sábado, 15 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Lição 3 CPAD - 4° Trimestre 2016
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS
Título: O Deus de toda provisão —
Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises
Comentarista: Elienai Cabral
TEXTO ÁUREO: “Pela fé, Abraão,
sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e
saiu, sem saber para onde ia” (Hb 11.8).
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que
o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao
tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I.
Mostrar como se deu a chamada de Deus na vida de Abraão;
II.
Compreender como se deu a provisão de Deus na vida de Abraão;
III.
Explicar as promessas de Deus na vida de Abraão.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, na
lição de hoje estudaremos a respeito da provisão de Deus na vida de Abraão. O
patriarca deixou sua cidade natal e foi para uma terra que Deus o mostraria.
Abraão foi conduzido pela fé. Embora demonstrasse ter uma fé viva, ele teve que
enfrentar muitos impedimentos em sua jornada até a Terra Prometida. Ter fé não
significa que não teremos obstáculos em nossa marcha. Mas, sem fé não
conseguiríamos transpor as barreiras. Em nossa caminhada neste mundo também
temos que enfrentar muitos entraves, muitas crises. Contudo, não estamos
sozinhos. O Deus que guiou e abençoou Abraão está conosco. Não tema as crises e
não permita que venham impedi-lo de caminhar. Veja as crises como uma
oportunidade para fortalecer a sua fé e conduzi-lo a uma experiência ainda
maior com o Deus de toda a provisão.
INTRODUÇÃO
Deus escolheu e chamou Abraão quando ele ainda
vivia em Ur dos Caldeus. Abraão pertencia a uma família pagã. Porém, ele
acreditou em Deus de todo o coração. Decidiu obedecê-lo, tornando-se o pai de
uma importante nação, Israel. Por intermédio de Israel, todas as nações da
terra seriam abençoadas e restauradas. Deus tinha um plano perfeito para a vida
de Abraão e para a humanidade.Abraão saiu da sua terra e do meio da sua parentela para um lugar que ele não conhecia. É preciso fé para obedecer a Deus e cumprir toda sua vontade.
I. A CHAMADA DE DEUS (Gn 12.1-3)
1.
Um projeto divino.
Deus tinha um projeto para resgatar o homem
pecador. Abraão fazia parte desse projeto. Nada do que acontece na terra é
surpresa para Deus. Ele tudo sabe e tudo vê. O Senhor não foi pego de surpresa
quando Adão pecou. Abraão fazia parte de um projeto divino de salvação. A
partir dele surgiria uma família que se tornaria um povo especial do qual, no
tempo próprio, sairia o Salvador do mundo, Jesus Cristo.
2.
O desafio de acreditar no projeto divino.
Abraão foi desafiado a crer e obedecer, embora não
conhecesse todo o projeto que Deus tinha para sua vida. Porém, o Senhor estava
à frente desse projeto. Abraão deveria apenas acreditar no plano divino e
obedecer, tendo a certeza de que nada lhe faltaria em sua jornada de fé.
Segundo Lawrence Richards, “o exame à vida de Abraão nos dá ideias que podem
transformar a nossa própria caminhada com Deus”.
3.
Um projeto para abençoar as nações.
Ao escolher Abraão, Deus não queria trazer favores
e privilégio apenas a ele e sua descendência. O projeto do Senhor era imenso e
alcançava todas as nações da terra (Gn 12.3).
SUBSÍDIO BÍBLICO TEOLÓGICO
Abraão
Abrão, cujo nome Deus mais tarde mudou para Abraão,
nasceu em uma das fabulosas cidades do mundo antigo, Ur. Nos dias de Abrão,
4.100 anos passados, Ur era o centro de uma rica cultura, uma cidade localizada
ao longo do rio Eufrates, que ostentava uma arquitetura monumental, enorme
riqueza, moradia confortava música e arte. Em sua terra natal, Abrão ‘servia a
outros deuses’ (Js 24.2). No entanto, quando recebeu o chamado de Deus, Abrão
deixou sua civilização e peregrinou para Canaã, onde viveu como nômade em
tendas por quase cem anos. Abrão trocou a desvaneceste glória deste mundo por
um relacionamento pessoal com Deus — e ganhou fama imortal. Hoje ele é
reverenciado por adeptos de três grandes religiões mundiais: judaísmo,
islamismo e cristianismo. O Antigo Testamento o reconhece como patriarca do
povo escolhido de Deus, os judeus. E o Novo Testamento o dignifica como o pai
espiritual de todos que ‘andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai’ (Rm
4.12).Qual a importância de Abraão para nós? Primeiro não podemos entender o Antigo Testamento até que o notemos como a realização na história das promessas que Deus deu a essa figura altaneira. Segundo, quando meditamos nos relatos sobre Abraão, encontramos muitos princípios que podemos aplicar hoje para enriquecer nosso relacionamento pessoal com o Senhor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.33).
Ur
dos Caldeus
A cidade de Ur desempenha um papel pequeno na
história do Antigo Testamento, porém bastante significativo. Quando Deus
resolveu escolher um homem e uma família como ancestrais da nação de Israel,
esse homem foi Abrão e a família foi à família de Tera. Todos eles eram semitas
ocidentais (ou amorreus), embora nessa época estivessem vivendo no sul da
Mesopotâmia, dentro dos limites ou nas proximidades da cidade sumeriana de Ur”.
Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1977.
1.
Abraão sai da sua terra (Gn 12.4-8).
Abraão saiu da sua
terra, Ur dos Caldeus e foi para Harã. Ele deveria ter saído apenas com sua
mulher, Sarai, mas acabou levando seu pai e seu sobrinho, Ló. Os primeiros
passos de Abraão revelam tanto fraqueza pessoal, como um caráter forte e
determinado. Abraão não era perfeito, assim como nós, porém confiava que Deus
estaria com ele em sua caminhada. Também tinha plena certeza na provisão
divina. Por isso, não hesitou em levar seu pai e seu sobrinho. Depois da morte
de seu pai, Tera, em Harã, Abraão ouve a voz de Deus e vai para Siquém, na
terra de Canaã. Deus reafirmou suas promessas e lhe mostrou toda a terra dos
cananeus como a terra prometida para ele e seus descendentes. Nesta terra “de
leite e mel” não lhe faltou oposição. As promessas de Deus não são garantia de
que não enfrentaremos crises, dificuldades e oposição. Em Siquém, Deus lhe
apareceu e reafirmou suas promessas. Abraão precisava de forças para
prosseguir. Ele saiu de Siquém e foi para Betel (Gn 12.8). Ali, edificou um
altar, mostrando a sua comunhão com Deus.
