseu. Esses fatos demonstram, já na Antiga Aliança, o poder de Deus para dar vida aos mortos.

 

2. No contento do Novo Testamento.
Com o advento da Nova Aliança a doutrina da ressurreição é demonstrada em sua plenitude (2Tm 1.10).
O Novo Testamento registra vários casos de pessoas sendo ressuscitadas. Algumas foram ressurreições efetuadas pelo Senhor Jesus, enquanto outras por seus apóstolos (Mc 5.35-43; Lc 7.11-17; Jo 11.11-45; At 9.36-42; 20.9,10). Em todos os casos, exceto a ressurreição de Jesus, as pessoas ressuscitadas morreram novamente.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): A doutrina da ressurreição do corpo está presente tanto no Antigo Testamento quanto no Novo.

 
II. A NATUREZA DA RESSSURREIÇÃO DE JESUS

1. Uma ressurreição literal.
O testemunho do terceiro Evangelho é de uma ressurreição física e literal. O próprio Jesus, quando ressuscitou, disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lc 24.39).

 

2. Uma ressurreição corporal.
A apologética cristã sempre assegurou que a ressurreição de Jesus foi um evento físico no qual o seu corpo foi revivificado. Isto significa que, apesar de transformado, Cristo ressuscitou com o mesmo corpo físico que fora sepultado. Lucas põe em relevo esse fato quando registra Jesus comendo com os discípulos após a ressurreição (Lc 24.43). Em sua primeira Carta aos Coríntios o apóstolo Paulo assevera que toda a fé cristã é falsa se a ressurreição de Jesus não aconteceu de forma corporal (1Co 15.14,15).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II): A ressurreição de Cristo foi corporal e literalmente. Nosso Senhor apareceu aos discípulos durante 40 dias.

  
SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, neste tópico, é interessante enfatizar que, após o sepultamento de Jesus, algumas mulheres foram ao túmulo de Cristo: Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago (Lc 24.10). Chegando lá, acharam a pedra do túmulo removida, mas o corpo do Senhor não estava mais lá. De modo que ouviram de dois homens vestidos com roupas brilhantes: “Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite” (Lc 24.6,7). Aqui, estamos diante de um versículo que afirma com clareza que Jesus foi crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia, isto é, no domingo pela manhã bem cedo. Por isso nos reunimos todos os domingos, o dia do Senhor, para celebrarmos Jesus Cristo ressuscitado.
Conduza o seu aluno à conclusão de que a ressurreição do nosso Senhor foi um acontecimento tão extraordinário que os primeiros seguidores de Jesus, todos judeus que guardavam o sábado, passaram a observar o primeiro dia da semana, o domingo, como um dia especial. Não se pode desconsiderar o dia em que o nosso Senhor ressuscitou. Portanto, a doutrina da ressurreição é maravilhosa, confortante e enche-nos de esperança. Esperança para o presente, esperança para o futuro, e, acima de tudo, a suficiente certeza de que o nosso Senhor estará conosco para sempre.

 

III. EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

1. Evidências diretas.
As Escrituras apresentam muitas evidências da ressurreição de Jesus. Os apologistas classificam essas evidências em diretas e indiretas. O texto de Lucas 24.13-35 narra o encontro que dois discípulos, no caminho de Emaús, tiveram com Jesus após a sua ressurreição. Trata-se de uma evidência direta da ressurreição porque mostra Jesus ressuscitado com um corpo físico e tangível. Evidência semelhante pode ser vista no relato da ressurreição do Evangelho de João 20.10-18. Nesses relatos observamos que as pessoas para as quais o Senhor apareceu viram o seu corpo, conversaram com Ele e até mesmo chegaram a tocá-lo. Não se tratava, portanto, de uma visão ou sonho, mas de um encontro real!

