sábado, 24 de outubro de 2015

Lição 4 CPAD - 4° Trimestre 2015

 
Lições Bíblicas CPAD / Adultos

4º Trimestre de 2015

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade

 


TEXTO ÁUREO: Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram(Rm 5.12).

 
VERDADE PRÁTICA: O pecado de Adão trouxe-nos a morte, mas a morte de Jesus Cristo garante-nos a vida eterna e plena comunhão com Deus.

 
OBJETIVO GERAL: Compreender que o pecado de Adão trouxe a morte, mas a morte de Jesus trouxe a vida.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.


I. Explicar que o Éden foi o local criado por Deus para ser o habitat do homem;

II. Conhecer como se deu a tentação de Adão e Eva;

III. Compreender o juízo de Deus sobre o pecado.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR

No livro de Gênesis, encontramos no capítulo três, um dos relatos mais tristes da história da humanidade, a Queda. Mas Deus não foi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde a fundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8). O homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue à própria sorte. O Senhor providenciou a sua redenção. Com o pecado veio o sentimento de culpa. O homem não sabe lidar com esse sentimento, pois não fomos criados para o pecado, por isso, Adão culpou a Eva e o próprio Deus pelo seu pecado de desobediência. É difícil aceitar a responsabilidade por nossos erros. Sempre queremos encontrar um culpado.
O pecado além de afastar Adão da comunhão com Deus, também introduziu as hostilidades e dificuldades no relacionamento de Adão e Eva. O pecado continua a nos afastar de Deus e a prejudicar os nossos relacionamentos.

 
INTRODUÇÃO
Por algum tempo, Adão e Eva viveram a mais completa ventura. Aquela harmonia, porém, estava para ser quebrada por uma personagem sinistra e inimiga de todo  bem.
No entanto, se o Diabo supôs que a obra divina se achava arruinada para sempre, enganou-se, porque Deus, em seu infinito amor, já havia elaborado, desde a fundação do mundo, o Plano de Salvação para resgatar-nos do pecado.
A Queda de Adão haveria de ser revertida por Jesus Cristo através de sua morte na cruz.

 
PONTO CENTRAL: O homem pecou desobedecendo a Deus, porém o Senhor já havia providenciado um Redentor.

 

I. O PARAÍSO NO ÉDEN

Após haver plantado um jardim, no Éden, nele o Senhor colocou o homem que criara (Gn 2.8). Dali, caberia a Adão governar o mundo como o representante de Deus na Terra. Ele tinha como tarefas cultivar a Terra e guardar o jardim.

1. Cultivar a Terra.

Adão deveria fazer a cultura da Terra (Gn 2.15). Ele não somente a cultivaria, como dela haveria de criar invenções, utilidades, ciências e artes. Observemos que o Éden se localizava numa região abundante em ouro (Gn 2.11,12). Ao criar Adão, Deus o dotou de muitas habilidades.

 

2. Guardar o Éden.

Não podemos confundir a inocência de Adão com incapacidade intelectual. Santo no corpo e na alma, nosso pai era sábio e perfeitamente capaz de discernir entre o bem e o mal. Aliás, era mais inteligente que nós. Por isso mesmo, Deus o incumbiu de guardar o Éden, pois teria de enfrentar um inimigo mui astuto e sagaz.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): Deus criou e preparou o jardim do Éden para abrigar o homem.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
O jardim do Éden estava localizado perto da planície aluvial do rio Tigre e do rio Eufrates. Alguns acreditam que estava localizado na região correspondente ao atual sul do Iraque; outros sustentam que não há dados suficientes no relato bíblico.
Duas árvores do jardim do Éden tinham importância especial. (1) A ‘árvore da vida’ provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A ‘árvore da ciência do bem e do mal’ tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência e à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou desobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, pp.34,35).


II. A TENTAÇÃO NO PARAÍSO

O Éden era um lugar perfeito. A partir daí a humanidade poderia multiplicar-se e espalhar-se por todo o planeta, ampliando, em amoroso trabalho, o jardim que Deus plantara. Infelizmente, nossos pais caíram na tentação do Diabo.

1. O agente ativo da tentação.

A fim de induzir a raça humana ao pecado, Satanás instrumenta um animal astuto e sagaz, a serpente (Gn 3.1). E, por seu intermédio, dialoga com Eva levando-a à apostasia. Não podemos travar diálogos com o nosso Inimigo, independente do meio que ele usar para nos convencer, pois pecaremos contra Deus.