2.
Abraão enfrenta escassez em Canaã (Gn 12.9,10).
Deus tinha uma promessa na vida de Abraão, mas isso
não impediu que ele enfrentasse problemas e provações. A primeira provação foi
ter que deixar sua terra, sua parentela e seus amigos. A segunda era a
esterilidade de sua esposa e a fome na terra. O crente fiel também enfrenta
crises e provações. O Senhor estava treinando seu servo. Devido à fome, Abraão
tomou a decisão de ir para o Egito. A fartura que existia no Egito era
semelhante à fartura do mundo, ilusória. No Egito, por pouco não perdeu sua
esposa, pois, com medo, mentiu dizendo que Sara era sua irmã. Em nossa jornada
também somos passíveis de cometer erros. Mas não temos mais prazer no pecado.
Quando erramos só nos resta uma alternativa: arrependermos e confessarmos o
nosso pecado e pedir o perdão de Deus (1Jo 1.9). Deus não desistiu de seu plano
para com Abraão. O Senhor não desiste de você, ainda que tenha cometido alguns
erros, como Abraão.
3.
Abraão enfrenta a esterilidade de sua esposa.
Deus havia prometido que Abraão teria uma família
numerosa, porém ele já estava com quase 100 anos, e não tinha herdeiros.
Esperar o tempo de Deus nem sempre é fácil. As Escrituras Sagradas afirmam que
a “esperança demorada enfraquece o coração, mas o desejo chegado é árvore de
vida” (Pv 13.12). Quando todas as possibilidades humanas se esgotaram na vida
de Abraão e Sara, Deus operou um milagre; Sara ficou grávida, e logo após
Isaque nasceu. Isso nos mostra que para o nosso Deus não existe impossível. Ele
é fiel.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Quando a fome chegou. Abraão foi para o Egito,
lugar onde havia alimento. Por que haveria fome justamente na terra para onde
Deus havia chamado Abrão? Este foi um teste para a fé de Abrão que não
questionou a liderança de Deus ao enfrentar a dificuldade e foi aprovado.
Muitos crentes descobrem que, quando estão determinados a fazer a vontade de
Deus, imediatamente encontram grandes obstáculos. Quando você enfrentar um
teste assim, não tente repensar sobre a vontade de Deus. Use a inteligência que
Ele deu a você e, como fez Abraão ao mudar-se temporariamente para o Egito,
aguarde novas oportunidades” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD,
2003, p.22).
III.
AS PROMESSAS DE DEUS NA VIDA DE ABRAÃO
1.
“Far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei”.
Deus prometeu que
a família de Abraão seria numerosa. Mas para que essa promessa se cumprisse,
ele precisava obedecer a Deus. Obedecer a Deus pode representar um desafio a
algumas pessoas, mas quem confia obedece. A obediência e a confiança em Deus
nos fazem vencer as adversidades. Muitos querem as promessas do Pai, mas não
querem trilhar o caminho da obediência. Mas devemos nos lembrar de que a
desobediência é pecado e nos impede de recebermos as bênçãos divinas.Abraão teve uma vida longa e também foi abençoado com riquezas (Gn 13.2). Mas, a maior bênção na vida de Abraão foi ele ter experimentado um relacionamento íntimo com Deus. Abraão conhecia ao Senhor a ponto de ter sido chamado amigo de Deus. Não há nada melhor do que uma vida de comunhão e intimidade com Deus.
2.
“Engrandecerei o teu nome”.
O nome do patriarca Abraão é reverenciado no
judaísmo, cristianismo e islamismo. Dele descendem dois povos: árabes e judeus.
O Senhor é fiel e cumpriu com a sua promessa. Se Deus prometeu algo a você, não
importa o quanto tenha que esperar, Ele vai cumprir. Vivemos em uma sociedade
imediatista, onde as pessoas acham que esperar é perder tempo. Mas na vida
espiritual, tudo acontece no tempo de Deus. Abraão confiou, obedeceu e foi
honrado pelo Senhor.
3.
“Em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
Jesus, o Salvador, nasceu em Belém e descendia de
Abraão, pai de todos os judeus. A vinda de Jesus fora predita nessa promessa
feita a Abraão. Em Jesus Cristo, todas as famílias da terra são benditas, pois
seu sacrifício na cruz é suficiente para salvar tanto judeus como gentios.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn
12.3). Esta é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de Jesus Cristo a
este mundo. O texto fala de uma bênção espiritual que virá através de um
descendente de Abraão. Paulo declara que esta bênção se refere ao evangelho de
Cristo, oferecido a todas as nações. A promessa de Deus a Abrão revela que,
desde os primórdios da raça humana, o propósito do evangelho era abençoar todas
as nações com salvação. Deus está agora realizando os seus propósitos através
de Jesus e seu povo fiel, que compartilha da sua vontade de salvar os perdidos,
enviando pregadores para proclamar o evangelho a todas as famílias da terra
(Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.51).
CONCLUSÃO
Abraão era um homem de fé. Ele trocou a glória
passageira desse mundo para ter um relacionamento pessoal com Deus. Sua fé não
impediu de enfrentar provações e crises. Todavia, ele continuou olhando para o
céu, contando as estrelas e crendo no milagre de Deus e na sua provisão para todas
as áreas da sua vida. A fé nos faz vencer as crises e esperar confiantes nas
promessas do Pai.
A
respeito de Abraão, a esperança do pai da fé, responda:
1°
Qual era a cidade natal de Abraão?
Resp:
Ur dos Caldeus.
2°
Quem Abraão levou em sua jornada de fé?
Resp:
Seu pai, sua esposa e seu sobrinho Ló.
3°
Qual foi à atitude errada de Abraão ao entrar no Egito?
Resp:
Ele mentiu dizendo que Sara era sua irmã.