 

2. Evidências indiretas.
Como vimos, os Evangelhos apresentam muitas provas diretas da ressurreição do Senhor, todavia, apresentam também outras provas indiretas. Antes da ressureição encontramos um grupo de discípulos desanimado, triste e cabisbaixo. Era um cenário desanimador. Após a ressurreição e Pentecostes, esses mesmos discípulos se apresentam ao povo com uma ousadia nunca vista. Eles agora passaram a testemunhar que o Senhor deles estava vivo e apresentavam provas disso. Eles curavam os doentes, levantavam os paralíticos, expeliam os demônios e testemunhavam: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas” (At 2.32). A ressurreição de Jesus se tornou o principal tema da pregação apostólica.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III): O encontro dos discípulos com Jesus ressurreto no caminho de Emaús é um exemplo de evidência direta, enquanto que o ambiente do Pentecoste demonstra os discípulos de Jesus mais fortes e maduros na fé.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO

Antes de Jesus sair da terra, Ele leva os discípulos fora, a Betânia. Erguendo as mãos, Ele ora para que Deus os abençoe. Enquanto está orando, parte e é levado ao céu pelo Pai celestial. Sua ascensão significa que Ele entrou na glória (Lc 24.26), foi exaltado e entronizado à mão direita do Pai.
A partida de Cristo, e sua ascensão, completa sua obra na terra. Seus seguidores não o verão na terra como viram no passado. Ele levou para o céu a humanidade que assumiu quando entrou na terra. Apesar de sua partida, os discípulos estão cheios ‘com grande júbilo’ e o adoram. Eles vieram a entender muito mais que antes. Em vez de esta separação final ser um tempo de tristeza, é ocasião de alegria, gratidão e louvor. Agora eles reconhecem que Ele é o Messias, o Filho divino de Deus, e o adoram como Senhor e Rei.

Os discípulos esperam ser cheios com o Espírito. Eles obedecem à ordem do Senhor, e voltam a Jerusalém” (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.479).

 

IV. O PROPÓSITO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

1. Salvação e justificação.
Aos discípulos no cenáculo, Jesus destaca a salvação como propósito da ressurreição (Lc 24.46-48). A ressurreição de Jesus difere de todas as outras, assim como Jesus difere de todos os homens. Ele é o Deus que se fez carne (Jo 1.14); o segundo Adão, representando a humanidade caída (Rm 5.12; 1Co 15.45), o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5), que nos salva de nossos pecados (1Tm 1.15). A Bíblia diz que Ele morreu por causa de nossas transgressões (Rm 4.25); e que seu sacrifício foi em resgate de todos (1Tm 2.6). Mostra ainda que a sua ressurreição foi por “causa de nossa justificação” (Rm 4.25) e que nesse aspecto Ele foi designado filho de Deus com poder pela ressurreição dos mortos (Rm 1.4).

 

2. A redenção do corpo.
A ressurreição de Jesus é a garantia de que os crentes também ressuscitarão dos mortos (Rm 5.17). Quando ressuscitou dentre os mortos, Jesus se tornou as primícias daqueles que ressuscitarão para não mais morrer (1Co 15.23). O apóstolo Paulo afirma que se Cristo não ressuscitou então a nossa fé é vã (1Co 15.17). Na ressurreição, Jesus derrotou a morte de forma que não precisamos mais temê-la (1Co 15.55-58). Na ressurreição, receberemos corpos incorruptíveis e imortais (1Co 15.42-49).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (IV): O propósito da ressurreição de Jesus é salvar; justificar e redimir o corpo de todo aquele que crerese se arrepender dos seus maus caminhos.

 
CONCLUSÃO

Sem dúvida uma das maiores notícias, e que foi dada por um anjo, foi que Jesus havia ressuscitado (Lc 24.6). Nos dias de Jesus, a crença na ressurreição dos mortos não era consenso. Os fariseus acreditavam nela, mas os saduceus a rejeitavam, e os gregos a ridicularizavam.
Até mesmo os discípulos de Jesus se mostraram incrédulos e lentos em aceitá-la. Quando ressuscitou dos mortos, o Senhor Jesus se apresentou a seus discípulos com provas incontestáveis a fim de que nenhum deles ficasse com dúvida. A ressurreição de Jesus era uma realidade inconteste para a Igreja Apostólica a ponto de se tornar o principal tema de sua pregação.

