sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Encerramento Trimestral EBD



Lição 13 CAPD - 3° Trimestre 2016


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: O desafio da evangelização — Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

Comentarista: Claudionor de Andrade





TEXTO ÁUREO: E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” (Mc 16.20).

 
VERDADE PRÁTICA: Falemos de Cristo a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios.

 
OBJETIVO GERAL: Ressaltar a importância da evangelização integral nessa última hora.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar o que é evangelização integral.

II. Conscientizar da importância do discipulado integral.

III. Compreender as características da igreja da evangelização integral.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, com a graça de Deus chegamos ao final de mais um trimestre. Esperamos que as lições tenham causado um grande despertamento em seus alunos, contribuindo para que a Igreja cumpra a sua missão primordial nessa última hora.
Não precisamos de estratégias mirabolantes para dar cumprimento a nossa missão. Carecemos é de ser obedientes e cheios do poder do Espírito Santo. Sem Ele não podemos cumprir a nossa missão de modo integral. Os discípulos de Jesus ficaram na cidade de Jerusalém até que do alto foram revestidos de poder. Depois, eles saíram e alcançaram Samaria, Judeia e os confins da terra, cumprindo com êxito a missão que lhes foi confiada pelo Senhor.
Jesus nos confiou uma importante missão, por isso, não sejamos negligentes, pois ainda existem muitos que precisam ouvir as Boas-Novas e se entregarem a Cristo. Esses aguardam por você.
 

INTRODUÇÃO
A Igreja Primitiva não precisou de mais do que uma geração para levar o Evangelho de Cristo aos confins do Império Romano. Seguindo o modelo que lhes deixara o Senhor, os discípulos, no poder do Espírito Santo, evangelizaram simultaneamente Jerusalém, a Judeia e Samaria até chegarem à capital de Roma, no Ocidente.
Se levarmos em conta o modelo autenticamente pentecostal de evangelização, cumpriremos, em tempo recorde, o programa divino para alcançar tanto o nosso bairro quanto as nações mais distantes. Mas, para isso, temos de nos voltar ao método de evangelização simples, mas eficaz, dos primeiros evangelistas e missionários.

 
PONTO CENTRAL: A evangelização integral consiste na proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos.

 
I. O QUE É A EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL

Não carecemos de nenhum método inovador, nem de fórmulas extravagantes, para cumprir plenamente o cronograma divino do anúncio universal do Evangelho.

1. Evangelização integral.
Consiste na proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural. O modelo de Atos 1.8 implica uma ação conjunta, ou seja, evangelizando Samaria, Judeia e os confins da terra ao mesmo tempo. Jesus não ordenou aos discípulos evangelizar primeiro Jerusalém, depois a Judeia, em seguida Samaria e, finalmente, os confins da terra. O seu plano-diretor era bem claro e objetivo: “e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”. Isso implica uma ação da Igreja (At 13.1-5).
A evangelização mundial, para ser bem-sucedida, tem de funcionar de acordo com o manual que nos deixou o Senhor Jesus no Novo Testamento.


2. Avivamento e evangelização.
Nenhum plano evangelístico, ainda que bem elaborado, terá êxito a menos que retornemos ao cenáculo. Sem o batismo com o Espírito Santo, não teremos o poder necessário para anunciar o Evangelho de Cristo. Evangelismo e Pentecostes são temas gêmeos, inseparáveis. O poder do alto é insubstituível na vida da igreja.
A evangelização integral requer o revestimento de poder daquele que se predispõe a falar de Cristo no bairro, na cidade, no país e no exterior.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): A evangelização integral é necessária e requer o revestimento de poder.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos o que é evangelização integral. Explique que a evangelização integral vai além do anúncio das Boas-Novas. É preciso ter uma visão integral do homem (corpo, alma e espírito). Conclua enfatizado que a evangelização integral é uma ordenança de Jesus para a sua Igreja.



 
CONHEÇA MAIS

Uma igreja missionária
Sob a orientação do Espírito Santo, a igreja de Antioquia comissiona Barnabé e Paulo como os primeiros missionários oficiais do cristianismo (At 13.1-3). Sua aventura inicial acontece na ilha de Chipre, onde Paulo amaldiçoa um bruxo com cegueira e testemunha a conversão do procônsul romano (vv.4-12). Em Antioquia da Psídia, Paulo prega primeiramente numa sinagoga judaica, onde sua mensagem sobre Jesus suscita grande interesse (vv.13-43)”. Para conhecer mais, leia Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p.720.

 
II. DISCIPULADO INTEGRAL

A evangelização integral deve ser acompanhada do discipulado integral, que compreende as seguintes ações: doutrinação, integração, treinamento e identificação.

1. Doutrinação.
A doutrinação do novo convertido consiste no ensino das verdades centrais da fé cristã, para que ele pense, aja e viva de acordo com o mandamento de Cristo. Dessa forma, poderá ele guardar todas as coisas ordenadas pelo Senhor, até o arrebatamento da Igreja (Mt 28.20).
A doutrinação deve ser iniciada no ato da conversão, tendo continuidade durante toda a vida cristã (At 2.41-43).


2. Integração.
Sem a integração social do novo crente, sua doutrinação torna-se ineficaz. O novo convertido precisa sentir que é parte da família de Deus. Não se trata de um mero exercício sociológico, mas do compartilhamento do amor cristão (At 2.44).
João sabia que, se os cristãos não se amassem mutuamente, jamais se sentiriam parte do corpo de Cristo. Por isso, não cessava de exortar a Igreja. O amor que integra não compreende apenas palavras, mas ações efetivas (1Jo 3.18).


3. Treinamento.
Ainda na fase da doutrinação e da integração, o novo convertido deve ser treinado a fazer novos discípulos. A libertação do endemoninhado gadareno ilustra muito bem esta etapa do discipulado radical. Tão logo Jesus o livrou daquela legião, recomendou-lhe: “Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus [...]” (Lc 8.39). E, no mesmo instante, o homem saiu a apregoar quão grandes coisas fizera-lhe o Senhor.