4°
Quais são as promessas de Deus a Abraão estudadas na lição?
Resp:
“Far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei”, “engrandecerei o teu nome” e “em
ti serão benditas todas as famílias da terra”.
5°
Qual era o projeto de Deus ao chamar Abraão?
Resp:
Era fazer da descendência de Abraão um povo separado, e da semente dele enviar
a Jesus Cristo, para salvar todas as famílias da Terra.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Abraão,
a esperança do Pai da Fé
Gênesis capítulo 12 narra a gênese da história da
nação de Israel por intermédio da vida do patriarca Abraão. Seu pai, Tera, o chefe
do clã da família de Abraão estabelecida em Ur dos Cadeus, tomou a Abrão, Ló e
Sarai para sair daquela terra a fim de ir à Canaã (11.31). Em Harã, uma
importante cidade comercial da Síria, Tera morreu. Mas ali, Abrão recebeu uma
palavra de Deus o exortando a sair de Harã e a prosseguir o caminho de seu pai
para o lugar que o Senhor lhe mostraria, Canaã. Assim, o patriarca prontamente
obedeceu à voz de Deus e tomou o seu sobrinho Ló, sua mulher. Sarai e todas as
pessoas acrescidas à sua família em Harã e partiu para Canaã. Agora, Abraão
seria um peregrino até chegar à terra que o Senhor havia prometido lhe dar.Assumir o clã familiar por causa da morte de seu pai, reunir toda a família e tomar a decisão de continuar a jornada para uma terra completamente desconhecida, não era uma das tarefas mais fáceis. Quantas crises Abraão não enfrentou? Inimigos vários, por exemplo. Afastamento de seu sobrinho para evitar uma crise maior entre os dois grupos; negociações políticas e comerciais para garantir a paz e o que havia conquistado mediante o seu esforço; tristeza na caminhada ao sepultar a sua amada esposa. Foi a partir desses muitos enfrentamentos com a realidade da vida que a fé de Abraão foi forjada e fortalecida. O apóstolo Paulo nos diz que “creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça” (Rm 4.3). A fé do patriarca foi agigantada na sua relação com o Pai e, por isso, tudo lhe ocorreu como resultado da iniciativa de o nosso pai na fé crer na promessa de Deus.
As promessas foram muitas: “Far-te-ei uma grande nação e abençoar-te-ei”; “Engrandecerei o teu nome”; “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. E todas foram poderosamente cumpridas. De Abraão, Deus formou uma grande nação e a abençoou, engrandeceu o nome dele e abençoou todas as famílias da terra, pois a salvação vem dos judeus, Jesus Cristo (Jo 4.22).
Entretanto, o escritor aos Hebreus nos lembra de algo mui significativo na vida de fé de Abraão: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (11.13). Em uma sociedade tão imediatista como a nossa, faz todo sentido saber que o pai da fé Abraão não viu as principais promessas se cumprindo em sua vida peregrina pela terra
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Lição 2 CPAD - 4° Trimestre 2016
4º Trimestre de 2016 / Adultos
Título: O
Deus de toda provisão — Esperança e sabedoria divina para a Igreja em meio às
crises
Comentarista: Elienai Cabral
TEXTO
ÁUREO: “E o mundo passa, e a sua
concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”
(1Jo 2.17).
Abaixo,
os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada
tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos
subtópicos.
I. Reconhecer a
provisão divina em um mundo em crise;
II. Compreender que
o mundo atual está caótico;
III. Explicar as
características do mundo atual.
INTERAGINDO
COM O PROFESSOR
Prezado professor, na lição de hoje vamos estudar a
respeito da crise econômica que o mundo atual enfrenta, em especial o Brasil.
Segundo os especialistas a crise econômica brasileira é resultado da crise
política. Mas sabemos que ela é na verdade consequência da ganância e da
corrupção dos homens que não temem a Deus. É resultado da Queda. Contudo, não
importa o tamanho e a extensão da crise que estamos enfrentando; Deus tem
sempre a provisão para o seu povo. O Senhor supriu as necessidades dos
israelitas durante quarenta anos no deserto. Supriu as necessidades do profeta
Elias em Querite, enviando pão e carne. Deus não mudou. Ele continua abençoando
e suprindo as necessidades dos seus filhos. Toda crise é ruim, mas em meio a
elas podemos ver o agir de Deus. Em meio às crises nossa fé é fortalecida.
INTRODUÇÃO
Estamos
vivendo em um mundo em crise. Mas o Reino de Deus não está em crise. Não
podemos nos esquecer que não estamos sozinhos nesse mundo tenebroso. O Senhor
Jesus prometeu estar conosco até a consumação dos séculos. Mesmo vivendo em um
mundo decaído, podemos contar com a proteção, provisão e cuidado do Pai
Celeste.
I. PROVISÃO DIVINA
EM UM MUNDO CAÓTICO
1. A provisão de
Deus no deserto.
Temos
um Deus que supre as nossas necessidades. Durante quarenta anos o Senhor
sustentou o seu povo no deserto. Todos os dias, com exceção do sábado, os
israelitas recebiam o maná e cordonizes para o seu sustento (Êx 16). A provisão
era diária. Não faltou água, alimento, roupa e calçado até o dia em que
chegaram à Terra Prometida. Porém, no meio do povo de Deus sempre há pessoas
incrédulas e murmuradoras. Os israelitas não demonstraram gratidão pela
provisão divina; diante de alguma dificuldade, logo murmuravam e reclamavam de
Deus. Qual tem sido sua atitude diante das crises?
2. A provisão de
Deus para Elias em Querite (1Rs 17.1-6).
Certo
dia, Elias profetizou para o rei Acabe dizendo que não choveria por um bom
período de tempo. Acabe sabia que a falta de chuva ia mexer com a economia do
seu reino. Haveria um período difícil de escassez. Então, Deus mandou que o
profeta Elias se escondesse junto ao ribeiro de Querite (v.3). Elias obedeceu a
Deus. A obediência nos faz experimentar a provisão de Deus. Quem está em
desobediência dificilmente desfrutará da provisão divina. O servo do Senhor
bebia das águas do ribeiro, e a cada manhã comia da comida que os corvos lhe
traziam. Elias experimentou a provisão de Deus.