 

PARA REFLETIR
Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

1° Cite os casos de ressurreição registrados no ministério de Elias e Eliseu.
Resp: Em 1 Reis 17.17-24, Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; em 2 Reis 4.32-37 encontramos Eliseu ressuscitando o filho da Sunamita. O outro caso está em 2 Reis 13.21, em que um morto torna à vida quando toca os ossos do profeta Eliseu.

 

2° Por que a doutrina da ressurreição dos mortos ainda não era plenamente revelada no Antigo Testamento?
Resp: Somente com o advento da Nova Aliança a doutrina da ressurreição foi demonstrada em sua plenitude (2Tm 1.10).

 

  Jesus ressuscitou com o mesmo corpo com o qual foi sepultado?
Resp: Sim, apesar de transformado. Cristo ressuscitou com o mesmo corpo físico que fora sepultado.

 

4° Como os apologistas classificam as evidências da ressurreição de Jesus?
Resp: Os apologistas classificam essas evidências em diretas e indiretas.

 

5° Quais os propósitos da ressurreição de Jesus?
Resp: Salvar, justificar e redimir o homem e o seu corpo mortal e corruptível.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
 


A ressurreição de Jesus
Passou o dia da crucificação, possivelmente na tarde da uma sexta-feira, mas quinta-feira para nós — para os judeus o dia começa a partir das 18hs. Passou o Sábado de Aleluia. Chegou o Domingo — Foi-se o primeiro dia, passou-se o segundo, mas chegou o terceiro. O mestre de Nazaré ressuscitou. O Deus Pai o fez Senhor e Cristo e deu-lhe um nome que é sobre todo o nome (Fp 2.9-11). Ele apareceu aos doze apóstolos e a mais de 500 pessoas da Palestina no período de quarenta dias (Mt 28.16-20; Lc 24.36-49; At 1.1-3; 1Co 15).
Após o sepultamento de Jesus, algumas mulheres, Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago (Lc 24.10), foram ao túmulo de Cristo. Chegando lá, acharam a pedra do túmulo removida, mas o corpo do Senhor não estava mais lá. De modo que ouviram de dois homens vestidos com roupas brilhantes: “Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galileia, ele disse a vocês: O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia” (Lc 24.6,7). Sim, Jesus foi crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia, isto é, no domingo pela manhã bem cedo. Por isso nos reunimos todos os domingos, o dia do Senhor, para celebrarmos Jesus Cristo ressuscitado.
A Bíblia declara que a ressurreição de Jesus e o seu aparecimento posterior aos discípulos foram eventos tão grandiosos que o apóstolo Paulo os relatou detalhadamente: “[Jesus] apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos. Depois apareceu de uma só vez, a mais de quinhentos seguidores, dos quais a maior parte ainda vive, mas alguns já morreram. Em seguida apareceu a Tiago e, mais tarde, a todos os apóstolos. Por último, depois de todos, ele apareceu também a mim, como para alguém nascido fora de tempo” (1Co 15.4-8). Jesus Ressuscitado é a razão da nossa fé!

 

 

sábado, 20 de junho de 2015

Lição 12 CPAD - 2° Trimestre 2015

 
Lições Bíblicas CPAD / Adultos

Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado

Comentarista: José Gonçalves

 



TEXTO ÁUREO: E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou” (Lc 23.46).

 
VERDADE PRÁTICA: Jesus não morreu como mártir ou herói, mas como o Salvador da humanidade.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Pontuar as aflições de Cristo de caráter interno e externo.