 

2. O agente passivo da tentação.

Adão era o guardião do Éden. Todavia, não soube como resguardar a esposa, que acabou sendo seduzida pelo Diabo. Iludida, Eva pecou: “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gn 3.6). Adão e Eva deixaram-se levar pela concupiscência da carne, pela concupiscência dos olhos e pela soberba da vida (1Jo 3.16). Adão e Eva pecaram de forma voluntária e cônscia. Biblicamente, são os responsáveis pela introdução do pecado no mundo (Rm 5.12).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): Adão e Eva foram tentados por Satanás e cederam à tentação.

 

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinomianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo, Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna.
Satanás, desde o princípio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a Deus, inclusive decidindo por conta própria o que é bom e o que é mau. Os seres humanos, na sua tentativa de serem ‘como Deus’, abandonam o Deus onipotente e daí surgem os falsos deuses. O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.36).

 
III. O JUÍZO DE DEUS

Satanás enganou, mentiu e prometeu o que nem ele mesmo possuía. O juízo de Deus, portanto, não tardaria a vir sobre a serpente, sobre a mulher e sobre o homem.

1. Sobre a serpente.

Devido à sua natureza, a serpente é um tipo perfeito de Satanás: esperta, sagaz e oportunista (Ef 6.11). Agora, ela seria obrigada a comer pó (Gn 3.14). Mesmo no Milênio, quando a natureza dos animais for restaurada, ela não será redimida de sua degradação (Is 65.25).
Em seguida, Deus decreta a inimizade entre a serpente e a mulher, como também a promessa da redenção: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). Apesar da Queda, Eva seria auxiliar de Deus. Veja suas declarações ao dar à luz Caim e Sete (Gn 4.1,25). Séculos mais tarde, Maria haveria de enaltecer o Eterno de Israel por ter sido escolhida como a mãe do Salvador do mundo (Lc 1.46-56).

 

2. Sobre a mulher.

A fim de punir a desobediência de Eva, o Senhor torna-lhe a maternidade estressante e mui dolorosa. Não bastasse, sujeita a mulher ao governo do homem: “Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará” (Gn 3.16; Ef 5.22,23).
Apesar da Queda, não são poucas as filhas de Eva elogiadas por sua incomum virtude e cooperação no Reino de Deus (Pv 31.10-30; 2Jo 1-13). Sara, Débora, Ester, Maria e Priscila são apenas alguns desses belos exemplos.

 

3. Sobre o homem.

Deus denuncia Adão como o responsável pela Queda da humanidade. Conforme escreve o apóstolo Paulo, o pecado entrou no mundo não por uma mulher, nem pelo Diabo, mas por intermédio de um homem (Rm 5.12). Por isso, o juízo divino recai com mais dureza sobre o nosso primeiro genitor. E, por causa dele, a Terra faz-se maldita. Por causa de sua desobediência a Deus, os dias de Adão e de seus descendentes seriam mais trabalhosos. Seu sustento seria obtido com um trabalho mais árduo, e teria de conviver com adversidades, e com o fim de sua própria existência: “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3.19). Adão viu, a duras penas, o preço de se desobedecer a Deus e à sua Palavra.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): O juízo de Deus veio sobre Adão, Eva e a serpente.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Os pecados estão refletidos nas punições, as quais foram aplicadas em partes. A serpente foi amaldiçoada. A serpente posou como supremamente sábia, mas sua maneira de se locomover sempre seria símbolo de tal humilhação. A frase ‘sobre o teu ventre’ não significa que a serpente tinha originalmente pernas e a perdeu no momento em que a maldição foi imposta, mas que seu modo habitual de locomoção tipificava seu castigo. A frase ‘pó comerás’ é idiomaticamente equivalente a ‘tu serás humilhado’ (cf. Sl 72.9; Is 49.23), onde a frase ‘lamberão o pó’ tem claramente este significado. O castigo envolveria inimizade, hostilidade entre as pessoas. A semente da serpente, que Jesus relaciona aos ímpios (Mt 13.38,39; Jo 8.44), e a semente da mulher, têm ambas sentido fortemente pessoal.
O castigo da mulher seria o oposto do ‘prazer’ que ela procurou no versículo 6. Ela conheceria a dor no parto, que é bem diferente do novo tipo de vida que ela tentou alcançar pela desobediência. Igualmente, a futura ligação do seu desejo ao seu marido era repreensão à sua decisão de buscar independência.
Deus pôs uma maldição diretamente na terra em vez de colocá-la no homem. Adão foi comissionado a trabalhar com a terra, mas não seria por puro prazer” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.40).