3. A provisão de
Deus para Elias em Sarepta (1Rs 17.8-16).
Elias
não podia aparecer publicamente, pois Acabe estava à sua procura. Depois que o
riacho de Querite secou, Deus ordenou que o seu profeta se dirigisse à aldeia
de Sarepta. Perto dos portões da cidade, ele encontrou uma viúva que recolhia
gravetos. Como no ribeiro de Querite, a provisão de Deus veio de forma
inusitada. Deus havia utilizado corvos para alimentar o profeta. Agora uma
viúva deveria cuidar de Elias. Em geral, as viúvas dependiam dos seus filhos e
parentes para sua sobrevivência. Ao chegar à casa da viúva, Elias lhe pede água
e pão. A mulher respondeu que não tinha pão. Em sua casa, havia apenas um
punhado de farinha e um pouco de azeite. Então, o profeta desafia aquela mulher
a assar primeiro um pão para ele. A mulher acreditou na palavra do profeta.
Para ver a provisão divina é preciso crer. A provisão de Deus veio para Elias e
para viúva que o acolheu. A farinha e o azeite da mulher não se acabaram até o
dia em que as chuvas voltaram a cair.
SUBSÍDIO
BÍBLICO-TEOLÓGICO
Não
há que duvidar que o tempo todo Deus sabia como alimentaria os israelitas no
deserto. Quando murmuraram, o Senhor revelou seu plano de fornecer pão dos céus
para colherem a porção para cada dia. Até no fornecimento de pão Deus faria uma
prova: Queria ver se o povo andaria em sua lei ou não. No sexto dia, as pessoas
achariam quantidade suficiente de pão para durar dois dias, em cumprimento da
lei do sábado.Deus queria que estes israelitas soubessem que aquele que os tirou do Egito ainda estava com eles. À tarde sabereis e amanhã vereis. A glória mencionada no versículo 7 diz respeito à realização da mão de Deus no suprimento do pão, ao passo que a glória referida no versículo 10 era a manifestação especial de Deus na nuvem.
Moisés repreendeu os israelitas por murmurarem contra ele e Arão, pois nada significavam, era Deus quem os conduziriam. Quando Deus lhes desse carne e pão para comer, eles saberiam que o Senhor ouviria as murmurações feitas contra ele. De certo modo, fornecer comida desta maneira era uma repreensão. Deus não forneceu comida só porque reclamaram; Ele queria que soubessem que Ele era o Senhor e que não estava contra seus servos, mas contra quem murmurava.
Os filhos de Israel seriam humilhados diante de Deus. Arão os reuniu, dizendo: Chegai-vos para diante do Senhor, porque ouviu as vossas murmurações. Quando se aproximaram e olharam para o deserto, de repente a glória do Senhor apareceu na nuvem. A prova inconfundível da presença de Deus na coluna de fogo autenticou as palavras de Moisés e preparou o povo para a glória mais encoberta de milagre que ocorreria. A glória do Senhor deu a estes fracos seguidores de Deus de ver o mal dos seus corações quando contemplassem a fidelidade de Deus para com eles. Com a realização do milagre da carne e do pão, eles saberiam que o Senhor era o seu Deus. Ele teve paciência com estes crentes fracos, cuja fé necessitava de crescimento; em outra época, depois de terem tempo para amadurecer (Nm 14.11,12), eles foram punidos por causa da permanência na incredulidade” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD, 2005, pp.175,76).
CONHEÇA
MAIS
Uma grande estiagem
II. UM MUNDO
CAÓTICO
1. O mundo jaz do
Maligno.
João, o apóstolo de Jesus Cristo,
declarou qual é a situação deste mundo: “Sabemos que somos de Deus e que todo o
mundo está no maligno” (1Jo 5.19). Satanás é o deus deste século. Ele é o
responsável pelas diferentes tragédias que assolam a humanidade. Muitos podem
dizer que as tragédias e as crises são resultado apenas da ação do homem, mas
não podemos nos esquecer de que Satanás usa os homens para matar, roubar e
destruir (Jo 10.10).
2. O mundo
globalizado.
Com
certeza você já deve ter ouvido falar a respeito da globalização. Mas sabe o
que significa? Existem vários conceitos para definir esse termo. Vejamos o
conceito segundo o dicionário Houaiss: “Ato ou efeito de globalizar(-se).
Espécie de mercado financeiro mundial criado a partir da união dos mercados de
diferentes países e da quebra das fronteiras entre esses mercados”. A ideia de
globalização surgiu da consolidação do sistema capitalista, e um dos seus
objetivos é a padronização de ideias e valores.
3. Tempo de
mudanças.
Ao
longo da sua história, a humanidade experimentou diferentes transformações na
área tecnológica, científica, econômica e social. Essas mudanças acabaram
trazendo crises de ordem social, econômica e política.A era moderna foi marcada pelo avanço do conhecimento científico, pelo advento da industrialização, pela predominância da luta ideológica e, especialmente, pela expansão da fé cristã, como também pela proliferação das seitas e das religiões orientais.
Na atualidade, temos experimentado o progresso cientifico e tecnológico, mas também crises econômicas e éticas sem precedentes. O apóstolo Paulo, profeticamente, falou a respeito desses tempos, referindo-se a eles como trabalhosos e difíceis.
SUBSÍDIO
VIDA CRISTÃ
Novo Cenário
Mundial
A
unificação das duas Alemanhas; o desmantelamento do império soviético; o fim
oficial da política do Apartheid na África do Sul; as disputas étnicas e
territoriais em regiões como a Bósnia Ezergovina; o conflito entre judeus e
árabes pelo reconhecimento de um Estado Palestino; a Guerra do Golfo, que, com
o final da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, fez nascer
um novo oponente para os americanos; a luta por reconhecimento por parte do
povo e a democratização das antigas ditaduras latino-americanas são apenas alguns
dos exemplos das mudanças que têm ocorrido no cenário mundial.Com a formação de blocos de países, como o MCE — Mercado Comum Europeu (conhecido também como Unidade Europeia); o NAFTA — North American Free Trade Agreement, ou Acordo de Livre Comércio da América do norte e o MERCOSUL (do qual o Brasil é importante membro), entre outros, as relações entre os países deixaram de ser meramente bilaterais.
Elas passaram a fazer parte de um contexto muito maior, no qual a globalização de mercados é a principal prioridade. Em blocos, os países menos fragilizados diante de potências economicamente mais forte, e com maior poder de barganha” (AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2001, p.20).
III. CARATERÍSTICAS
DO MUNDO ATUAL
1. Uma sociedade centrada no homem.
Vivemos em uma sociedade em que o
antropocentrismo prevalece. A palavra antropos significa “homem”, e
antropocentrismo traz a ideia do homem como o centro de tudo. Certo filósofo
pré-socrático declarou que “o homem é a medida de todas as coisas”. Tal ideia
faz do homem o centro do Universo. Sabemos que o homem é falho e finito. Deus, o
Criador, é o soberano. Deus, o Pai, tornou seu Filho Jesus, a razão e o centro
de toda a criação. Paulo, escrevendo aos Colossenses afirmou: “Ele é antes de
todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.17). Os humanistas,
na verdade são “amantes de si mesmos” (2Tm 3.2). O humanismo deve ser repudiado
pela liderança da igreja e por seus membros.
2. Uma sociedade
relativista.
O
relativismo ético e moral nega a existência de verdades absolutas,
especialmente, os princípios e ensinos imutáveis da Palavra de Deus. O certo e
o errado se confundem, pois as verdades passam a ser relativas. Aqui há a
negação de qualquer lei superior para orientar a vida das pessoas. Por isso
cremos que o relativismo tem causado danos aos crentes em nossos dias.
3. Uma sociedade
secularizada.
Segundo
o pastor Claudionor de Andrade o secularismo é a “doutrina que ignora os
princípios espirituais na condução dos negócios humanos”. Essa doutrina também
perverte os nossos valores cristãos. Ela corrompe as verdades bíblicas para
perverter a igreja e desviá-la da fé cristã, pois o secularismo valoriza a
forma em detrimento do conteúdo.
SUBSÍDIO
BÍBLICO TEOLÓGICO
Professor,
é importante que o conceito de antropocentrismo, relativismos e secularismo
sejam bem trabalhados nesse tópico. Se desejar, copie no quadro e leia as
definições para seus alunos. Leia com atenção as definições:
Antropocentrismo — [Do gr. antropos,
homem; do gr. kentron, centro + ismo]. Perspectiva teológica-filosófica
que coloca o homem como centro do universo, descartando, na prática, a ideia de
um Deus bom, justo e que se interessa pelos negócios humanos. O
antropocentrismo leva sempre em consideração o que declarou o filósofo grego
Portágoras: ‘O homem é a medida de todas as coisas’.
Relativismo — [Do lat. relativas].
Concepção filosófica segundo a qual nada é definitivamente certo nem absoluto,
por depender de contingências e condicionamentos. Sob esta ótica, caem por
terra os princípios éticos da verdade. O relativismo moral tem sido utilizado
pelos ditadores para destruir os princípios da liberdade e da fé em Deus.
Secularismo — [Do lat. seculu + ismo]. Doutrina que ignora os princípios espirituais na condução dos negócios humanos. O secularismo, ou materialismo, tem o homem, e somente o homem, como a medida de todas as coisas. Pode ser considerado sinônimo de humanismo” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Bíblico Teológico. 8ª Edição. RJ: CPAD, 1999, pp.45,253,261).
CONCLUSÃO
Mesmo
vivendo em um mundo em crise, podemos contar com a provisão de Deus. Vivemos
neste mundo, mas não podemos concordar com a sua maneira de pensar (Rm 12.2).
Temos que priorizar e manter sempre o fundamento do Evangelho que recebemos.
PARA
REFLETIR
A respeito da
provisão de Deus em tempos difíceis, responda:
1° O que Deus
enviou para sustento do seu povo no deserto?
Resp: Deus enviou o maná
(pão) e as codornizes (carne).
2° Quem todos os
dias levava provisão para o profeta Elias?
Resp: Os corvos.
3° Depois de
Querite, Elias foi enviado para qual lugar? Quem o sustentou ali?
Resp: Elias foi para
Sarepta e foi sustentado por uma viúva.
4° Defina, de
acordo com a lição, globalização?
Resp: Segundo o
dicionário Houaiss, globalização é o “ato ou efeito de globalizar(-se). Espécie
de mercado financeiro mundial criado a partir da união dos mercados de
diferentes países e da quebra das fronteiras entre esses mercados”.
5° Cite três
características do mundo atual.
Resp: Antropocentrismo,
relativismo e secularização.
SUBSÍDIOS
ENSINADOR CRISTÃO
A Palavra de Deus mostra que o sistema de vida do mundo é corrupto, materialista e se encontra completamente desvirtuado da vontade de Deus, que pode ser conhecida por intermédio da vida e obra de Jesus Cristo. O apóstolo João caracteriza esse mundo como um grande sistema de vida regido pela “concupiscência da carne”; isto é, todos os desejos possíveis e impossíveis que a natureza humana e carnal impulsiona; pela “concupiscência dos olhos”, quando os olhos físicos apenas desejam aquilo que satisfaça física e materialmente o ser humano; a “soberba da vida”, quando o acúmulo de bens materiais toma-se o sentido de toda a existência (1Jo 2.16). Todas essas características confirmam a natureza caída do ser humano pecador.
Entretanto, o apóstolo afirma no versículo 17 que o mundo passa, bem como a sua concupiscência, mas quem faz a vontade do Pai permanece para sempre. Ou seja, quem tem a mente e o coração voltados para Deus, possui o Espírito de Cristo e não se deixa escravizar pela concupiscência da carne, dos olhos e da soberba da vida. Não é mais escravo da carne, mas servo disponível para fazer a vontade de Deus para sempre.