II. Explicar a dramaticidade do relato da traição de Jesus.

III. Relacionar os dois tipos de julgamentos de Jesus, o religioso e o político.

IV. Ensinar sobre o método e o significado da crucificação e morte de Cristo.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O julgamento de Jesus foi o que há de mais covarde no pensamento humano e na prática religiosa. O método e os pressupostos do julgamento de Jesus de Nazaré demonstram o que a elite religiosa de Israel estava acostumada a fazer em sua época, isto é, burlar a lei para a manutenção dos seus próprios interesses. O julgamento de Jesus foi um grande teatro. Nada do que fosse dito ou apresentado a favor do Nazareno mudaria o cenário. A classe religiosa havia pensado pormenorizadamente nos caminhos precisos para fazerem o espetáculo jurídico mais odioso que se ouviu dizer na história dos homens. Pensar que, após humilharem o Senhor Jesus, castigar o seu corpo, crucificarem-no e matarem-no, o “clero” judaico foi celebrar a Páscoa como se nada tivesse acontecido. Imagine! Mataram uma pessoa e, logo depois, “cultuaram” a Deus. Quando a religião fecha-se em si mesma, e nos seus próprios interesses, é capaz das maiores perversidades, pensando estar a serviço de Deus. Que o Senhor guarde o nosso coração!

 
INTRODUÇÃO
Os momentos que antecederam à prisão e julgamento de Jesus foram extremamente difíceis e penosos para Ele e seus seguidores. As autoridades judaicas já haviam decidido, em concílio, pela sua morte, e esperavam apenas o momento oportuno para isso. Não intentavam realizar o ato durante a Páscoa, para não causar tumulto. Nesse momento surge Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, com a proposta de entregar Jesus a esses líderes. E foi o que ele fez.
Preso, Jesus logo é submetido a um julgamento que o condenou e o entregou para ser crucificado! Pregado na cruz, Jesus, o homem perfeito, sentiu as dores dos cravos e o peso do pecado da humanidade.

 
PONTO CENTRAL: Jesus Cristo foi crucificado e morto pelos pecados de toda a humanidade.


I. AS ÚLTIMAS ADVERTÊNCIAS E RECOMENDAÇÕES
 
1. Aflição interior.

Sabendo que era chegada há sua hora, Jesus trata de dar as últimas advertências e recomendações aos seus discípulos. Todos os evangelistas registram a advertência que Jesus fez a Pedro (Mt 26.31-35; Mc 14.27-31; Lc 22.31-34; Jo 13.36-38). Faltava pouco para o Mestre ser preso, e tanto Ele quanto seus discípulos iriam passar por um conflito interior sem precedentes. Daí a necessidade de estarem preparados espiritualmente para esse momento (Mt 26.41). Pedro é avisado de que Satanás o queria peneirar (Lc 22.31-34). No Monte das Oliveiras, pouco antes de sua prisão, Ele advertiu a todos sobre a necessidade da oração para suportar as provações que se avizinhavam (Lc 22.39-46). Podemos falhar e muitas vezes falhamos, entretanto, não é por falta de aviso.

 
2. Aflição exterior.

O texto de Lucas 22.35-38 tem chamado à atenção dos estudiosos da Bíblia. Estaria Jesus aqui pregando a luta armada? Não! Isso pelo simples fato de que o uso da força como parte do seu Reino é frontalmente contrário aos seus ensinos (Mt 5.9; 22.38-47). Jesus cita a profecia de Isaías 53.12 como se cumprindo naquele momento, e os discípulos, solidários com a sua missão, sofreriam as suas consequências. Assim como o seu Mestre, eles também seriam afligidos exteriormente com as consequências da prisão. Deveriam, portanto, estar preparados para aquele momento. Jesus seria contado com os malfeitores e seus discípulos seriam identificados da mesma forma (Mc 14.69).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): Antes de ser preso, Jesus deu advertências e recomendações para seus discípulos, pois sabia das aflições internas e externas que eles padeceriam.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO

As palavras finais de Jesus aos discípulos no cenáculo os fazem lembrar-se de dificuldades à frente (Lc 22.35-38). Anteriormente, Ele os tinha enviado de mãos vazias para pregar o evangelho (Lc 9.1-6; 1.3,4). Eles fizeram uma viagem curta e levaram consigo providências limitadas, mas suas necessidades tinham sido providas. Nos dias tranquilos da missão galileia, eles tinham confiado na hospitalidade das pessoas. Agora os tempos mudaram, e eles enfrentarão dificuldades como nunca antes. Logo, Jesus será executado como criminoso, e os discípulos serão vistos como comparsas no crime. Deus ainda estará com os discípulos, mas daqui em diante eles têm de tomar providências e buscar proteção para a viagem. Eles terão de se defender contra os inimigos do evangelho, contra Satanás e contra as forças das trevas. Eles devem obter uma espada.