 

CONCLUSÃO
Deus não foi apanhado de surpresa pela Queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas Deus prometeu redimir toda a humanidade pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por todos (Jo 1.29). Na genealogia de Jesus, registrada por Lucas, Adão é chamado de filho de Deus (Lc 3.38). Maravilhosa graça!
Portanto, apesar da aparente vitória do pecado, o Senhor Jesus, o segundo Adão, veio para resgatar-nos das mãos de Satanás: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). Somente Jesus Cristo pode-nos resgatar do pecado.

 

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis:

1° A Queda foi um fato histórico e real?
Resp: Sim. Podemos ter tal certeza porque a Bíblia nos garante.

 
2° A serpente realmente falou?
Resp: Sim. Não se trata de uma parábola, mas de um fato histórico.

 
3° Que juízo recaiu sobre o homem e sobre a mulher?
Resp: Sobre a mulher: ela teria a sua dor na hora do parto multiplicada. Também teria que se sujeitar ao governo do homem.

 
4° Sobre o homem: O trabalho de Adão seria misturado com a dor.
Resp: Ambos sofreriam a morte física e foram expulsos do paraíso.

 
5° Por que Adão foi responsabilizado por Deus como o principal responsável pela Queda da humanidade?
Resp: Porque ele havia recebido a ordem diretamente de Deus.

 
6° Deus foi surpreendido pelo pecado do homem? Explique.
Resp: Deus não foi apanhado de surpresa pela queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Nossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas foram prontamente redimidos pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por toda a humanidade (Jo 1.29).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Em sua clássica obra “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, o teólogo pentecostal Myer Pearlman destaca quatro pontos fundamentais que marcam a história espiritual do homem. Veja o esquema abaixo:

 
Segundo Myer Pearlman, a Tentação, desde o início, destaca ao ser humano que o caminho de obediência a Deus não é fácil. Isso quer dizer que o ser humano terá escolhas a fazer nos termos de Deuteronômio 30.15: “Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal”. A Tentação está prevista na perspectiva da impossibilidade de conter a ansiedade de entrar em contato com o que foi proibido. Por isso, ela é sutil, pois, pela sua sutileza, a natureza humana será envolvida em seus desejos e vontades: nisto consiste a tentação.
Ao dizer sim! para a tentação e colocá-la em prática, se estabelece no ser humano o estado de Pecado. Em seguida, a culpa toma conta da sua consciência, ao ponto de o ser humano viver num estado de cauterização em sua consciência, de modo que ele não mais atende aos apelos do Espírito Santo: nisto consiste o estado da culpa.
Uma vez praticado o pecado, por intermédio da tentação, e estabelecido o sentimento de culpa, instala-se, na realidade humana, o Juízo.
No Éden, o Juízo se deu sobre a serpente (de formosa e honrada, a um animal degradado e maldito), sobre a mulher (multiplicação das dores de parto) e sobre o homem (comer com o suor do rosto), constituindo, porém, o maior de todos os juízos: a morte física e a morte eterna.
Entretanto, a história da humanidade não seria para sempre condenada à terrível realidade de viver para sempre longe de Deus. O Pai, por intermédio do Seu Filho, proveria um escape para redimir a vida do ser humano: “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Rm 5.17-19).

 

 

sábado, 17 de outubro de 2015

Reflexão


Horário Brasileiro de Verão em 2015 / 2016


Começa à zero hora de 18/10/2015 até zero hora de 21/02/2016




Começa à zero hora de 18/10/2015 até zero hora de 21/02/2016

O que é o Horário de Verão?

Durante a primavera e o verão, em grande parte do Brasil, os dias são mais longos do que as noites, ou seja, o sol surge mais cedo (alvorecer) e põe-se mais tarde (entardecer). Para aproveitar melhor a luz natural, foi instituído o adiantamento do relógio em uma hora em relação do horário legal.

Qual a vantagem do Horário de Verão?

Redução do consumo de luz artificial, ou seja, da energia elétrica, principalmente, para iluminação, e aumento das horas de lazer, visto que escurece mais tarde. O melhor aproveitamento da luz do sol traz benefício geral à população, seja para o lazer ou para atividades comerciais, a indústria, o turismo e, também, ganhamos com os benefícios ecológicos e a preservação do meio ambiente.