A realidade caótica desse mundo prova o quanto a Bíblia, a Palavra de Deus, tem razão em descrever a malignidade e a perversidade em que se encontra o mundo moderno. Um mundo, onde não há a valorização da vida, onde pessoas preferem defender o Meio Ambiente (que é uma defesa legítima e urgente), a crianças indefesas (liberação do aborto); onde uma sociedade esmaga a espiritualidade interior, pois seus anseios são voltados para o interesse gélido do homem moderno (uma sociedade antropocêntrica); onde tudo se relativiza, os absolutos do ponto de vista moral e éticos são ignorados em nome de uma suposta pluralidade, mesmo que esta seja perversa e maligna em sua legitimidade; onde uma sociedade é secularizada, pois obriga o homem de fé a vivê-la enclausurado em sua vida particular (tolera-se a fé enquanto ela não incomode).
Mas é nesse mundo de crise e caótico que somos desafiados a viver o Evangelho e caminhar em provisão da parte de Deus. Nosso Senhor, no Sermão do Monte, nos convida a sermos “sal da terra” e “luz do mundo”, um candeeiro que ilumina toda uma região obscurecida por densas trevas. A trilharmos um caminho onde Deus proverá tudo o que for necessário para a nossa sobrevivência tanto do ponto de vista humano quanto do ponto de vista espiritual.
sábado, 1 de outubro de 2016
CURSO NÃO AO HALLOWEEN
No mês de outubro as crianças são
bombardeadas. Como ensinar as crianças a dizer não à festa de Halloween.
Inscrições e informações pelo site: www.cursos.apec.com.br
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Lição 1 CPAD - 4° Trimestre 2016
LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS
Título: O Deus de toda provisão — Esperança
e sabedoria divina para a Igreja em meio às crises
Comentarista: Elienai Cabral
TEXTO ÁUREO: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais
paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo
16.33).
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.
I.
Reconhecer que a crise é uma realidade do mundo atual;
II.
Mostrar que a crise é consequência do pecado;
III.
Explicar o porquê das crises política, econômica e espiritual.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, neste
trimestre teremos a oportunidade ímpar de estudarmos a respeito das crises que
nossa nação e o mundo vêm enfrentando: crise espiritual, política e econômica.
O comentarista do trimestre é o pastor Elienai Cabral — escritor e
conferencista da Casa Publicadora das Assembleias de Deus.Aproveite o tema do trimestre para mostrar aos seus alunos que o mundo está em crise, mas os céus não. Deus é Soberano e Senhor. Ele tem o suprimento para todos aqueles que nEle confiam.
INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos as crises que o mundo
decaído vem enfrentando ao longo do tempo. Jesus nos alertou que no mundo
teríamos aflições, mas prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação
dos séculos (Mt 28.20). Não estamos sozinhos em meio às crises. Sabemos que o
Brasil enfrenta uma séria crise política, moral e econômica sem precedentes. Já
se fala em 13 milhões de desempregados. Muitas empresas estão fechando suas
portas; a indústria não consegue escoar a produção, pois o comércio não tem
para quem vender os produtos. E o resultado é a tão temida recessão econômica.
A crise também tem afetado a área da saúde. Os que buscam os hospitais públicos
sofrem nas filas de espera. Faltam médicos, remédios e leitos, e muitas pessoas
morrem sem conseguir atendimento. A Educação também tem enfrentado crises.
Vivemos em uma sociedade caótica, porém temos um Deus que cuida de nós. É o que
veremos nesta lição.
I.
A CRISE COMO UMA REALIDADE
1.
Deus criou um mundo perfeito.
Deus criou um mundo perfeito e nele colocou o
homem, para cuidar da criação e com ela habitar. Adão recebeu do Criador a
missão de governar a Terra e cultivar o solo. Por um período de tempo (não
sabemos quanto tempo), Adão e Eva viveram sem crise e em harmonia, governando o
mundo. Todavia, Adão e Eva caíram na tentação do Diabo, desobedecendo à ordem
de Deus. Com o pecado veio o juízo divino sobre Adão, Eva e a serpente. A terra
também sofreu as consequências do pecado (Gn 3.17). O pecado deformou a raça
humana e fez com que o mundo viesse experimentar as diferentes crises que temos
visto. A primeira crise que Adão enfrentou foi no seu relacionamento com sua
esposa, Eva. Adão culpou a Deus e a mulher pelo seu erro (Gn 3.12). Em meio às
crises, sejam elas de diferente ordem, temos a tendência de sempre culpar
alguém.
2.
Uma sociedade em crise.
Com a Queda, vieram os males e as crises, que
assolam a Terra até os dias atuais. A apostasia tornou-se universal. Hoje
parece não haver mais limites ao adultério, a imoralidade e a corrupção. O
homem está cada dia mais distante de Deus e cometendo toda sorte de torpeza.
Nossa geração assemelha-se a dos dias de Noé. Contudo, Deus está no controle. O
Dia do Senhor virá e a sua justiça será feita. Vivemos em uma sociedade
corrupta e perversa, mas não pertencemos a este mundo, por isso, não podemos
nos conformar com a sua maneira de pensar e agir (Rm 12.2).
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Adão e Eva tentaram igualar-se a Deus e determinar
seus próprios padrões de conduta (Gn 3.22). O ser humano, através da Queda,
tornou-se até certo ponto independente de Deus, e começou a fazer o seu próprio
julgamento entre o bem e o mal. Neste mundo, o julgamento ou discernimento
humano, imperfeito e pervertido, constantemente decide sobre o que é bom ou
mau. Tal coisa nunca foi da vontade de Deus, pois Ele pretendia que
conhecêssemos somente o bem, e para isso, dependendo dEle e da sua palavra.
Todos quantos confessam Cristo como Senhor, retornaram ao propósito original de
Deus para a humanidade. Passam a depender da Palavra de Deus para determinarem
o que é bom” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.38).
Habacuque
Habacuque profetizou a Judá entre a derrota dos
assírios, em Nínive, e a invasão de Jerusalém pelos babilônios (605 — 597
a.C.). O livro é o único no seu gênero por não ser uma profecia dirigida
diretamente a Israel, mas sim a um diálogo entre o profeta e Deus. Habacuque
queria saber por que Deus não fazia algo a respeito da iniquidade que
predominava em Judá. Deus lhe responde, então, que enviaria os babilônios para
castigar a Judá. Esta resposta deixou o profeta ainda mais confuso: ‘Por que
Deus castigaria o seu povo através de uma nação mais ímpia do que ele?’. No
fim, Habacuque aprende a confiar em Deus, e a viver pela fé da maneira como
Deus o requer: independentemente das circunstâncias”. Para conhecer mais leia, Bíblia
de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1336.
1. A crise na sociedade
antediluviana.
Depois da Queda, o
pecado se alastrou pela raça humana como um vírus letal (Gn 6.5). Porém, o
mundo antediluviano ainda não vivia o caos. Segundo as Escrituras Sagradas não
havia fome e a saúde do homem era boa, pois a expectativa de vida era bem
elevada, chegando quase a mil anos (Gn 5.27). Embora houvesse provisão, saúde e
expectativa de vida, o homem continuava longe de Deus e entregue a toda a sorte
de torpeza. A terra encontrava-se corrompida e cheia de violência (Gn 6.11).
Muitos, erroneamente, acreditam que a violência é consequência da modernidade e
do capitalismo. A violência é consequência do pecado e da dureza do coração do
homem, que vive longe do Criador. Dizendo isso, não estamos negando que a
pobreza, o desemprego e a falta de acesso à educação contribuem para o aumento
da violência.Deus é santo e não pode tolerar o pecado, por isso, decidiu frear a maldade do homem trazendo o dilúvio (Gn 6.13). Mas Deus também é misericordioso. Em sua bondade e misericórdia, Ele determinou que Noé construísse uma arca. A arca serviria para abrigar Noé e sua família, os animais e todos aqueles que acreditassem na pregação do servo de Deus. A arca era um refúgio contra a ira de Deus. Mas aquelas pessoas não creram nas advertências de Noé e não quiseram buscar refúgio em Deus. Somente Noé e sua família foram salvos das águas do dilúvio formando uma nova civilização.
2.
Crise na sociedade pós-dilúvio.
Noé repovoou a terra, porém o homem continuou com a
semente do pecado em seu coração. Não demorou muito para a crueldade adentrar
na casa do próprio Noé. O servo do Senhor plantou uma vinha, fez vinho e se
embriagou (Gn 9.20,21). Seu filho Cam, vendo o pai bêbado, expôs a sua nudez.
Cam foi amaldiçoado por Noé (Gn 9.25), numa mostra clara de que o pecado traz
maldição para a família e para a nação. Muitas vezes a crise é consequência do
pecado.Os homens se estabeleceram na antiga planície da Suméria e não demorou muito para iniciarem a construção de uma torre. Esse era um monumento para engrandecimento do homem. Era a busca pelo poder. Muitos, na atualidade estão construindo monumentos para si mesmo (casas, carros importados, joias, roupas de grife), mas não ajudam aqueles que estão necessitados. Deus não se agradou desse projeto arrogante e fez com que cada um falasse uma língua diferente, dificultando o ajuntamento das pessoas em um só lugar. A sociedade pós-diluviana não se tornou melhor do que a antediluviana, pos a iniquidade humana continuou a crescer.
3.
Crise nos tempos de Jesus e na Igreja Primitiva.
Jesus nasceu na terra de Israel, em uma região
conhecida como Palestina. O Filho de Deus veio ao mundo em um tempo em que o
Império Romano dominava Israel. A tensão política e a instabilidade social eram
grandes. Era um tempo de crise política, social, moral e espiritual. Mas, em
meio às crises a luz raiou dissipando as trevas e trazendo esperança para a
humanidade. Nos dias de Jesus, havia muitos pobres e necessitados. Por isso, o
Mestre ensinava que era preciso cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías (Is
58.6,7). Não adiantava dizer que eram filhos de Abraão, caso não desfizessem o
jugo do oprimido e repartissem o pão com o faminto. Isso nos faz lembrar que a
fé sem as obras é morta (Tg 2.15-17).A Igreja Primitiva enfrentou uma terrível perseguição. Havia muitos necessitados, todavia os irmãos acudiam os pobres e necessitados. Em tempos de crise, os bens eram partilhados (At 4.34,35). É em meio à crise que podemos ver o quanto as pessoas são generosas. A generosidade aliada à comunhão fazia com que muitos fossem atraídos a Jesus Cristo, contribuindo para o crescimento da igreja.
Maldade
e violência
Essas palavras são usadas para caracterizar os
pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasab, atos
criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento
deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam
prejudicar outras pessoas. Quando qualquer sociedade é marcada por situações
frequentes de maldade e violência corre o risco de receber o juízo de Deus.Noé deve ser honrado por sua constante fidelidade. Ele trabalhou durante anos na construção da arca numa planície sem água (Gn 6.3). Ele deve ter sofrido zombaria sem piedade dos seus vizinhos, nenhum dos quais respondeu às suas advertências acerca do juízo divino. Contudo, Noé não deixou de confiar em Deus. Manteve uma postura obediente. Percebemos a qualidade de nossa fé quando passamos por provações” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).
1.
A crise política.
Israel enfrentou
uma terrível crise política depois da morte de Salomão. Roboão, o filho
sucessor, pede conselhos aos anciãos, mas ignora as orientações deles. Ele
prefere seguir os conselhos de seus amigos (1Rs 12.10). Roboão buscou fazer
aquilo que era melhor para si e não para o seu povo. Os resultados foram os
piores possíveis. A nação foi dividida, afastando o povo de Deus. Essa divisão
perdurou por muito tempo trazendo dor e sofrimento para todos. Quando homens
insensatos assumem o poder, toda a nação sofre as consequências.Atualmente, o Brasil está enfrentando uma crise política sem precedentes. Ela tem sido destaque nos principais jornais do mundo. A cada dia surge um novo escândalo. Estamos vivendo um momento muito delicado. A corrupção tem se alastrado como um câncer, atingindo todos os poderes. Como Igreja do Senhor, temos que orar em favor da nossa nação e lutar contra toda a forma de corrupção, pois temos um Deus que é santo e que abomina tal condição. Quando escolhemos, de forma errada, uma pessoa para nos representar tanto no Executivo quanto no Legislativo, a injustiça se alastra e muitos problemas surgem, como os que ocorreram em Israel (Dt 16.18-20; Is 1.23).
2.
A crise econômica.
Muitos países já enfrentaram terríveis crises
econômicas ao longo dos anos. Nas Escrituras Sagradas, encontramos, no livro de
Gênesis, a extraordinária crise de alimentos pela qual passou toda a terra (Gn
41.55,56). Porém, a crise foi revelada a Faraó por intermédio de um sonho (Gn
41.1-8). Deus deu a José a interpretação do sonho e ele foi levantado como
governador do Egito. José recebeu de Deus sabedoria para administrar em tempos
de crise. A crise foi tão intensa que pessoas de todas as terras se dirigiam ao
Egito para comprar alimento (Gn 41.57).No Brasil, a crise econômica que estamos enfrentando está diretamente ligada à crise política. Segundo alguns economistas, o “Brasil não sairá da crise econômica se não resolver a crise política e ética”. Em meio à crise não podemos nos desesperar nem nos entristecer. Precisamos orar e confiar no Deus de toda provisão.
3.
A crise espiritual.
No texto bíblico dessa lição, o profeta Habacuque,
que viveu e ministrou em Judá, questionou a Deus a respeito da crise que seu
povo estava enfrentando. O profeta estava em meio a uma sociedade agonizante, e
por isso, desejava algumas respostas de Deus. Muitas vezes, como Habacuque,
diante do caos também nos perguntamos: “Por que Senhor?”. O profeta ficou
perturbado ao ver que os ímpios prosperavam e os justos iam mal. Deus,
entretanto, ouviu os questionamentos do profeta. Ele ouve e responde nossas
indagações, embora nem sempre tenhamos as respostas no momento em que queremos.
O Senhor não deixou Habacuque sem resposta (Hc 2.1,2). O Senhor falou que o seu
julgamento viria sobre Judá. Deus não tolera o pecado. Para disciplinar seu
povo, Ele usaria os babilônios (Hc 1.5-12).Habacuque questiona a Deus, porém ele era um homem de fé. Suas indagações não eram resultado de dúvida ou incredulidade. Ele confiava que Deus poderia suprir as necessidades do seu povo mesmo não florescendo a figueira e não havendo fruto na vide (Hc 3.17). Mesmo que não houvesse provisão, ele continuaria confiando na fidelidade do Senhor. Confiar em Deus em tempos de abundância é relativamente fácil; difícil é continuar confiando na provisão em meio à escassez.
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
O profeta Habacuque viveu em Judá, provavelmente
durante o reinado de Josias. Todavia, apesar do verniz superficial da religião,
essa sociedade foi arruinada pela injustiça.No passado, muitos profetas já haviam identificado e condenado duramente a sociedade injusta de Judá, mas foi sobre o governo de Manassés, avô de Josias, que a sociedade hebraica comprometeu-se com a idolatria, atrelada aos males sociais. Josias, que assumira o trono aos oito anos de idade, conclamou a nação a que voltasse para Deus. Após ter encontrado um livro perdido da lei de Deus, extirpou a idolatria, restabeleceu o Culto no Templo e empenhou-se na administração da antiga lei de Deus. Muito embora, todos esses procedimentos não tenham conseguido eliminar a corrupção, profundamente enraizada entre o povo e suas instituições.
Habacuque, ao rogar a Deus por uma explicação do porquê Ele permitiria que o iníquo pecasse e o inocente sofresse, recebe a resposta. Na época, Deus estava preparando os babilônios para ingressarem no rol das potências mundiais. O Senhor usaria as forças armadas desses pagãos para que seu próprio povo fosse punido. Habacuque entendeu o plano de Deus, pois o uso de nações inimigas para disciplinar Israel e Judá era um precedente bem arquitetado. Não obstante, havia ainda um problema de ordem moral que perturbava o profeta. Como poderia Deus usar um povo menos justo para disciplinar o mais justo? Desde o início, este tema palpitante tem causado preocupação aos crentes de uma forma ou de outra. Por que permitiria Deus que o iníquio alcançasse sucesso neste mundo? Por que Ele não tomaria atitude alguma de sorte que os bons e não os ímpios prosperassem? As respostas que encontramos em Habacuque deixam evidente que o ímpio não será bem-sucedido, pois não há quem, bom ou mau, que possa evitar a mão disciplinadora do Senhor” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.560).
CONCLUSÃO
O mundo pode estar em crise, mas o Reino dos Céus
não. O Senhor é soberano e não perdeu o controle da situação. O governo está em
suas mãos. O Dia do Senhor virá e os justos e ímpios terão a sua recompensa.
Não desanime. Confie, pois em breve o Senhor virá em nosso socorro.
A
respeito da sobrevivência em tempos de crise, responda:
1°
Qual era a missão de Adão antes da crise se instalar na Terra?
Resp:
Adão recebeu do Criador a missão de governar a Terra e cultivar o solo.
2°
As crises enfrentadas no mundo são consequência de quê?
Resp:
São consequência da Queda.
3°
A sociedade pós-diluviana tornou-se melhor que a antediluviana?
Resp:
Não! O homem continuou a pecar de forma deliberada contra Deus.
4°
Quais eram as crises e conflitos no tempo de Jesus?
Resp:
A tensão política e a instabilidade social eram grandes. Era um tempo de crise
política, social, moral e espiritual.
5°
Quem Deus usou para administrar a crise de alimentos no Egito?
Rep:
José recebeu de Deus sabedoria para administrar a crise.
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A
sobrevivência em tempos de crise
Em Cristo somos convidados a ter paz em meio à “guerra” e às demais lutas enfrentadas em nosso dia a dia. Por quê? Ora, as Escrituras Sagradas nos apresentam um Deus onisciente, isto é, que sabe de todas as coisas, que não é pego de surpresa e que em tudo conhece a nossa fragilidade e limitação.
As Escrituras também nos mostram um Deus pessoal, que apesar de ser onipotente, transcendente, soberano e todo-poderoso, se aproxima do seu povo, pois “eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem seu ouvido agravado, para não poder ouvir” (Is 59.1).
A lição do presente trimestre traz uma proposta para o povo de Deus refletir a respeito de um Deus que provê. Aqui há uma excelente oportunidade de nos reencontrarmos com um tema sempre presente ao longo da teologia prática da igreja pentecostal. Nossa mensagem sempre proclamou a intervenção de Deus na história.
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