Alguns tomam  a palavra ‘espada’ literalmente, significando que os discípulos devem comprar espadas para usar em conflito físico. Mais tarde, alguns estarão preparados para defender Jesus com espadas, mas Ele detém essa tentativa antes de qualquer coisa (vv.49-51). O que Jesus realmente quer é que os discípulos provejam as próprias necessidades e se protejam sem derramar sangue. Eles se encontrarão cada vez mais lançados numa luta espiritual e cósmica. A compra de espadas serve para lembrá-los daquela batalha iminente. Empreender esse tipo de guerra requer armas especiais, inclusive ‘a espada do Espírito, que é a palavra de Deus’ (Ef 6.11-18).
Os discípulos parecem não entender (Lc 22.38). Eles informam que têm duas espadas. Jesus diz: ‘Basta’, provavelmente com a intenção de repreensão irônica por pensarem assim. “Eles encetarão uma guerra cósmica; os recursos humanos nunca são suficientes para esse tipo de luta” (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.463-64).

 
II. JESUS É TRAÍDO E PRESO
 
1. A ambição.

A traição de Jesus é um dos relatos mais dramáticos e tristes que o Novo Testamento registra. Jesus foi traído por alguém que compartilhava da sua intimidade (Sl 41.9). Judas, conforme relata Lucas, foi escolhido pelo próprio Cristo para ser um dos seus apóstolos (Lc 6.16).
O que levou, portanto, Judas a agir dessa forma? Os textos paralelos sobre o relato da traição mostram que Judas era avarento, amava o dinheiro e a ambição o levou a entregar o Senhor (Jo 12.4-6).

 
2. A negociação.

Há muito, os líderes religiosos procuravam uma oportunidade para matar Jesus, mas além de não encontrá-la, eles ainda temiam o povo (Mt 26.3-5; Lc 22.2). Lucas mostra que o Diabo entra em cena para afastar esse obstáculo (Lc 22.3-6). O terceiro Evangelho já havia mostrado, por ocasião da tentação, que o Diabo tinha se apartado de Jesus até o momento oportuno (Lc 4.13). Sabendo que Judas estava dominado pela ambição, Satanás incita-o a procurar os líderes religiosos para vender Jesus (Lc 22.2-6). O preço foi acertado em 30 moedas de prata (Mt 26.15). Quando o responsabiliza por seu ato, a Escritura mostra que Judas não estava predestinado a ser o traidor de Jesus (Mc 14.21). Ele o fez porque não vigiou (Lc 6.13; 22.40). Quem não vigia termina vendendo ou negociando a sua fé.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): A ambição de Judas fez com que ele negociasse a prisão do Mestre e, finalmente, o traísse.

 

III. JULGAMENTO E CONDENAÇÃO DE JESUS
 
1. Na esfera religiosa.

Os conflitos entre Jesus e os líderes religiosos de Israel começaram muito cedo (Mc 3.6). As libertações, as curas e autoridade com que transmitia a Palavra de Deus fez com que as multidões passassem a seguir a Jesus (Lc 5.1). Essa popularidade entre as massas provocou inveja e ciúme dos líderes religiosos que perdiam espaço a cada dia (Jo 12.19). Para esses líderes, alguma coisa deveria ser feita e com esse intuito reuniram o Sinédrio. A decisão foi pela morte de Jesus (Jo 11.47-57). O passo seguinte foi fazer um processo formal contra Jesus, onde Ele seria falsamente acusado de ser um sedicioso que fizera Israel se desviar.