Em quais estados se aplica o Horário de Verão?

O Horário de Verão no Brasil é aplicado por decreto nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, portanto, nos seguintes estados: DF (Distrito Federal), ES (Espírito Santo), GO (Goiás), MG (Minas Gerais), MT (Mato Grosso), MS (Mato Grosso do Sul), PR (Paraná), RJ (Rio de Janeiro), RS (Rio Grande do Sul), SC (Santa Catarina) e SP (São Paulo).

Quando começa e termina o Horário Verão?

Desde 2008, foi fixada a data de inicio e término do Horário de Verão no Brasil, que deve começar à zero hora do terceiro domingo de outubro e terminar à zero hora do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte (se coincidir com o domingo de carnaval, o horário é prorrogado por mais uma semana).

Veja o Decreto Presidencial 6.558 de 08/09/2008.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Lição 3 CPAD - 4° Trimestre 2015


Lições Bíblicas CPAD / Adultos

4º Trimestre de 2015

Título: O começo de todas as coisas — Estudos sobre o livro de Gênesis

Comentarista: Claudionor de Andrade

 
 

 

TEXTO ÁUREO: “E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” (At 17.26).

 
VERDADE PRÁTICA: Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

 
OBJETIVO GERAL: Evidenciar o fato de que Deus criou o homem e a mulher.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar a maneira como o homem foi criado;
II. Conhecer como se deu a criação da mulher;
 
III. Explicar a constituição do casamento.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
 
Prezado professor, aproveite a aula de hoje para mostrar, mediante o relato bíblico da criação, que não somos o resultado da evolução de uma espécie. Diante de tantas teorias falsas a respeito da origem da vida humana, podemos perceber a relevância do tema da aula de hoje para a edificação da nossa fé. Temos um Criador que nos formou e nos dá a vida. Ele cuidadosamente preparou o Éden para receber o ser humano, a mais significativa das suas obras. Homem e mulher foram criados à imagem de Deus. A mulher tem a mesma natureza que o homem, embora fisicamente seja um ser distinto. Tanto o homem como a mulher possuem características próprias do Criador, tais como: o amor pelo belo (Gn 2.9), prazer pelo trabalho significativo (Gn 2.15), responsabilidade moral (Gn 2.16,17) e ambos se complementam por intermédio do casamento. Que a cada dia das nossas vidas venhamos a glorificar aquEle que nos formou e nos dá a vida.

 
INTRODUÇÃO
 
Deus não criou o ser humano por mero acaso ou capricho. Fomos chamados à existência como resultado de um desígnio eterno da Santíssima Trindade: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra” (Gn 1.26).
Ao contrário do evolucionismo, que vê o homem como um simples fenômeno biológico, o Criacionismo Bíblico mostra-o como a concretização da vontade de um Deus amoroso, sábio e justo.

 
PONTO CENTRAL: Homem e mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus.

 
I. COMO O HOMEM FOI CRIADO

O homem é da Terra e a Terra é do homem. A este planeta estamos intimamente ligados. Não podemos fugir a este solo, pois dele o Senhor nos chamou à vida, e para ele haveremos de voltar.

1. A matéria prima do homem.

Deus escolheu o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma joia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança.
O próprio Deus criou o homem, a coroa da criação. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.
 

2. O sopro divino.
Após formar o homem do pó da terra, e nele imprimir a sua imagem, sopra-lhe Deus as narinas, tornando-o alma vivente (Gn 2.7). O Criador dispensou-nos cuidados paternos, de maneira que, embora pó e cinza possuísse uma alma imortal que, um dia, a Ele tornará (Ec 12.7; 1Ts 5.23). Fomos criados no tempo, mas no coração vaia-nos a eternidade (Ec 3.11).
 

3. Adão, um ser imortal.
Deus não criou o homem para que viesse a morrer. Pelo contrário, Ele o fez imortal (Gn 2.17). Se Adão e Eva não tivessem pecado, ainda estariam vivos, e nós não precisaríamos conviver com a morte.
 