4. Identificação.
Esta fase somente será eficaz se as anteriores forem bem executadas. A plenitude do discipulado radical será levar o novo crente a ser conhecido, através de seu testemunho e postura, como seguidor de Cristo. Os crentes primitivos, em virtude de seu compromisso com Jesus, eram conhecidos como cristãos (At 11.26).
Hoje, mais do que nunca, devido à brevidade e a urgência destes dias, carecemos de homens, mulheres e crianças que sejam identificados como discípulos de Jesus Cristo (Jo 8.31).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): A evangelização integral deve ser acompanhada do discipulado integral.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos o que é o discipulado integral. Explique que o novo convertido é alguém que experimentou o novo nascimento. Ninguém pode fazer parte do Reino de Deus se não nascer de novo (Jo 3.3). Mediante a fé em Jesus, experimentamos uma profunda transformação de vida. Essa mudança radical não é apenas exterior, mas interior. Temos visto que atualmente muitos apresentam um belo exterior, são bem apresentáveis, possuem uma boa oratória, mas interiormente estão cheios de podridão e imundícia. Segundo Jesus, estes são como sepulcros caiados (Mt 23.27). Eles acabam impedindo, devido ao mau testemunho, que muitos entrem no Reino de Deus e que a Igreja cumpra a sua missão integral.
Aqueles que experimentaram o novo nascimento precisam crescer na graça e no conhecimento de Cristo; para isso é preciso um discipulado eficiente.

 
 

III. A IGREJA DA EVANGELIZAÇÃO INTEGRAL
A igreja da evangelização integral é caracterizada por três ações básicas na divulgação do Evangelho de Cristo: promoção, comissão e manutenção.

1. Promoção.
À semelhança de Antioquia, a igreja da evangelização integral não vive de si e para si. Antes, promove a proclamação de Cristo em todos os âmbitos (At 13.1-3). Ela é evangelística e missionária. Para ela, não existe maior evento do que evangelizar e fazer missões. Que o Senhor avive nossas igrejas, impulsionando-as aos confins da Terra.


2. Comissão.
Na evangelização integral, a igreja tem de agir como a agência evangelizadora e missionária por excelência. Nenhuma organização pode substituí-la nessa tarefa. Discorrendo sobre os pressupostos da evangelização mundial, o apóstolo Paulo pergunta: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? [...]” (Rm 10.14.15).


3. Manutenção.
No auge da prosperidade econômica do Brasil, o que fizemos em prol da evangelização mundial? Sabemos que algumas igrejas aproveitaram aquele momento para chegar aos confins da Terra. Outras, porém, viveram apenas para si, como se aquele instante não tivesse fim.
As igrejas da Macedônia, apesar de pobres, enriqueceram a muitos, sustentando obreiros e missionários (2Co 8.1-7). Nesta crise que ora atravessamos, demonstremos a nossa fé, mantendo as frentes evangelísticas já iniciadas e abrindo outras.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): As principais características da igreja da evangelização integral são: promoção, comissão e manutenção.

 

SUBSÍDIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

O que é a integração total do novo convertido
Integrar é juntar, incorporar, tornar parte. Quando falamos em integrar o novo-convertido, estamos falando simplesmente disto: fazê-lo parte do corpo visível do Senhor — a igreja local. A sua união ao corpo místico de Cristo é obra do Espírito Santo; cabe-nos, entretanto, a missão de levá-lo pela mão em seus primeiros passos na fé, e de ajudá-lo a ocupar o seu lugar na comunidade dos salvos.
Na maioria das vezes, as igrejas limitam-se a orar pelas pessoas no ato da conversão, quando ela manifesta, de alguma forma, o desejo de receber a Jesus como Salvador. Os cuidados com o novo crente resumem-se a preencher uma ficha com seus dados pessoais, oferecer-lhe, às vezes, um Novo Testamento, e, quando muito, visitá-lo em casa depois de alguns dias.
O novo convertido dá os primeiros passos na vida cristã, já participando dos trabalhos tradicionais da igreja, tentando digerir o ‘sólido mantimento’ sem antes haver recebido o leite dos ‘primeiros rudimentos da palavra de Deus’ (Hb 5.12). Quanto desestímulo e prejuízo esse descaso poderá trazer. A igreja precisa conscientizar-se da importância da integração total do novo convertido, para que ele não venha a sentir-se excluído ou desmotivado.
A recepção e os primeiros contatos servem para deixá-lo à vontade e despertar nele o interesse em voltar à casa de Deus. Contudo, o papel da igreja vai além; cabe-lhe promover a integração espiritual eclesiástica, doutrinária, social, emocional e cultural do novo crente, bem como envolvê-lo no serviço cristão. Isto é integração total” (DORETO, Marli; DORETO, Maísa; DORETO, Marta. Manual de Integração do Novo Convertido. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, pp.19,20 ).
 

CONCLUSÃO
Que a evangelização integral caracterize nossas igrejas nesses dias difíceis e trabalhosos. A crise que perturba o nosso país poderá não ser a última. Outras mais agudas poderão surgir. Mas, amparados pelo Autor e Consumador da nossa fé, não desanimemos. Caminhemos de vitória em vitória, evangelizando e fazendo missões, até que o Senhor nos venha buscar.

 
PARA REFLETIR 

A respeito da evangelização integral, responda:

1° O que é a evangelização integral?

Resp: Consiste na proclamação simultânea do Evangelho em todos os âmbitos: local, nacional e transcultural.

 

2° Por que a evangelização tem de ser simultânea e global?
Resp: Porque Jesus não ordenou aos discípulos evangelizar primeiro Jerusalém, depois a Judeia, em seguida Samaria e, finalmente, os confins da terra. O seu plano-diretor era bem claro e objetivo: “e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.