 
2. Na esfera política.

Para os líderes religiosos, Jesus era um herege, acusado de ter blasfemado, e que deveria ser tirado de cena a qualquer custo, mesmo que fosse a morte. Todavia, Israel nos dias de Jesus estava sob a dominação romana e os líderes judeus não poderiam conquistar o seu intento sem a aprovação do Império (Jo 18.31). Lucas deixa claro que a acusação dos líderes judeus feita a Jesus era tríplice: desviar a nação; proibir os judeus de pagarem impostos a Roma e afirmar que Ele, e não César era rei (Lc 23.2,5,14). Em outras palavras, Jesus foi acusado de sedição. Desviar os judeus de sua fé não era crime para Roma, mas a sedição, fazer o povo se levantar contra o império, era! Jesus, portanto, estariam levando os seus discípulos a uma revolta política. Os romanos não toleravam nenhuma forma de levante contra o Estado e estipulavam para esse tipo de crime a pena capital.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): O julgamento de Jesus deu-se em duas esferas: a religiosa e a política.

 
IV. A CRUCIFICAÇÃO E A MORTE DE JESUS
 
1. O método.

A pena capital imposta pelo Império Romano aos condenados se dava através da crucificação. Os pesquisadores são unânimes em afirmar que essa era a mais cruel e dolorosa forma de execução! Josefo, historiador judeu, informa que antes da execução, os condenados eram açoitados e submetidos a todo tipo de tortura e depois crucificados do lado oposto dos muros da cidade. Cícero, historiador romano, ao se referir à crucificação, afirmou que não havia palavra para descrever ato tão horrendo. A mensagem do Império Romano era clara — isso aconteceria com quem se levanta contra o Estado. Jesus, portanto, sofreu os horrores da cruz. De acordo com os Evangelhos, Ele foi açoitado, escarnecido, ridicularizado, blasfemado, torturado, forçado a levar a cruz e por fim crucificado (Jo 19.1-28).

 
2. O significado.

Para muitos críticos, Jesus não passou de um mártir como foram tantos outros líderes judeus que viveram antes dEle. Todavia, a teologia lucana depõe contra essa ideia. O que se espera da morte de um mártir não pode ser encontrado na narrativa da morte de Jesus. Para Lucas, Jesus morreu vicariamente pela humanidade. A relação que Lucas faz do relato da paixão com a narrativa do Servo Sofredor de Isaías 53 mostra isso. O Servo sofredor, Jesus, justifica a muitos. O caráter universal da salvação presente em Isaías 53 aparece também em Lucas. Jesus, portanto, é o Servo Sofredor que se humilha até à morte de cruz, mas é exaltado e glorificado por Deus pela obra que realizou.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (IV): O método usado para matar Jesus foi à crucificação, denotando que o Senhor morreu vicariamente pela humanidade.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO

A figura de um cordeiro ou cabrito sacrificado como parte do drama da salvação e da redenção remonta à Páscoa (Êx 12.1-13). Deus veria o sangue aspergido e ‘passaria por cima’ daqueles que eram protegidos por sua marca. Quando o crente do Antigo Testamento colocava as suas mãos no sacrifício, o significado era muito mais que identificação (isto é: ‘Meu sacrifício’). Era um substituto sacrificial (isto é: ‘Sacrifico isto em meu lugar’).
Embora não se devam forçar demais as comparações, a figura é claramente transferida a Cristo no Novo Testamento. João Batista apresentou-o, anunciando: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1.29). Em Atos 8, Filipe aplica às boas novas a respeito de Jesus a profecia de Isaías que diz que o Servo seria levado como um cordeiro ao matadouro (Is 53.7). Paulo se refere a Cristo como ‘nossa páscoa’ (1Co 5.7). “Pedro afirma que fomos redimidos ‘com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado’ (1Pe 1.19)” (HORTON, Stanley (Ed). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.352).

 
CONCLUSÃO

É um fato histórico que Jesus foi condenado pelos líderes religiosos e executado pelas leis romanas. Todavia, devemos lembrar de que a causa primeira que levou Jesus de fato à cruz foram os nossos pecados (Is 53.5). O apóstolo Paulo também destaca esse fato: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21). A cruz resolveu o problema do pecado, e todos nós finalmente pudemos desfrutar a paz com Deus (Rm 5.1). Deus seja louvado.