4. A missão do homem.
Adão foi criado com uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo de onde fora tomado e, especificamente, para guardar o jardim que o Senhor plantou no Éden (Gn 1.26; 2.15). O trabalho, por conseguinte, já fazia parte da vida humana antes mesmo da Queda. A partir do Éden, o homem deveria estender a civilização até aos confins do planeta, para que o Senhor fosse magnificado eternamente por seus filhos.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): O homem foi criado do pó da Terra e recebeu de Deus o fôlego da vida.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
 
‘Adão’ é uma palavra hebraica, o nome do primeiro homem, mas também é o termo bíblico para humanidade. O homem sozinho foi direta e indiretamente formado pelo Senhor, que lhes deu o fôlego da vida (2.7); criado à imagem e semelhança de Deus (1.26,27); dado a ele o direito de governar a criação como representante de Deus (1.26,28-30); moralmente responsável para obedecer às ordens de Deus; e dado uma natureza que requer intimidade, relacionamento com Deus e as pessoas” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 
II. A CRIAÇÃO DA MULHER

O último dia da criação foi pleno de atividades: a criação do homem, o estabelecimento de suas tarefas, a nomeação dos animais, a feitura da mulher e, finalmente, a instituição do casamento.

1. A solidão do homem.
Para completar a felicidade de Adão e por fim à sua solidão, Deus criou Eva, nossa mãe. O Pai, na formação da mulher, simplesmente declara: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18 — ARA).
A matriz da raça humana, enfim, estava completa. Agora, homem e mulher haveriam de se propagar, multiplicar-se e espalhar-se por toda a Terra.
 

2. A criação da mulher.

Na criação de Eva, Deus atuou como anestesista, cirurgião e geneticista.
a) Anestesista. Antes de tudo, Deus seda o homem, para que este adormeça profundamente (Gn 2.21). E, assim, o Senhor dá início, bem ali no Éden, a uma ciência que só viria a ser descoberta alguns milênios mais tarde: a anestesiologista.

b) Cirurgião. Ato contínuo, o Criador submeteu Adão a uma intervenção cirúrgica: “e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar” (Gn 2.21). A operação foi tão perfeita que incluiu uma plástica. Somente aquele que nos conhece a estrutura haveria de praticar uma medicina tão perfeita (Sl 103.14).

c) Geneticista. Como última etapa da cirurgia, o Senhor extraiu de Adão uma de suas costelas. E, desta, formou a mulher (Gn 2.22). Tinha início à engenharia genética. Nesse processo, Deus vai além da mera clonagem: traz à vida um ser autônomo e cônscio de si.

3. A principal característica moral da mulher.
Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o com sabedoria e prudência. A idoneidade da mulher é pormenorizada em Provérbios 31. Diante de sua companheira Adão compõe um poema: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): A mulher foi criada a partir da costela de Adão o que mostra que ambos têm a mesma origem, o pó da Terra.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

1. Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução. O homem e a mulher, igualmente foram criados à ‘imagem’ e ‘semelhança’ de Deus. À base dessa imagem, podia comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada. Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original. Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pessoais tendo espírito, mente emoções, autoconsciência e livre-arbítrio. Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visualmente a eles e a forma que seu Filho um dia viria a ter. O fato dos seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependente de Deus. “Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1991, p.33).

2. Uma linda tradição judaica observa que Deus não tirou Eva do pé de Adão, para que ele não tentasse dominá-la; ou da sua cabeça, para que ela se visse acima. “Em vez disso, Deus tirou Eva da costela de Adão, para que os dois pudessem caminhar ao longo da vida” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 

III. A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO

O Senhor não permitiu que o homem, instintiva e levianamente, se ajuntasse à sua mulher. De forma solene, une-os através do casamento, decretando: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma carne” (Gn 2.24). Estas, pois, são as características do casamento: monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

1. Monogâmico.
O primeiro ideal do casamento é a monogamia: um homem para uma única mulher, e uma mulher para um único homem. Infelizmente, não demoraria a aparecer o primeiro caso de poligamia (Gn 4.19). Depois de Lameque, o costume generalizou-se, contaminando até varões piedosos como Jacó, Gideão e Davi (Gn 29.21-30; Jz 8.30; 2Sm 3.1-5). O mais notório dos polígamos foi Salomão (1Rs 11.1-7). Tal costume, que não era aprovado, mas temporariamente tolerado por Deus, sempre acabava por acarretar sérios problemas domésticos (1Sm 1.1-6).
A monogamia foi plenamente ratificada por Jesus e pelos apóstolos (Mt 19.4-6; 1Tm 3.2). Por isso, hoje a poligamia não tem lugar na Igreja de Deus.
 