 

3° Quais as características da evangelização integral?
Resp: Doutrinação, integração, treinamento e identificação.

 

4° O que é o discipulado integral?
Resp: É quando “a igreja promove a integração espiritual eclesiástica, doutrinária, social, emocional e cultural do novo crente, bem como envolvê-lo no serviço cristão”.

 

5° O que é uma evangelização autenticamente pentecostal?
Resp: É uma evangelização realizada pelos crentes cheios do Espírito Santo.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A evangelização integral nesta Última Hora
O ser humano foi constituído por duas dimensões (material e imaterial) em sua própria natureza e precisa ser compreendido holisticamente pela Igreja para que uma prática bíblica e teologicamente adequada na evangelização. Aqui podemos remontar uma postulação do teólogo John Stott, um dos maiores pregadores do século XX, quando ele observa a natureza global do ser humano. Para Stott, pela Palavra de Deus o nosso próximo é uma pessoa humana criada por Deus. Essa pessoa humana não é uma alma sem corpo, nem corpo sem alma, muito menos corpo-alma em isolamento. Ora, Deus criou o ser humano como ser espiritual, físico e social, isto é, integral. E segundo esta integralidade é que devemos pensar a nossa prática de evangelização.
Assim, é possível compreender John Stott quando diz que a sentença “Pregarás o Evangelho” não substitui a “Amarás o teu próximo”. Ambas as sentenças se complementam e sustentam-se por si mesmas, denotando suas autonomias teológicas para fazer cumprir a “doutrina” sistematizada em dois pilares por Jesus de Nazaré: a primeira “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”; a segunda “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
A Missão da Igreja Cristã permeará esses dois eixos, apontando que o homem precisa de salvação para o porvir (restauração da comunhão do homem com o Deus eterno), mas também de redenção para o presente. O ser humano inserido num contexto de um mundo injusto e mal, precisa ser compreendido pela Igreja numa perspectiva global. Onde ele entenda a sua função de existir para Deus e servir o próximo (Mc 12.30,31).
Segundo Nancy Pearcy, essa mensagem denota “o nosso valor e dignidade [...] fundamentados no fato de que somos criados à imagem de Deus, chamados para sermos seus representantes na terra”. Numa perspectiva profundamente bíblica, a Igreja é chamada por Deus à resgata a dignidade humana perdida no Éden após a Queda, mas estabelecida pelo Altíssimo desde a fundação do mundo (Gn 1.26). A salvação em Cristo recupera a imagem de Deus em nós. Então, agora podemos exercer o modelo bíblico de uma ação evangelizadora integral para mundo. Entretanto, precisamos confessar que muitas vezes enfatizamos mais o “ide” que o “amai”. Estas duas ordens não podem ser encaradas de maneira excludentes entre si. Necessitamos de resgatar a verdade bíblica que denota dois mandamentos que independem um do outro.

 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Lição 12 CPAD - 3° Trimestre 2016


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD – ADULTOS - 3º Trimestre de 2016

Título: O desafio da evangelização — Obedecendo o ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

Comentarista: Claudionor de Andrade






TEXTO ÁUREO: "Então, o Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa." (Hc 2.2)

VERDADE PRATICA: Na era da informação instantânea, somente o Evangelho Eterno para dar esperança a humanidade.

 
OBJETIVO GERAL: Saber que na era da informação instantânea somente o Evangelho para dar esperança à humanidade.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I. Conscientizar de que existem pecadores digitais que estão nas mãos de um Deus real.

II. Mostrar que precisamos estar com as nossas redes consertadas para Cristo.

III. Compreender que na era digital a necessidade de evangelização é real.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Vivemos na era da informação e da comunicação, todavia muitos ainda não ouviram nada ou quase nada a respeito do Evangelho de Cristo. Que venhamos utilizar a tecnologia de forma sábia, contribuindo para a expansão do Reino de Deus. Muitos, infelizmente, não fazem um uso correto, inteligente das redes sociais, da tecnologia. Esses, em vez de promoveram as Boas-Novas, espalham mentiras e calúnias contra pessoas inocentes, utilizam a tecnologia para cometer adultério.  Saiba que, mesmo que virtual, o pecado é real e leva ao inferno, caso não haja arrependimento. Outros utilizam as redes sociais para fazer marketing pessoal, promovendo seus eventos, suas agendas, seus nomes. Buscam a fama, porém nunca utilizam as redes para apresentar Cristo aos perdidos.
Alguns crentes têm uma verdadeira aversão às redes sociais, porém elas não são boas ou más; nós é que decidimos de que forma vamos utilizá-las - para a expansão do Reino de Deus e a glorificação do Pai ou como instrumento de iniquidade.

 
INTRODUÇÃO
O conhecimento produzido no último século é superior a tudo o que foi escrito, descoberto ou inventado anteriormente. Isso não deve surpreender-nos porque todo este avanço já estava previsto (Gn 11.6). Entretanto, a era da informação instantânea, apesar de suas facilidades, constitui-se num grande desafio evangelístico. Em nenhum outro momento dá História da Igreja Cristã, a pregação do Evangelho viu-se às voltas com tantas Concorrências e distrações. Tendo em vista a reali­dade da era da informação ins­tantânea, é urgente mostrarmos a esta geração que "Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente" (Hb 13.8). Precisamos nos preparar para evangelizar por intermédio das redes sociais.

 
I. PECADORES DIGITAIS NAS MÃOS DE UM DEUS REAL
A televisão era vista, por alguns, como a porta do inferno. Hoje, porém, os computadores, smartphones e tablets estão abrindo portas para a evangelização desta geração digital.

 
1. Pecados em série.
Davi, certa vez, ao invés de ir à guerra com os seus homens, resolveu ficar no palácio. À hora da tarde, ele passeava no terraço da casa real, e viu "a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista" (2 Sm 11.1,2). Mesmo sabendo que Bate-Seba era esposa de Urias, convidou-a ao palácio, e com ela pecou. O seu adultério levou a instabilidade a todo o Israel. Hoje, discretamente, a geração digital acessa sites imorais, cujo conteúdo serve para alimentar as concupiscências mais grosseiras, baixas e abomináveis. Como, pois, alcançar esse campo missionário virtual de pessoas reais que caminham para um lago de fogo também real? (Ap 21.8). Não podemos fugir a esse desafio. A Igreja do Senhor precisa produzir conteúdos bíblicos de excelente qualidade, que se contraponham a essa avalanche pornográfica.

 

2. Rede de intrigas.
Ammon, filho de Davi, utilizou-se de uma rede sofisti­cada de relacionamentos, administrada por Jonadabe, a fim de seduzir sua meia irmã, Tamar (2 Sm 13.1-14). E, assim, utilizando como pretexto amor e doença, estuprou a jovem, levando a vergonha e o ódio à casa real de Israel. Se por um lado, as redes sociais facilitam encontros e contatos entre amigos e parentes distantes, por outro, têm multiplicado traições, adultérios e a destruição de lares. Esse efeito nocivo pode ser minimizado, senão anulado, se cada crente as utilizar para ganhar os pecadores digitais para o Cristo real.

 

3. O e-mail fatal.
A fim de encobrir o seu pecado, Davi escreveu uma carta a Joabe, na qual arquitetava a morte de Urias, marido de Bate-Seba. Nesse intento, ordenou ao pobre Urias que a levasse ao destinatário (2 Sm 11.14-16). O final desta história não poderia ser mais triste. Através da espada dos filhos de Amom, Davi matou um de seus melhores capitães (2 Sm 12.9). O correio eletrônico facilita-nos o dia a dia, encurta-nos as distâncias e ajuda-nos a resolver pendências. Infelizmente, essa ferramenta tão útil vem sendo utilizada também para arruinar reputações, caluniar e até matar. Nós, porém, vamos utilizar esta ferramenta para comunicar vida através do Evangelho de Cristo. Utilize seu e-mail para divulgar a Palavra de Deus, e, nas mensagens, seja breve e objetivo.

 
SÍNTESE DO TÓPICO I: Muitos pecadores digitais estão nas mãos de um Deus real.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Fomos chamados para ser diferentes, porque o Senhor é diferente. Deus se revela como santo (hb. qadosh), e o aspecto essencial de qadosh é a sepa­ração daquilo que é mundano, profano e corriqueiro, e a separação para seus propósitos. Os mandamentos dados a Israel exigiam que fosse mantida a nítida distinção entre as esferas do comum e do sagrado (Lv 10.10). Tal distinção tinha seu impacto sobre o tempo e o espaço (o sábado e o santuário), mas visava ao indivíduo de modo mais relevante. Tendo em vista que Deus é diferente de qualquer outro ser, todos os que lhe são submissos devem também estar separados — no coração, nas intenções, na devoção e no caráter — para Ele, que é verdadeiramente santo (Êx 15.11). Deus, por sua própria natureza, está separado do pecado e da humanidade pecaminosa. A razão por que nós, se­res humanos, somos incapazes de nos aproximar de Deus, em nosso estado de pecado, é porque não somos santos. Na Bíblia, a questão da Impureza não está relacionada à higiene, mas à santidade. As marcas da impureza compreendem: algo quebrado ou defeituoso, o pecado, a violação da vontade de Deus, a rebelião e a permanência no pecado (HORTGN, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal led. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 139).

 
II. CONCERTANDO A REDE PARA CRISTO
Tiago e João estavam no barco, junto com o seu pai, Zebedeu, consertando as redes, quando foram chamados por Jesus (Mc 1.19,20). Hoje, quem se propõe a falar de Cristo aos pecadores digitais tem uma grande rede a consertar: a internet

 
1. Vocação.
Falar de Cristo através da Internet é um ministério que exige vocação, pois o ambiente da rede global de computadores acha-se poluído com sites ruins e falsos, que acabam pregando outro evangelho (Gl 1.6). É nesse ambiente que a sua página tem de fazer toda a diferença. E tome cuidado com os vírus doutrinários, pois são fatais. Na Internet, tanto a rede quanto o anzol são indispensáveis (Mt 17.27; Jo 21.11). Por isso, evangelize coletivamente e não deixe de discipular individualmente. O campo é virtual, mas a pessoa do outro lado é real.

 
2. Mensagem.
Quem é vocacionado a evangelizar pela Internet precisa ter uma mensagem bem definida: o evangelho puro e simples de Cristo (lCo 2.2).

 
3. Habilidade.
Para se evangelizar pela Internet, requerem-se do evangelista, além da vocação e da mensagem, habilidades específicas. Por esse motivo, ele deve saber como manusear um site ou um blog. Em suma, ele deve saber usar a rede e consertá-la para que seu trabalho seja frutífero.

 

SÍNTESE DO TÓPICO II: Jesus deseja nos usar na evangelização, mas precisamos estar com nossas redes consertadas.

 
SUBSÍDIO BÍBLICO - TEOLÓGICO
Professor, aproveite o tema abor­dado nesse tópico para enfatizar que "o crente, seja ele pastor, evangelista, missionário, escritor, ensinador, diácono, ou apenas membro da igreja, se não es­tiver ocupado, procurando trazer pessoas a Cristo, está falhando em seu dever na obra de Deus (Mt 28.19; Lc 5.10; 3o 15.l6) (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p, 1391).

 
CONHEÇA MAIS

Por um homem (8.26-40)
Talvez o dado mais intrigante na história tenha sido a ação de Deus ao afastar Filipe de uma campanha evangelística efetiva que estava alcançando centenas e levando-o a testemunhar a um único indivíduo. Jamais nos esqueçamos de que para Deus toda pessoa é importante. Nosso testemunho a uma única pessoa é tão importante como o evangelismo em massa, destinado a alcançar a milhares. Para conhecer mais, leia Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 715.

 
III - EVANGELHO REAL PARA PESCADORES DIGITAIS

A evangelização dos pecadores digitais, para ser bem-sucedida, tem de levar em conta alguns fatores.

 
1. Fator Habacuque.
A mensagem pela Internet há de ser clara, breve e objetiva (He 2.2). Doutra forma, o que passa correndo pelos sites, em busca de novidades, jamais será alcançado pelo Evangelho. Portanto, nada de mensa­gens prolixas, cheias de parênteses e subjetivismos. Seja direto e incisivo. Você pode, em alguns minutos, expor eficientemen­te o Plano da Salvação. Otimize este tempo, incluindo o apelo e a oração.

 

2. Fator Eliseu.
O profeta Eliseu era reconhecido, por todo o Israel, como um autêntico homem de Deus (2 Rs 4.9). Que nossos sites e páginas sociais, pois, venham a glorificar a Cristo. Quem nos visita digitalmente tem de saber que temos um compromisso real com o Evangelho de Cristo. Por esse motivo, não se envolva em questões polemicas que geram brigas e discussões. Cuide de sua reputação. Você constatará que, em muitos casos, sua postura será suficiente para levar almas aos pés de Cristo. A exortação do apóstolo não pode ser ignorada: "Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze" (Tt 2.15).

 

3. Fator Paulo.
Chegando a Atenas, Paulo encontrou um ponto de contato evangelístico, ao deparar-se com o altar dedicado ao Deus Desconhecido (At 17.23). Esteja, então, inteirado quanto aos eventos, problemas e crises que atingem a sociedade. A partir de um ponto de contato inteligente, introduza eficazmente o Evangelho de Cristo.

 

4. Fator Filipe.
Ao ouvir que o oficial de Candace, rainha dos etíopes, lia o profeta Isaías, Filipe não perdeu tempo com uma abordagem sutil. Mas, de maneira direta, perguntou-lhe: [...]"Entendes o que lês?" (At 8.30). Quem se dedica à evangelização, na Internet, deve estar sempre preparado para interpretar a Palavra de Deus, pois a internet é um universo infestado de vírus doutrinários. É indispensável ao evangelista digital um preparo real. A recomendação de Paulo não pode ser desprezada: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15).

 
SÍNTESE DO TÓPICO III: Precisamos pregar o Evangelho real para os pecadores digitais.

 
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
O ministério de Cristo foi voltado integralmente para os pecadores. Certa feita, Jesus foi criticado porque se alimentava com pecadores e retrucou os seus acusadores: 'Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores' (Mc 2.17). Todo pecador tem a oportunidade de reatar a sua comunhão com Deus. Jesus foi enviado pelo Pai a fim de atuar como intermediário entre os homens e o Criador e trabalhar em nossa reconciliação.
Já ouvi algumas pessoas dizerem que se acham muito pecadoras, pois já cometeram muitos pecados. Costumo dizer: 'Para você que se considera um pecador, existe um grande Salvador, Jesus Cristo'. Você já pensou o que poderíamos fazer com um homem que ameaçava seus semelhantes, agredia, conduzia seus oponentes para a prisão e chegou a participar de crimes? Talvez você pense que este homem de quem estou falando tem características de um terrorista, por isso merece o cárcere. Pois bem, este homem é um personagem real que tem sua história registrada na Bíblia e ele se chamava Saulo, da cidade de Tarso.
Certo dia, Saulo viajava para uma região com o propósito de perseguir os cristãos por lá, e o Senhor Jesus se revelou para ele. Foi na estrada para Damasco que este homem teve o encontro mais importante de sua vida.
Outro exemplo foi o do rei Davi, que ordenou a morte de Urias, soldado a seu serviço, a fim de encobrir o pecado de adultério que havia cometido com a sua esposa Bate-Seba, mas ele reconheceu seu pecado e confessou o seu erro, e Deus o perdoou. Davi sofreu as terríveis consequências de seu erro, mas foi perdoado pelo seu arrependimento sincero.
A Bíblia afirma que 'o que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia' (Pv 28.13)" (WELLINGTON, José. Há Perdão em Cristo para o Pecador Arrependido. CPAD News. Rio de Janeiro, agosto, 2013. Disponível em:< http://www.cpadnews.com.br/blog/josewellington>. Acesso em: 7/04/2016).
 

CONCLUSÃO
A evangelização pela Internet tem como alvo alcançar os pecadores digitais. Levemos em conta, ainda, as pessoas que, sentindo-se desprezadas, refugiam-se nesse universo irreal e fantasioso. Elas também são alvo da mensagem evangélica. Há muito trabalho a ser feito tanto no mundo real quanto no digital. Nossa missão consiste em falar de Cristo a todos, por todos os meios. Onde estiver um pecador, aí estaremos nós, real ou digitalmente, para anunciar que Jesus Cristo salva, batiza com o Espírito Santo, cura as enfermidades e, em breve, virá buscar-nos. Aguardemos, pois, [...] "a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" (Tt 2.13).

 
PARA REFLETIR

A respeito da evangelização na era digital, responda:

1° O que caracteriza a era da informação?
Resp: Informação acessível e em tempo real.

 

2° Cite alguns aspectos do pecado na era digital.
Resp: Pecados em série, rede de intrigas e e-mail fatal.

 

3° Como deve ser o evangelista na era digital?
Resp: O evangelista deve ser alguém que além da vocação, da mensagem e habili­dades específicas, deve saber como manusear um site ou um blog. Em suma, ele deve saber usar a rede e consertá-la para que seu trabalho seja frutífero.

 

4° Cite algumas das características da evangelização na Internet.
Resp: A mensagem de evangelização pela Internet há de ser clara, breve e objetiva.

 

5° O que é o fator Habacuque?
Resp: É a evangelização na internet de forma direta e incisiva.




quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Lições Bíblicas CPAD - 4° Trimestre 2016



Lição 11 CPAD - 3° Trimestre 2016


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - ADULTOS

 
Título: O desafio da evangelização — Obedecendo ao ide do Senhor Jesus de levar as Boas-Novas a toda criatura

 
Comentarista: Claudionor de Andrade

 


 

Texto Áureo: "[...] Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos." (Lc 14.21)

 
Verdade Prática: A evangelização que não inclui as pessoas com deficiência é incompleta e não expressa plenamente o amor de Deus.

 
LEITURA DIÁRIA

Segunda – 2 Sm 9.10: A inclusão de um coxo à mesa do rei Davi

Terça – Mc 7.31-37: O surdo que ouviu Jesus e foi curado

Quarta – Jo 9.25: A confissão do cego que foi curado

Quinta – At 3.1-10: O paralítico que foi curado e exaltou a Deus

Sexta – Is 35.1-10: Os portadores de necessidades especiais no plano divino

Sábado – Lc 7.22: O Evangelho de Jesus ama e inclui a todos

 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 5.1-9

1 DEPOIS disto havia uma festa entre os judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.

2 Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres.

3 Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados, esperando o movimento da água.

4 Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.

5 E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo.

6 E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?

7 O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

8 Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda.

9 Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado.

 
OBJETIVO GERAL: Reconhecer que as pessoas com deficiência precisam ser alcançadas com as Boas-Novas.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Reconhecer que as pessoas com deficiência precisam ser alcançadas com as Boas-Novas.

I. Conscientizar da suficiência de Cristo para com as pessoas com deficiência.

II. Saber que os surdos precisam ser alcançados com o som do evangelho

III. Mostrar que os cegos também podem ser conduzidos a Cristo. IV. Compreender que os paralíticos devem ser conduzidos a Cristo.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
O Reino de Deus, anunciado pelo Senhor Jesus Cristo, era inclusivo. Ele amou e curou os paralíticos e os cegos.
No tempo de Jesus, as pessoas com deficiência não eram valorizadas; elas viviam à margem da sociedade. Exis­tia a crença errónea de que as deficiências físicas eram resultado de algum Pecado. “E os discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9-2).
No Antigo Testamento, o coxo e o cego não poderiam exercer o oficio de sacerdote (Lv21.18). Mas Jesus não os rejeitou, mostrando que estes também poderiam fazer parte do Reino de Deus. Que possamos preparar nossas igrejas para receber e integrar as pessoas com deficiência.

 
INTRODUÇÃO
As águas de Betesda eram, de vez em quando, agitadas por um anjo de Deus. Quando isso acontecia, o primeiro enfermo a descer ao poço era imediata­mente curado. Nessa expectativa, havia ali uma multidão de coxos, mudos, surdos e cegos.
Cada uma daquelas pes­soas com deficiência tinha alguém para baixá-la às águas. Mas o enfermo, com quem Cristo falou, não tinha nin­guém para ajudá-lo. Então, o próprio Senhor tratou de in­cluí-lo em seu Reino; salvou-lhe a alma e curou-lhe o corpo.
Existem muitos que não podem ver, não podem falar ouvir, andar e, às vezes, não conseguem atinar com a razão. Por Isso, como Igreja do Senhor, precisamos alcançar aqueles com deficiência.

 
PONTO CENTRAL: A evangelização eficiente deve incluir as pessoas com deficiência.

 
l- A SUFICIÊNCIA DE CRISTO COM AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Vejamos quem é esse grupo, e como era visto no Antigo e no Novo Testamento.

1. Definição.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, “deficiência é o termo usado para definira ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica”.
As pessoas com deficiência são as que se acham privadas quer de seus sentidos, quer de seus movimentos, ou do pleno uso de suas faculdades mentais. Nessa definição acham-se os cegos, mudos, surdos, paraplégicos e tetraplégicos, os autistas, os que têm a Síndrome de Down, etc.

 

2. A deficiência no An­tigo Testamento.
Se, por um lado, nenhum deficiente podia ser admitido no ofício sacerdotal, por outro, vemos um coxo ser convidado a estar perpetuamente à mesa do rei (Lv 21.16-23; 2 Sm 4.4; 9.10).
O profeta Isaías, por seu turno, consola o seu povo, prometendo-lhe que, no porvir, todas as pessoas com deficiências serão incluídas na restauração de Israel (Is 35.1-10).

 

3. A deficiência no Novo Testa­mento.
Jesus Cristo, sendo a expressão máxima do amor de Deus, veio para incluir a todos, judeus e gentios, pobres e ricos, deficientes e não deficientes, em um só corpo (Jo 3.16; Rm 12.5).
Sendo Ele um homem de dores e experimentado no sofrimento, jamais se negou a receber um cego um paralítico ou mesmo um leproso (Is 53.3; Mt 8.2; 9.6; Lc 7.21).
O Filho de Deus inclui a todos em seu plano redentor, pois o amor divino vai além de nossas deficiências ou suficiências.
Essa tarefa, hoje cabe a nós. Por meio de uma estratégia e uma didática apropriada, podemos incluir os de neces­sidades especiais no Plano da Salvação, ensinando-lhes a Palavra de Deus. So­mente dessa forma eles poderão vir a superar todos os seus limites espirituais, emocionais e sociais.

 
SÍNTESE DO TÓPICO I: Cristo amou e auxiliou as pessoas com deficiência.

 
SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Defeitos físicos desqualificavam os descendentes de Arão para servirem como sacerdotes e oferecerem sacrifí­cios em favor do povo.

 
(1) O requisito do corpo físico integral do sacerdote, do propósito divino, no sentido do ser um exemplo vivo da vida do ministro a serviço do Senhor, O tendo um corpo sem defeito mais eficaz no serviço de Deus, Todavia, quem não pudesse servir como ministro devido i tais defeitos, não perdia o direito de participar do pio de Deus, a plena salvação vinda pelo concerto de Deus.

 
(2) A exigência divina de um corpo no sacerdócio levítico prefigurava a perfeição moral de Cristo (Hb 9,15,14) a aponta para as qualificações espirituais requeridas por Deus para os ministros do Novo Testamento.
Todo aquele que serve no ministério deve ser inculpável e irrepreensível (BEP).

 
II. O SOM DO EVANGELHO AOS SURDOS

Para ensinar o Evangelho aos sur­dos, o evangelista tem de aprender, primeiro, a comunicar-se de maneira eficiente com cada uma delas.
 

1. Conduzindo os surdos a Jesus.
Embora Jesus soubesse como se comu­nicar com os surdos, era necessário que alguém os levasse a Ele (Mc 7.31-37). Portanto, deve o evangelista melhorar a sua comunicação com os deficientes auditivos, a fim de explanar lhes o Plano da Salvação. Antes de tudo, é preciso aprender a Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras.

2. A integração dos surdos.
Além de evangelizar os surdos, é necessário discipulá-los através de intérpretes competentes, a fim de que eles recebam o ensino completo da Palavra de Deus. Na Escola Dominical, recomendam-se professores especializados. Que os cultos sejam traduzidos em Libras. Segundo pesquisas, só no Brasil existem aproxi­madamente dez milhões de surdos, e a Palavra de Deus nos manda abrir a boca em favor dos surdos-mudos (Pv 31.8).

 
SÍNTESE DO TÓPICO II: Os surdos precisam ser alcançados com o som do Evangelho.

 
SUBSÍDIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ
A Palavra de Deus declara: Ide por todo o mundo e pregue o evangelho à criatura (Mc 16,15).
Com certeza, os alunos com deficiência estavam incluídos grupo, pois são criaturas do Senhor e importantes para Ele. O apóstolo Paulo nos dá o exemplo: Fiz-me fraco para com os fracos, para ganhar os fracos, Fiz-me tudo com todos, por todos os meios chegar a salvar alguns.  Faço isso por causa do evangelho, para ser também participante dele (1Co 9.22,23).

Êxodo 4.11 diz: "Quem fez a boca do Homem?
Isaías 35.5,6 diz: Os olhos dos cegos se abrirão, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão.  Então os coxos saltarão como o cervo e a língua dos mudos cantará. As pessoas com deficiência naquele dia serão totalmente regeneradas.
O curdo não é um doente. Ele é sujeito que tem uma língua natural própria, a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais).
Quais são as medidas a serem observadas na comunicação com o surdo?
Em primeiro lugar, precisamos compreender que existem surdos oralizados, ou seja, conseguem se expressar por meio da fala e compreender o que é transmitido por meio da leitura labial.
Mesmo oralizado, o surdo continua dificuldade de comunicação porque continua sem ouvir, Muitos desses alunos oraizados usam aparelho auditivo, mas é preciso lembrar que o aparelho não exclui a sua limitação, apenas ajuda.
Encontramos também o surdo não oralizados, que é aquele que não consegue se comunicar por intermédio da fala.
A comunicação com esse grupo é de forma não verbal. Para isso, tanto o aluno quanto o professor precisa conhecer a língua de sinais (LIBRAS).
Atualmente, existem vários métodos de comunicação que podem ser usado com o surdo.
Fica então a pergunta: Quais métodos podemos utilizar na comunicação com o surdo?
É importante lembrar que o surdo ouve com os olhos, portanto só haverá comunicação se houver visualização.

 
Observe:

1. Ao se comunicar com o surdo, procure ficar de frente para ele;

2. Fale pausadamente;

3. Utilize a expressão facial e cor­poral;

4. Utilize vocabulário simples;

5. Procure manter uma curta distân­cia entre você e a pessoa surda;

6. Utilize gestos, mesmo que o surdo seja bem oralizado;

7. Mantenha a boca e mãos livres para fazer os gestos necessários. Não esqueça que o corpo todo 'fala';

8. Procure dominar a língua de sinais e o alfabeto manual, principalmente nomes próprios;

9. O surdo precisa ser exposto à cultura surda para desenvolver realmente sua língua e compor sua identidade;

10. A Libras para o surdo é a língua materna" (CHIQUINE, Siléia. Ensinando Deficientes Auditivos, 25a Conferência de Escola Dominical, Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p. 66).

 
III. A VISÃO DE CRISTO AOS CEGOS

Em nosso país, há seis milhões e meio de pessoas com alguma defi­ciência visual. Trata-se, pois, de um campo missionário que exige obreiros amorosos e especializados.


1. Conduzindo os cegos a Cristo.
Havia sempre alguém disposto a con­duzir os cegos a Jesus (Mc 10.46-52). Hoje, com os programas de inclusão, um cego é capaz de ir e vir, sozinho, a qualquer lugar. Não obstante, precisa ser trazido pessoalmente a Jesus. Todo salvo pode partilhar com um deficiente visual a visão do Salvador do mundo.

 

2. Discipulando os cegos.
No discipulado das pessoas com deficiência visual, temos de oferecer-lhes a Bíblia e livros em Braille, para que venham a contemplar, pelo tato, a beleza da Pala­vra de Deus (Is 29.18). Não se esqueça dos Audi livros. Para tanto, providen­cie-lhes a Bíblia e obras cristãs mais expressivas. Para ajudar na inclusão dos cegos, assinale a planta do templo com placas em Braille e piso tátil. Nenhum tropeço pode estar no caminho dos que não podem ver (Dt 27.18).

 
CONHEÇA M AIS

Coxo
Um homem que fosse coxo estava desqualificado para exercer o ofício de sacerdote para não contaminar o altar (Lv 21.18). Um animal coxo não poderia ser oferecido em sacrifício (Dt 15.21). Mefibosete, filho de Jônatas, que se tornou membro da casa de Davi devido à profunda ami­zade entre aqueles dois servos de Deus, era coxo devido a um acidente ocorrido no dia da morte de Jônatas. As alusões aos coxos são frequentes: por exemplo, nos dias mais felizes de Jó ele era como "os pés do coxo' (Jó 29.15). A cura de coxos estava entre as obras miraculosas do Senhor Jesus e de seus discípulos. Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 469.

 
SÍNTESE DO TÓPICO III: Jesus Cristo dá visão aos cegos.

 
SUBSÍDIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ
De acordo com o IBGE, a maioria das pessoas com necessidades especiais do Brasil tem problemas de visão, vêm em seguida os que apresentam alguma deficiência motora, em terceiro está o grupo dos deficientes auditivos, depois os deficientes mentais.

 
Entre essas clas­sificações há também os que acumulam múltiplas deficiências.

O que é deficiência visual?
A deficiência visual é caracterizada pela perda total ou parcial, congénita ou adquirida, da visão.

 
Há pelo menos dois grupos de deficiência visual:

Cegueira - há perda total da visão ou pouquíssima capacidade de enxergar, o que leva a pessoa a necessitar do Sistema Braille como meio de leitura e escrita.

Baixa visão ou visão subnormal - caracteriza-se pelo comprometimento do funcionamento visual dos olhos, mesmo após tratamento ou correção. As pessoas com baixa visão podem ler textos impressos ampliadas ou com uso de recursos óticos especiais (fonte: Fundação Dorina).

Pessoa com Deficiência
A sociedade vem passando por um processo de transformação. Há um novo olhar em relação às pessoas com deficiências, Há até mesmo uma preo­cupação com o uso da linguagem.
Os termos que definem a deficiência vêm se adequando a essa visão. Atualmente e o termo correto a ser utilizado é pessoa com deficiência, que faz parte do texto aprovado pela Convenção Internacional para Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidades das Pessoas com Deficiên­cia, aprovado pela Assembleia Geral da ONU, em 2006 e ratificada no Brasil em julho de 2008 (fonte: Fundação Dorina).
Segundo dados do IBGE de 2010, no Brasil, mais de 6,5 milhões de pessoas têm alguma deficiência visual Desse total: 528,624 pessoas são incapazes de enxergar (cegos); 6.056.654 pessoas possuem grande dificuldade permanente de enxergar (baixa visão ou visão subnormal; outros 29 milhões de pessoas declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar, ainda que com óculos ou lentes “(LOPES, Jamil. Leitura como Alternativa dos 10 ao Aluno com Deficiência, 25a Conferência de Escola Dominical» Rio Janeiro: CPAD, 2016, p, 69).
 

IV. OS PRARALÍTICOS VÃO AO ENCONTRO DE CRISTO
Certa vez, quatro homens, para chegar um paralítico à presença de Jesus, descobriram o telhado da casa onde estava o Mestre, e baixaram o deficiente. O senhor, vendo-lhes a fé, curou o enfermo (Mc 2.1-11).

 
1. Conduzindo os deficientes físicos a Cristo isto.
Evangelizar pessoas com deficiência física exige amor e disposição. Em algumas ocasiões temos de ir até elas (At 3.1-14). Em outras, temos de trazê-las até nós (Lc 14.12).  Os deficientes também fazem parte da Grande Comissão e pre­so ser alcançados.

 
2. Acesso facilitado.
Para receber­as pessoas com deficiência física, é urgente adaptarmos nossos templos às suas necessidades.
Providenciemos rampas de acesso, calçadas rebaixadas, corrimões e banheiros adequados.
Os cadeirantes precisam ter livre acesso às dependências públicas da Igreja. Na hora do culto, ficarão num lugar privilegiado, para acompanhar atentamente os trabalhos.

 
SÍNTESE DO TÓPICO IV: Os paralíticos devem ser conduzidos a Jesus Cristo.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Cura e perdão (Mc 2.1-7)
A medicina moderna entende que há uma conexão vital entre saúde e bem-estar mental. A Bíblia associa toda doença e sofrimento à nossa se­paração de Deus. A enfermidade é uma consequência da Queda, Assim, a maior necessidade do ser humano não é a cura física, mas a espiritual como um todo. “Jesus se preocupou tanto que satisfez a mais profunda necessidade do paralítico, da mesma maneira como Ele deseja satisfazer a nossa” (RICHARDS, Lawrence O, Guia do Leitor da Bíblia; Uma análise de Génesis a Apocalipse capitulo por capítulo, 10, ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 634).

 
CONCLUSÃO
O Evangelho de Cristo tem de ser anunciado a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios. Por essa ra­zão, não deixaremos de fora nenhuma pessoa com deficiência. Os integrantes desse grupo suspiram por um encontro pessoal com Deus. Eles não podem ser deixados de fora, pois o Senhor, na cruz, incluiu-os em seu Reino.

PARA REFLETIR

A respeito da evangelização das pessoas com deficiência, responda:

1° Defina as pessoas com deficiência.
Resp: As pessoas com deficiência são as que se acham privadas quer de seus senti­dos, quer de seus movimentos, ou do pleno uso de suas faculdades mentais.

 

2° Por que incluir os deficientes na evangelização?
Resp: Porque Jesus Cristo, sendo a expressão máxima do amor de Deus, veio para incluir a todos, judeus e gentios, pobres e ricos, deficientes e não deficientes, em um só corpo (Jo 3.16; Rm 12.5).

 

3° Como evangelizar os surdos e mudos?
Resp: É preciso aprender Libras, a língua dos surdos. Conduzindo os surdos a Jesus por meio da evangelização pessoal.

 

4° De que forma podemos evangelizar os cegos?
Resp: Utilizando material evangelístico em áudio ou em Braille.

 

5° Como alcançar os paralíticos?
Resp: É necessário ir até eles e para recebê-los em nossas igrejas é urgente adap­tarmos nossos templos às suas necessidades.