 
PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

1° Conforme a lição, que alerta Jesus fez aos discípulos antes de ser traído?
Resp: Pedro é avisado de que Satanás o queria peneirar (Lc 22.31-34). No Monte das Oliveiras, pouco antes de sua prisão, Ele advertiu a todos sobre a necessidade da oração para suportar as provações que se avizinhavam (Lc 22.39-46).

 
2° Qual foi à forma que os líderes acharam para, injustamente, entregar Jesus?
Resp: Através de Judas, os líderes religiosos compraram Jesus (Lc 22.2-6) pelo preço de 30 moedas de prata (Mt 26.15). Quanto à condenação capital, o acusaram injustamente de sedição.

 
3° Quais são as duas esferas nas quais se deu a traição de Jesus?
Resp: Religiosa e política.

 
4° Qual era o método usado pelos romanos para executar os condenados?
Resp: A pena capital imposta pelo Império Romano aos condenados se dava através da crucificação.

 
5° O que a crucificação de Jesus representa para você?
Resp: Resposta livre.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO



A morte de Jesus
Ele era judeu, nascido em Belém da Judeia. Morador de Nazaré, norte da Galileia. Era um cidadão da Terra de Canaã, a Palestina da atualidade, o local onde está fixada a nação contemporânea de Israel. Filho de carpinteiro, do seu pai José, esposo de Maria, sua mãe, Jesus de Nazaré cresceu e desenvolveu-se como qualquer outro ser humano.

Aos trinta anos ele iniciou a sua peregrinação na terra de Israel para pregar uma mensagem contundente. Ele dizia que o Reino de Deus havia chegado a Terra e este reino era diferente daquele dos homens. O Reino de Deus é uma dimensão dominada pelo o amor do Altíssimo. E o Nazareno é a plena encarnação desse amor para com a humanidade (leia João 3.16).
Por falar de amor, mansidão, humildade, perdão e altruísmo, o homem de Nazaré incomodou muita gente poderosa de sua época. Sua mensagem lhe custou à liberdade. Ele foi constrangido, perseguido, humilhado, odiado e preso. Isto mesmo. Parte da população judaica, instigada pelos seus líderes religiosos, preferiu libertar um criminoso a Jesus (Mt 27.15-17,21; 15.6,7,11,15).

O Meigo Nazareno foi condenado a Cruz do Calvário, uma das piores penas capitais executadas pelo Império Romano do primeiro século da era cristã.
Jesus de Nazaré foi crucificado. Morto. Todos assistiram: sua família, particularmente a sua mãe, os seus discípulos, os judeus e os romanos. Apesar de perseguido por fazer o bem, o nosso Senhor sabia da sua missão redentora: Era preciso morrer para salvar o pecador (Lc 2.25-38). Mas os seus algozes não tinham noção dessa missão de Jesus. Por isso o bateram; rasgaram a sua carne; arrancaram a sua barba; furaram a sua cabeça com a coroa de espinho; deram-lhe uma cruz para caminhar até o calvário; o crucificaram; transpassaram uma lança em seu peito. Jesus morreu!

Perguntar ao nosso aluno se ele tem a consciência do significado da morte de Jesus Cristo é uma forma de desenvolver uma reflexão interior nele. Explique-o que o Espírito Santo pode fazê-lo experimentar o que milhares de pessoas há mais de dois mil anos experimentaram em suas vidas: o constrangimento de Jesus morrer em meu lugar. Diga que era para você e o seu aluno estar no lugar de Jesus! Sim, eu quem deveria está lá!

Jesus de Nazaré sofreu, foi humilhado e entregue nas mãos dos homens. O seu sangue derramado e o seu corpo partido na cruz foram um brado de amor pela humanidade. Por amor ele foi condenado. Foi por amor, por amor, por amor... Pense nisso!