 
2. Heterossexual.
A heterossexualidade é o segundo ideal do casamento (Gn 2.24). Deus fez a mulher para o homem e o homem para a mulher: ambos se completam (1Co 11.11,12). Portanto, o homossexualismo, quer masculino, quer feminino, é uma abominação aos olhos do Criador (Lv 18.22; Rm 1.26).
 
 
3. A indissolubilidade.
Finalmente, o terceiro ideal do casamento é a indissolubilidade (Mt 19.6). O casamento só pode ser dissolvido em três circunstâncias: morte (Rm 7.2,3), infidelidade (Mt 19.9) e abandono (1Co 7.15). No caso de traição conjugal, se houver guarida para o perdão, este não deve ser ignorado.

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III): Deus instituiu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, para introduzir o tópico a respeito do casamento, faça a seguinte indagação: “O que significa ser adjutora?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique o seu real significado de acordo com Lawrence Richards: “A frase ‘adjutora’ tem sido frequentemente mal-entendida e usada para manter uma visão distorcida do casamento. A palavra no original, ezer, significa ‘um apoio’, ‘uma ajudadora’, ou ‘uma assistente’. Isso não implica subordinação, pois a mesma palavra é usada para descrever Deus como auxílio do homem. O conceito decididamente sustenta as características da mulher como ajudadora. Somente uma que é ‘osso dos meus ossos e carne da minha carne’ poderia, de fato, ir ao encontro da mais profunda necessidade de outro. Na sua original concepção, então, o casamento era a união de um homem e uma mulher, iguais perante Deus, que se completavam por meio do respeito de um para com o outro, comprometidos com a ajuda mútua” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.26).

 

CONCLUSÃO
Em meio a tantas mentiras e falsas teorias, apregoemos com urgência que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Não somos produto de nenhum processo evolutivo, mas de um ato criativo de Deus. O ser humano, criado no sexto dia, tem a obrigação de glorificar o Autor e Preservador da vida.

 

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis:

1° Em que dia da obra divina o homem foi criado?
Resp: O homem foi criado no sexto dia.

 

2° Por que Deus criou o ser humano?
Resp: O homem foi criado para uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo e guardar o jardim que o Senhor plantara.

 

3° Qual a principal característica da mulher em relação ao esposo?
Resp: A principal característica moral da mulher esta no fato de que Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o.

 

4° Quais as características do casamento?
Resp: As principais características são: monogâmico, heterossexual e indissolubilidade.

 

5° Por que é importante conhecermos esta verdade?
Resp: Pelo fato de que existem muitas falsas teorias e mentiras a respeito da origem da vida humana e do casamento.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

Qual a origem do homem?

É a grande pergunta da filosofia, da ciência e da religião. É a pergunta que nenhum postulado chegou a responder satisfatoriamente esta pergunta, no que diz respeito aos seus mínimos detalhes. A Teologia, a partir dos seus postulados sistemáticos, tenta dar conta da origem da vida em seus detalhes. A filosofia, com suas divagações e argumentações lógicas e complexas, realiza uma das mais bem elaboradas respostas, dentro da capacidade humana, para se chegar a bom termo sobre o início da vida humana, mas igualmente insatisfatória. A ciência, com a tecnologia, experiências em laboratórios e grandes postulados de seus teóricos, procura perscrutar ao máximo o mistério da vida.

Entretanto, no fim de todas as coisas, a palavra aos Hebreus é definitiva para quem crê: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11.3). Imaginemos se fosse possível explicar adequadamente a origem da vida, como se deu e se desenvolveu? Ainda assim, o “start” (início) de todas as coisas ficaria sem explicação para os cientistas, pois a ciência apenas tem a possibilidade de explorar o mundo material; o que é transcendental, e até mesmo o quântico, ela não consegue prescrutar. A fé, como expõe o escritor aos Hebreus, afirma que “os mundos” foram criados por Deus; isto é, tudo — não só a terra, mas o que está completamente fora do alcance do olhar humano — foi criado por Deus.

Por isso, não podemos ter uma posição excludente entre a fé e a ciência. Gênesis não é um livro de ciência, mas de fé. Ali Deus revelou ao ser humano o início de todas as coisas. O que cabe à ciência? Pesquisar e explorar o aspecto material dessa criação divina, e reconhecendo os seus próprios limites, como os primeiros grandes cientistas da humanidade, que foram cristãos e, ao mesmo tempo, grandes cientistas. Caro professor, ao final da aula, com o auxílio da tabela abaixo, realize uma atividade reflexiva, levando em conta as seguintes questões: