terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Reflexão





Lição 7 CPAD - 1° Trimestre 2016


Lições Bíblicas CPAD / Adultos

Título: O final de todas as coisas — Esperança e glória para os salvos

Comentarista: Elinaldo Renovato

 



TEXTO ÁUREO:E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19.9).

 
VERDADE PRÁTICA: Nas Bodas do Cordeiro todos os salvos em Jesus Cristo estarão reunidos e viverão para sempre com o Senhor.

 
OBJETIVO GERAL: Saber que todos os salvos em Jesus Cristo estarão reunidos nas Bodas do Cordeiro..

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar o que será as Bodas do Cordeiro;

II. Explicar as consequências da rejeição ao convite do Cordeiro;

III. Compreender que somente a Noiva do Cordeiro se assentará à mesa do Rei.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje estudaremos a respeito do glorioso encontro da Igreja, a Noiva de Cristo, com o seu Noivo. Este encontro é chamado de Bodas do Cordeiro, e somente os salvos em Jesus Cristo poderão participar. As Bodas do Cordeiro será a conclusão do maior Plano Redentivo da história da humanidade, onde todos os salvos vão ter a honra de se assentar à mesa do Rei. Neste mundo cruel, muitos crentes sofrem escárnio, zombaria, rejeição e até morrem por não negar a sua fé, mas vale a pena ser fiel ao Senhor e se preparar para as Bodas do Cordeiro, quando ali seremos honrados pelo Noivo.
Incentive seus alunos a permanecerem fiéis ao Noivo, pois devido à infidelidade de alguns, muitos estão abandonando a Noiva de Cristo. O Senhor Jesus nos ama e jamais nos decepcionará. Que você e seus alunos venham olhar para Ele, pois em breve virá nos buscar e nos assentaremos à sua mesa.

 
INTRODUÇÃO
Após galardoar seus servos fiéis, no seu Tribunal, Jesus conduzirá a Igreja às mansões celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor. Na lição de hoje estudaremos este evento glorioso. Veremos que os salvos de todos os lugares da Terra, em todos os tempos, ao longo da História, estarão reunidos, sob os olhares dos milhões de anjos, querubins, serafins e demais seres celestiais, participando da celebração do maior evento do universo.

 
PONTO CENTRAL: Todos os salvos em Jesus Cristo vão participar das Bodas do Cordeiro.           
 

I. AS BODAS DO CORDEIRO

1. O que será?
Será o encontro glorioso, já nos céus, entre Cristo e sua Igreja amada: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7). Os chamados “casamentos do século” nem de longe podem comparar-se às Bodas do Cordeiro. Jesus previu esse acontecimento: “E eu vos destino o Reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu Reino” (Lc 22.29,30). Na visão do Apocalipse, João teve o privilégio de registrar o anúncio do grande acontecimento, que marcará para sempre a união entre Cristo e sua Igreja.

 

2. Quem poderá participar destas bodas?
Todos os salvos em Jesus Cristo. João viu a multidão incalculável de remidos por Cristo que estarão com Ele nos céus (Ap 5.11). A Noiva do Cordeiro (a Igreja) é composta dos cristãos verdadeiros e dos crentes de todas as épocas.

 

3. Quem ficará de fora deste glorioso evento?
A Palavra de Deus nos assegura que ficarão de fora todos os que não se mantiveram fiéis e puros até a volta de Jesus, porém, Apocalipse 22.15 apresenta uma relação, mais detalhada, dos que ficarão de fora das Bodas do Cordeiro. Não poderão participar: “os cães, os feiticeiros e os que se prostituem, e os homicidas, os idólatras e qualquer que ama e comete a mentira” (Ap 22.12-15). A palavra “cães” é vista também em Filipenses 3.2 com o mesmo sentido. Os “cães” são provavelmente os maus obreiros, aqueles que “matam”, dispersam e exploram as ovelhas do Senhor Jesus. Quanto à prostituição, o termo pode se referir tanto à venda do corpo quanto a qualquer tipo de relação sexual ilícita. Deus criou o sexo e estabeleceu leis imutáveis. Na Bíblia, temos esses preceitos em vários textos como em Mateus 5.32; 15.19; 19.9 (relações ilícitas); 1 Coríntios 5.1 (fornicação); 6.18; 7.2 (impureza); Apocalipse 17.2 (devassidão). As Escrituras Sagradas hoje nos advertem: “Que vos abstenhais da prostituição”.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): As Bodas do Cordeiro será o encontro glorioso do Senhor Jesus Cristo com a sua Noiva.

 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
A Bíblia descreve muitos casamentos. O próprio Deus celebrou o primeiro de todos os casamentos (Gn 2.18-25). Dentre alguns casamentos célebres, podemos destacar o de Jacó e Lia, o de Rute e Boaz, o de Acabe e Jezabel, e o casamento em Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre.
No entanto, o mais maravilhoso dos casamentos ainda está por vir. Jesus profetizou acerca dele por meio de parábolas (Mt 22.2; 25.1; Lc 12.35,36) e João descreveu o que Deus lhe mostrou em uma visão: ‘Regozije-mo-nos, e alegremo-nos, e demo-lhes glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou’ (Ap 19.7).
O anfitrião deste casamento será Deus Pai. Ele é descrito preparando a cerimônia e enviando seus servos para chamar os convidados (Lc 14.16-23). O noivo é Jesus Cristo, o Filho amado do Pai. Em João 3.27-30, João Batista referiu-se a Jesus como ‘esposo’ e a si mesmo como o ‘amigo do esposo’. Em Lucas 5.32-35, Jesus, em uma alusão à sua morte, disse: ‘Dias virão, porém, em que o esposo lhe será tirado, e, então, naqueles dias, jejuarão’” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.105-6).

 

II. A REJEIÇÃO AO CONVITE DO CORDEIRO

1. O convite ao povo de Israel.
Na parábola das Bodas, que se encontra em nossa Leitura Bíblica em Classe, Jesus quis antecipar o que acontecerá com os que não estiverem preparados para entrar nos céus. No texto de Mateus 22.1-14, vê-se que “um certo rei celebrou as bodas de seu filho” [...] (v.2). Esse rei representa Deus, o Pai, que já preparou tudo nos céus para as bodas do Cordeiro, de seu Filho Jesus Cristo. Num primeiro momento, aquele rei manda “seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir” (v.3). Refere-se aos judeus, que, durante séculos, não quiseram ouvir os profetas que lhes transmitiram a Palavra de Deus, convidando-os para viverem com Ele. Atualmente, muitos também não dão ouvidos aos profetas do Altíssimo que têm alertado a Igreja quanto à volta do Rei.

 

2. A tragédia dos que rejeitaram a Deus.
Por rejeitarem a Deus e ao seu Filho, os judeus vêm sofrendo ao longo dos tempos. Eles sofreram com os cativeiros assírio e babilônico, onde amargaram a dor por causa de sua desobediência. No ano 70 d.C., Jerusalém foi invadida pelos romanos, sob o comando do general Tito, e todos foram dispersos e perseguidos por várias nações. Até hoje, Israel como um todo sofre por não reconhecer Jesus como o Messias. Mas há um remanescente que será salvo (Rm 9.27; Ap 7.4-8).

 

3. O Rei convida a todos.
Na parábola das Bodas (Mt 22.1-14) o rei envia o convite a todos que pertencem ao seu reino, porém seus súditos não quiseram comparecer às bodas. Estes que tiveram a liberdade de rejeitarem o convite referem-se a Israel. No entanto, nas Bodas do Cordeiro, todos os que rejeitarem o convite de Jesus Cristo (judeus e gentios) serão excluídos eternamente da presença e da comunhão do Filho de Deus.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): Todos que rejeitaram o convite de Jesus Cristo serão excluídos eternamente da presença do Rei.

 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

A Tragédia da Oportunidade Perdida
Enquanto esperamos pela volta do Senhor não podemos ficar na ponta dos pés, a cada momento, olhando para o céu. A vida precisa continuar. Este é o verdadeiro argumento da parábola das dez virgens: Cristo pode postergar o seu retorno e, se assim for, devemos manter a nossa esperança, continuar aguardando e, enquanto isso, continuar a servi-lo fielmente. Aqueles que não levam em conta que o Senhor pode demorar mais do que esperam, no fim, irão se encontrar desesperados quando estiverem diante de um futuro que não planejaram. Então, quando o Senhor voltar realmente, eles se sentirão envergonhados (cf. 1Jo 2.28 — ARA).
A única maneira de nos certificar se estamos prontos para a volta do Senhor é nos mantermos prontos todos os dias. O bom senso deverá nos ensinar que, de qualquer forma, essa é a única perspectiva adequada sobre o futuro. Afinal de contas, não sabemos quando vamos morrer. Isso pode acontecer a qualquer momento, mesmo que o Senhor atrase a sua volta por mais uma geração. Precisamos estar sempre preparados para a morte, assim como para a volta do Senhor, porque de qualquer maneira iremos enfrentar um julgamento (Hb 9.27). Estar preparado para a volta do Senhor irá, portanto, preparar-nos também para enfrentar a morte.
Enquanto isso, devemos continuar a nossa vida e fazer o nosso trabalho, planejando para o futuro com sabedoria e santo entendimento. Aqueles que pensam que o iminente retorno do Senhor cancela toda necessidade de um planejamento prudente, não entendem o que a Escritura está esperando de nós” (MACARTHUR, John. A Segunda Vinda. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.165,66).

 

III. A NOIVA DO CORDEIRO

 

1. Assentados à mesa do Rei.

Os crentes do Antigo Testamento juntar-se-ão aos fiéis da Igreja, num só grupo, para assentar-se à mesa do Rei: “E virão do Oriente, e do Ocidente, e do Norte, e do Sul e assentar-se-ão à mesa no Reino de Deus” (Lc 13.29). Será a consagração gloriosa de todos os salvos que venceram as lutas, obstáculos e barreiras e mantiveram-se limpos, puros: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Jesus apresentará sua Noiva “sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante” (Ef 5.27).

 

2. As características da Noiva do Cordeiro.
Vejamos algumas de suas principais marcas:

a) É fiel. Mesmos enfrentando as intempéries da vida, a Igreja, com a ajuda do Espírito Santo, permanecerá fiel ao seu Noivo. Hoje em dia, infelizmente, temos visto a infidelidade de muitos crentes. Estes são infiéis a seus cônjuges, pastores, igreja e ministério.

b) É santa. Só pode ser “Igreja” quem é santo (1Pe 1.15); quem vive em santificação (Hb 12.14).

c) Não dá lugar ao mundo. Vivemos neste mundo, mas não pertencemos a ele. Não podemos aceitar sua maneira de pensar (Rm 12.2). A Palavra de Deus nos adverte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1Jo 2.15).

d) Espera pelo seu Noivo. A Igreja aguarda com ansiedade o glorioso dia em que vai se encontrar com o seu Noivo. Esta é a nossa verdadeira esperança.

e) Adora a Deus. Como Igreja do Senhor precisamos adorá-lo em espírito e em verdade (Jo 4.23). Quando nos reunimos como Igreja temos de ter a consciência de que o mais importante é a adoração a Deus. Muitos, infelizmente, vão à Igreja, não para adorar ao Senhor, mas apenas para serem vistos pela liderança ou para cuidarem dos seus próprios interesses.

f) Proclama a mensagem do Noivo. Jesus mandou seus servos proclamarem o Evangelho por todo o mundo, a toda a criatura (Mc 16.15).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): A Noiva de Cristo vai assentar-se à mesa com o Noivo.

 
SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO

As Bodas do Cordeiro
Quando Jesus aparecer para destruir o Anticristo e as suas tropas, os exércitos dos céus seguirão a Jesus, montados em cavalos brancos (que simbolizam o triunfo) ‘e vestidos de linho fino, branco e puro’ (Ap 19.14). Esse fato identifica-os com a noiva do Cordeiro (a Igreja) que participam das bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Isto significa que já estiveram no céu, e já estão plenamente vestidos da ‘justiça dos santos’ (v.8). Esse fato também deixa subentendido que aqueles atos de justiça já estão completos, e que os crentes foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Ficaria subentendido, também, que já tinham comparecido diante do tribunal de Cristo (2Co 5.10). Que tempo de alegria e deleite aquelas bodas serão!” (HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.639).

 
CONCLUSÃO
Diante da revelação acerca do futuro glorioso da Igreja, vale a pena buscar a santificação para poder participar dessa maravilhosa festa celestial. Nas Bodas do Cordeiro, só haverá alegria, com a presença de bilhões de crentes salvos, de todo o mundo, de todos os tempos, rodeados de anjos, do arcanjo, de querubins, serafins, dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos.

 

PARA REFLETIR

A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
 
1° O que acontecerá depois que os servos fiéis forem galardoados?
Resp: Após galardoar seus servos fiéis, no seu Tribunal, Jesus conduzirá a Igreja às mansões celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor.

 
2° O que serão as Bodas do Cordeiro?
Resp: Será o encontro glorioso, já nos céus, entre Cristo e sua Igreja amada.

 
3° Quem participará das Bodas do Cordeiro?
Resp: Todos os salvos em Jesus Cristo.

 
4° Quem ficará de fora das Bodas do Cordeiro?
Resp: Todos os que rejeitarem o convite de Jesus Cristo (judeus e gentios) serão excluídos eternamente da presença e da comunhão do Filho de Deus.

 
5° Quais as características da Noiva do Cordeiro?
Resp: Santa, fiel e adoradora.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
 
 
 
As Bodas do Cordeiro
Após o episódio do julgamento das obras no Tribunal de Cristo, virá o tempo das Bodas do Cordeiro. Antes de prosseguir a explicação, dê uma relembrada no caminho que você já fez com a classe ao longo das seis lições anteriores. Por intermédio do gráfico, abaixo, mostre a dimensão linear dos acontecimentos, lembrando que a imagem é apenas para fins didáticos:
 


Então, explique a classe que até o momento, apesar de não termos visto ainda o tema da Grande Tribulação, vimos um evento que ocorrerá paralelamente à Grande Tribulação, o Tribunal de Cristo, e, nesta lição, nos deteremos ao outro evento que ocorrerá simultaneamente a Grande Tribulação: As Bodas do Cordeiro.
A palavra “bodas” quer dizer: enlace matrimonial, casamento, festa ou banquete em que se celebram as núpcias. É um momento de festa e de alegria o noivo e a noiva que farão um voto de casamento até que a morte os separe. Na Escatologia Bíblica, o período que lembra esse momento íntimo entre o noivo e a sua noiva, isto é, Jesus Cristo e a sua Igreja.

Em uma passagem dos Evangelhos, quando próximo da sua crucificação, na verdade em sua última Páscoa com os discípulos, nosso Senhor disse: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus” (Mc 14.25). É bem significativo que o apóstolo João escreva no livro do Apocalipse esta mensagem: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (19.9). O cumprimento dessa bem-aventurança se dá exatamente no advento das Bodas do Cordeiro.

Nas Bodas do Cordeiro, os crentes foram plenamente adornados de atos de justiça, pois já estiveram diante do Tribunal de Cristo, foram ressuscitados, transformados e levados ao céu. Assim como temos um momento de intimidade com Cristo por intermédio da comunhão da Ceia do Senhor, as Bodas do Cordeiro é o momento mais íntimo de Cristo com a sua Igreja. É o tempo de refrigério, de glória, de graça e de alegria. É um tempo que marcará a consumação da redenção dos santos. Portanto, de fato, é bem-aventurado quem passa pelas Bodas do Cordeiro. O momento do nosso encontro com Jesus Cristo, o Rei dos reis, é o momento para além da história, em que todo crente estará para sempre com o Senhor.

 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Congresso Nacional de Escola Dominical

 
 
 
 
 

Lição 6 CPAD - 1° Trimestre 2016


Lições Bíblicas CPAD / Adultos

Título: O final de todas as coisas — Esperança e glória para os salvos

Comentarista: Elinaldo Renovato






TEXTO ÁUREO: Porque todos deveram comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal(2Co 5.10).


VERDADE PRÁTICA: Todos os crentes deverão comparecer diante do Tribunal de Cristo para que cada um receba a sua recompensa.

 
OBJETIVO GERAL: Mostrar que todos os crentes vão comparecer diante do Tribunal de Cristo para serem recompensados por suas obras.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Saber que todos os salvos vãos estar perante o Tribunal de Cristo para serem galardoados;

II. Explicar como Cristo vai julgar as nossas obras;

III. Compreender que chegará o dia em que teremos de prestar contas a Jesus das nossas ações.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Servir a Deus é um grande privilégio e muitos têm dedicado toda a sua vida ao serviço do Mestre. Na seara do Senhor, enfrentamos lutas, decepções, frustrações, toda a sorte de intempéries, mas vai valer à pena. No grande Dia do Senhor, seremos recompensados com os lauréis e os galardões. A Palavra de Deus nos mostra que as obras de muitos crentes perecerão quando forem provadas pelo fogo do Senhor. Deus conhece a intenção dos corações. Podemos enganar aos homens, mas não ao Eterno. Muitos fazem a obra de Deus buscando a glória para si, logo, já tiveram a sua recompensa.
Que possamos realizar a obra de Deus com alegria, amor, fazendo tudo de coração, para a glória do Pai e não para ser visto pelos homens.

 
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje estudaremos acerca do Tribunal de Cristo e dos galardões. Todos os crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou não, pelo que fizeram em sua vida. Neste Tribunal, todos os fiéis em Cristo serão galardoados com justiça.

 
PONTO CENTRAL: Nossas obras serão provadas pelo Senhor e se passarem pelo seu crivo, seremos recompensados.


I. O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES

1. O julgamento.
Todos os crentes, já transformados e com um corpo incorruptível, vão comparecer perante o Tribunal de Cristo (cf. 2Co 5.10; 1Co 1.8). Não se trata de julgamento de pecados, pois os que serão julgados já são salvos. Os ímpios é que passarão pelo julgamento de suas obras e pecados, no juízo do Trono Branco, após o Milênio (cf. Ap 20.11-15). Os salvos em Cristo Jesus, desde que permaneçam fiéis, em santidade, não mais passarão por qualquer tipo de condenação: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.1). Estar “em Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer salvo. Neste tribunal serão julgadas as obras dos salvos que foram praticadas na Terra, a fim de que recebam, ou não, o galardão (Ap 22.12).


2. Quando se dará?
Segundo Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar. O Salvador voltará e trará o seu galardão consigo (Ap 22.12). Naquele grande dia, todos os crentes que permaneceram fiéis ao Senhor, servindo a Ele com integridade, receberão a sua recompensa. Paulo foi um servo que sofreu muitas tribulações (naufrágio, cadeias, fome, nudez) em favor do Reino de Deus, porém ele esperava o dia em que receberia a sua coroa (recompensa). Ele afirmou que “naquele dia” receberia “a coroa da justiça” que lhe havia sido reservada (cf. 2Tm 4.8). Não desanime diante das dificuldades enfrentadas neste mundo, pois em breve Jesus virá e recompensará todo o seu trabalho. Esta é a melhor recompensa que um servo ou uma serva de Deus pode receber.


3. Quem será o juiz?
Não temos dúvida e podemos afirmar, segundo a Palavra de Deus, que o juiz será nosso Senhor Jesus Cristo (2Tm 4.8). O Pai entregou a Jesus todo o juízo (cf. Jo 5.22). Somente Deus e o seu Filho, no Universo, têm o direito legítimo de julgar os homens. Queira ou não, ninguém escapará da justiça do Todo-Poderoso (Is 43.13).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): Todos os crentes passarão pelo tribunal de Cristo.
 

SUBSÍDIO ESCATOLÓGICO
As Escrituras ensinam que todos os membros da raça humana são responsáveis perante Deus (Jr 17.10; 32.19). Deus julgará tanto crentes quanto ímpios. O julgamento dos ímpios será diante do Grande Trono Branco — um evento descrito em Apocalipse 20.15, o qual ocorre após o reino milenial de Cristo. Este é o último julgamento antes da eternidade futura. Em 2 Coríntios 5.10, Paulo fala sobre o julgamento de todos os crentes: ‘Porque todos deveram comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal’.
O fato de todos serem julgados demonstrará a justiça de Deus perante todas as criaturas. A salvação de alguns será a maior demonstração da graça de Deus que o mundo já viu. “O julgamento dos ímpios ratificará seu desprezo pela salvação oferecida por Deus em seu Filho, resultando em condenação eterna” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.462).


 
 
II. AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO

1. A precisão do julgamento.

O julgamento será preciso, pois passará pelo crivo do Senhor Jesus Cristo. Muitos fazem a obra de Deus e praticam boas ações apenas para serem vistos pelos homens. Estes buscam satisfazer seus interesses pessoais, buscam seus próprios galardões. Mas a Palavra de Deus diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual é a verdadeira intenção do coração.
 

2. Ouro, prata e pedras preciosas.
Na Bíblia, o ouro simboliza aquilo que procede de Deus, as coisas divinas (Jó 22.23-25; Ap 3.18). Podemos comparar o ouro às obras que os crentes fizeram para a glória de Deus (1Co 10.31). Obras praticadas por crentes que têm um espírito quebrantado e contrito. Estas foram “feitas em Deus” (Jo 3.21), ou seja, em parceria, comunhão com o Senhor. Quando usamos bem os talentos dados por Deus, realizamos obras “de ouro” (Mt 25.14,20). São obras que glorificam não o nosso nome ou ministério, mas a Deus (Mt 5.16).
Na tipologia bíblica, a prata é símbolo de redenção. No Antigo Testamento, a redenção dos filhos de Israel era paga em prata (Êx 30.11-16; Lv 5.15). No Novo Testamento, simboliza a redenção feita por Cristo (1Pe 1.18; 1Co 6.20).
As pedras preciosas são símbolos do Espírito Santo, ou da glória de Cristo no crente (Jo 17.22). Os crentes que possuem os dons espirituais têm o adorno do Espírito Santo. São obras feitas pelo poder do Espírito Santo (Fp 3.3; Tt 3.5).


3. As obras que perecerão.
“Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1Co 3.15). Esse texto mostra que haverá crentes cujas obras não subsistirão quando passarem pelo crivo do fogo divino. Observe:

a) Madeira. Na Bíblia, madeira é símbolo das coisas humanas. É uma figura da árvore, que cresce por si mesma. Há crentes que fazem muitas coisas, mas buscando a glória humana. No fogo do julgamento, elas vão desaparecer. Há quem trabalhe muito na igreja, mas não o faz para a glória de Deus (1Co 10.31). Madeira não resiste ao fogo.

b) Feno. Feno é capim, erva seca. São obras aparentes, mas sem consistência, sem vida, tais como erva seca (Is 15.6). O capim é perecível (Is 51.12) e representa as obras dos crentes que trabalham somente buscando a glória e a fama para si. Infelizmente, nos dias atuais, há muitos pregadores e cantores que só realizam a obra de Deus pelo dinheiro ou se o evento tiver destaque na mídia. Estes “já receberam o seu galardão”, aqui mesmo (cf. Mt 6.2,5,16).

c) Palha. A madeira tem certa consistência, mas a palha é muito fraca. Não resiste a força do fogo. O vento a leva com facilidade (Sl 1.4; Jó 21.18; Os 13.3). É instável. Não pode se misturar com o trigo (Jr 23.28); palha representa obras sem firmeza, ou seja, feita por crentes que são inconstantes. Muitos vivem mudando de igreja, de costume, de crenças, etc. São levados, como a palha, por “todo vento de doutrina” (Ef 4.14).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): As obras dos crentes serão julgadas pelo Justo Juiz.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
O propósito do julgamento dos crentes diante do Tribunal de Cristo é determinar se as obras de cada um foram dignas ou não. O julgamento é apenas para os crentes, de modo que, ainda sofram danos, estes serão salvos. Além disso, aqueles que ali forem julgados terão firmado suas vidas na Rocha, que é o próprio Jesus Cristo (1Co 3.11,12). O Senhor avaliará as obras dos crentes ao longo de toda a vida. Uma vez que fomos separados para as boas obras que Deus preparou para os crentes (Ef 2.10), deveríamos esperar que Ele examinasse a fidelidade de nossas ações” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.463,464).

 
III. A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES

Galardões são prêmios. Lauréis a que o crente fez jus, pois desempenhou bem a função para qual foi vocacionado no Reino de Deus.

1. Os pastores darão conta dos seus rebanhos.
Ser pastor é um grande privilégio, mas também uma responsabilidade muito grande. Sabemos que a salvação é individual, mas aqueles que servem ao Senhor como pastores, um dia, terão que prestar contas ao Sumo Pastor. O profeta Ezequiel, criticou os líderes (pastores) de Israel por cuidarem de si mesmos, ao invés de cuidarem das ovelhas do Senhor. Leia Ezequiel 34. O profeta não se calou diante do erro dos líderes do seu povo, mas com coragem e ousadia, apontou o pecado e pronunciou o julgamento divino (Ez 34.7-10).
O Senhor dará a justa recompensa a cada pastor pelo seu trabalho. Muitos tem se desgastado fisica e emocionalmente em favor das ovelhas do Senhor. São incansáveis na pregação, no ensino da Palavra, visitando e cuidando de cada ovelha com muito carinho e zelo, seguindo o exemplo do Bom Pastor (Jo 10.10). Estes receberão o justo galardão pelo trabalho realizado. Por isso, se você recebeu de Deus o ministério pastoral, cuide com zelo de suas ovelhas, exerça seu ministério com dedicação, pois em breve Jesus voltará e lhe dará os lauréis pelo seu trabalho.


2. Crentes darão conta de seus talentos.
Todo crente recebeu algum tipo de talento (habilidades, dons) do Senhor. Uns recebem mais e outros menos, pois estes são distribuídos de acordo com a capacidade de cada um, mas todos recebem (Mt 5.14-30). O Senhor espera que venhamos desenvolver nossos talentos com dedicação e zelo, utilizando-os para a glória do Pai. Você é responsável, perante o Senhor, por usar bem aquilo que Ele lhe concedeu. Jesus está voltando, por isso, é tão urgente que venhamos empregar nosso tempo e nossos talentos diligentemente em sua obra. Não aja jamais como o servo negligente, que com medo do seu senhor, enterrou seu talento. Utilize suas habilidades em favor do Reino de Deus, pois o Pai vai lhe recompensar por isso.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): Os crentes prestarão contas de suas ações e se suas obras passarem pelo crivo do Senhor receberão galardões.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A distribuição de recompensas será feita no julgamento. Tais recompensas nunca serão concedidas para satisfazer o ego do crente, mas trazer louvor e glórias a Cristo, aquEle que capacita o fiel a servir (Fp 1.11). Aos que servem com fidelidade são prometidas as recompensas. As boas obras, os frutos de justiça, glorificam aquEle que graciosamente imputou sua justiça aos crentes (Jo 3.21)” (LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, pp.463,64).

 
CONCLUSÃO
No Tribunal de Cristo, os crentes fiéis verão que valeu a pena suportar as aflições do tempo presente: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Eles receberão seus galardões. Jesus é que fará a criteriosa avaliação das obras dos salvos para dar a cada um conforme o seu trabalho (Ap 22.12).

 
PARA REFLETIR

A respeito da Escatologia Bíblica, responda:

1° Todo o crente vai comparecer ante o tribunal de Cristo?
Resp: Todos os crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou não, pelo que fizeram em sua vida.

 

2° Qual a condição para ter sido salvo e permanecer salvo?
Resp: Estar “em Cristo Jesus” é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer salvo.

 

3° Quando se dará o Tribunal de Cristo?
Resp: Segundo Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que Jesus voltar.

 

4° Como as intenções do coração serão provadas?
Resp: A Palavra de Deus diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual a verdadeira intenção do coração.

 

5° Segundo a lição, que tipos de obra perecerão?
Resp: Madeira, feno e palha.

 

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O Tribunal de Cristo e os galardões
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão” (1Co 3.14). A doutrina do Tribunal de Cristo visa ensinar sobre como a Igreja prestará contas de tudo o quanto fez enquanto esteve presente no mundo. Ali, todas as obras se revelarão desde as mais complexas às consideradas mais simples. Será um momento de julgamento divino acerca das ações e atitudes dos salvos em Cristo. Entretanto, é importante não confundir o Tribunal de Cristo com o Trono Branco. Este será destinado aos ímpios que serão julgados no final do Milênio, e aquele se destina aos crentes vivos e mortos, que foram ressuscitados pelo Senhor no advento do Arrebatamento da Igreja, a fim de serem julgados e receberem cada um, conforme a verdade de suas ações, o seu galardão.

O julgamento do Tribunal de Cristo se mostra tão sério que o texto base da lição da semana usa a imagem do “fogo” como elemento probatório à “verdade” e “valor” da obra julgada — é importante ressaltar que no Tribunal de Cristo serão julgadas as obras dos crentes. Conquanto a salvação de Cristo seja pela graça mediante a fé, o galardão entregue a cada crente será distribuído mediante as obras. Neste aspecto, as obras do crente são essenciais para justificá-los diante do Tribunal de Cristo.

O texto de 1 Coríntios 3 mostra que acerca dos líderes, mas que pode ser aplicado a toda comunidade de crentes, a maneira pela qual eles continuarão a edificar a Igreja de Cristo será julgada neste Tribunal.
Aqui, se verificará que tipos de obras tais líderes fizeram: se edificaram o edifício de ouro, se de prata, se de pedras preciosas, se de madeira, feno ou palha. Então, o detalhe de cada obra será manifesto naquela oportunidade. Então, o “fogo” provará a essencialidade de cada obra. Se após a provação do “fogo”, a obra permanecer, o crente receberá o seu galardão; senão, não o receberá. O texto diz que a obra padecerá sofrimento, mas isso não interferirá na salvação do crente. Este será salvo como pelo fogo, ou em linguagem mais contemporânea, “como por um triz” ou “por um fio” (1Co 3.14).

Professor estimule aos alunos a viverem o mandamento de Jesus: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Mc 12.31). Explique-os que toda a boa obra na vida do crente deve se fundamentar no princípio mandatório de nosso Senhor: o amor.




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Lições Bíblicas CPAD - 2º Trimestre de 2016 - Carta aos Romanos



Esta é a capa da nova Revista Lições Bíblicas Adulto
para o 2º Trimestre de 2016.

Maravilhosa Graça: O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos
 
Comentário: Pr. José Gonçalves
 
 



Sumário

Lição 1 - A Epístola aos Romanos
Lição 2 - A Necessidade Universal da Salvação em Cristo
Lição 3 - Justificação, somente pela fé em Jesus Cristo
Lição 4 - Os Benefícios da Justificação
Lição 5 - A Maravilhosa Graça
Lição 6 - A Lei, a Carne e o Espírito
Lição 7 - A Vida Segundo o Espírito
Lição 8 - Israel no Plano da Redenção
Lição 9 - A Nova Vida em Cristo
Lição 10 - Deveres Civis, Morais e Espirituais
Lição 11 - A Tolerância Cristã
Lição 12 - Cosmovisão Missionária
Lição 13 - O cultivo das relações interpessoais


 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Reflexão

 


Lição 5 CPAD - 1° Trimestre 2016


Lições Bíblicas CPAD / Adultos

Título: O final de todas as coisas — Esperança e glória para os salvos

Comentarista: Elinaldo Renovato




TEXTO ÁUREO: Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens [...]” (1Ts 4.17).

 
VERDADE PRÁTICA: O arrebatamento da Igreja será a completude da salvação, quando todos os salvos serão glorificados.

 
OBJETIVO GERAL: Ressaltar que o arrebatamento da Igreja será a completude da salvação.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I. refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Saber que todos os salvos serão arrebatados;

II. Explicar como se dará o arrebatamento e a ressurreição dos mortos;

III. Compreender o que acontecerá antes e depois do arrebatamento.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, a lição de hoje trata a respeito da esperança de todo o crente — o arrebatamento da Igreja. Nossa esperança não é incerta, ela é segura, pois quem garante é o próprio Senhor Jesus Cristo. O mundo, que rejeita a Jesus e seu sacrifício, não tem esperança, porém aqueles que já entregaram suas vidas ao Salvador têm a certeza de que em breve iremos nos encontrar com Ele.
O arrebatamento da Igreja é ensinado de maneira bem clara em 1 Tessalonicenses 4.15-18. Leia com atenção estes versículos, pois este texto bíblico aumenta a nossa confiança de que um dia estaremos para sempre juntos com os entes queridos que já partiram e estão com o Senhor.

 
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito de um dos acontecimentos mais gloriosos e esperados desde que o Senhor Jesus foi assunto aos céus — o arrebatamento da Igreja. Esta lição é de máxima importância para os nossos dias, já que ultimamente se ensina tão pouco a respeito da volta de Jesus.

 
PONTO CENTRAL: A Igreja de Cristo será arrebatada pelo Senhor. Todos os salvos subirão para se encontrarem com Jesus.

 
I. TODOS OS SALVOS SERÃO ARREBATADOS
Na primeira fase de sua vinda, no arrebatamento da Igreja, Jesus não tocará na Terra. Ele estará “nos ares” ou “nas nuvens” (1Ts 4.17).

1. A reunião dos salvos no encontro com Cristo.
A palavra arrebatamento no grego é harpazo. Este vocábulo dá a ideia de rapto, ou de remoção repentina, de modo súbito. O arrebatamento da Igreja reunirá os que morreram em Cristo, isto é, confessaram a Jesus como seu Salvador e permaneceram fiéis até a morte (Ap 2.10; 1Ts 5.23), e os que estiverem vivos, aguardando o glorioso evento (1Ts 4.13).

 

2. Quem será arrebatado?
Todos os salvos que foram transformados mediante o novo nascimento. Só chegarão aos céus aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro. A vida cristã não é fácil, exige renúncia. O caminho que conduz ao céu é estreito. Todo crente, em sua jornada aqui na terra, enfrenta montes e vales, alegrias e tristezas. Infelizmente, muitos não perseveram e acabam voltando atrás, se desviam e acabam vencidos pela carne, o mundo e Satanás. Seja fiel, meu irmão e minha irmã, pois há uma recompensa para os que são fiéis e igualmente para todos os infiéis. A Palavra de Deus alerta que no grande dia do Senhor os ímpios “ficarão de fora” (Ap 22.15), mas os que permaneceram no Senhor serão transformados e subirão para se encontrar com Deus. A promessa do arrebatamento e do céu é para quem vencer (Ap 3.12). Não desista!

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I): Todos os salvos em Jesus Cristo serão arrebatados.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor enfatize que “o arrebatamento da Igreja é um dos eventos proféticos mais comoventes e empolgantes da Bíblia”. Em seguida, leia com os alunos 1 Tessalonicenses 4.15-18. Depois copiem no quadro os cinco estágios do arrebatamento que 1 Tessalonicenses 4.15-18 apresenta. Discuta com os alunos cada um dos estágios do arrebatamento:
“O próprio Senhor descerá do céu com alarido e com som de trombetas;

Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
Nós que estivermos vivos e permanecermos na Terra seremos ‘arrebatados’ (gr. harpazo) juntamente com eles nas nuvens;

Encontraremos o Senhor;
Estaremos sempre com Ele. O apóstolo Paulo também revelou o que chamou de ‘mistério’ a respeito do arrebatamento. Em 1 Coríntios 15.51-53, ele explicou que alguns crentes não dormiriam (morreriam), mas seus corpos seriam instantaneamente transformados” (Adaptado de: LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.81).

 
 
 
II. O ARREBATAMENTO E A RESSSURREIÇÃO DOS MORTOS

1. A ignorância acerca dos mortos (1Ts 4.13).
Ao fazermos uma leitura atenta das primeiras Epistolas aos Tessalonicenses e Coríntios, vemos que os crentes tinham muitas dúvidas acerca dos mortos em Cristo (1Co 15.12-23,35-54). Erroneamente, acreditavam que na volta de Jesus, os que já haviam morrido não tinham mais esperança de ressuscitar. Atualmente, muitos também têm dúvidas quando o assunto é acerca dos que já dormem. Porém, a Palavra de Deus assegura-nos que os mortos hão de ressuscitar: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele” (1Ts 4.14). Em outra ocasião, tratando desse mesmo assunto, Paulo ainda afirma: “Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1Co 15.20-23). Não precisamos nos preocupar com aqueles que já dormem com o Senhor, pois quando chegarmos aos céus os encontraremos.

 
2. A primeira e a segunda ressurreição.

É a ressurreição dos salvos, daqueles que esperam a volta de Jesus. O primeiro a dar início à primeira ressurreição foi Jesus. Ninguém reviveu, vencendo a morte física, definitivamente ou para sempre, antes dEle. Cristo é “as primícias dos que dormem”, conforme disse Paulo (1Co 15.20). Contudo, na primeira ressurreição, farão também parte desse evento glorioso: “as duas testemunhas” (Ap 11.1-12); o grupo dos “mártires”, aqueles que aceitarão a Cristo na “grande tribulação” (Ap 7.9-17). A segunda ressurreição será para os ímpios, após o milênio (Ap 20.5,6).


3. A transformação dos crentes que estiverem vivos quando Jesus voltar.
Os salvos que estiverem vivos na volta de Jesus serão arrebatados e transformados (1Ts 4.17). A transformação dos vivos é um mistério: “Eis aqui vos digo um mistério: [...] nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revista da imortalidade” (1Co 15.51-53). Pela transformação, o corpo se tornará espiritual e glorificado.
Diz a Bíblia “que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrrupção” (1Co 15.50). Com corpos glorificados, semelhantes ao de Jesus (Fp 3.21), os salvos poderão ir “ao encontro do Senhor nos ares”.
 

SÍNTESE DO TÓPICO (II): Os que estiverem vivos na segunda vinda de Cristo serão arrebatados e os que morreram em Cristo ressuscitarão para a vida eterna.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Professor, reproduza o quadro abaixo para seus alunos. Analise, juntamente com eles, os eventos do arrebatamento.

 


III. ANTES DO ARREBATAMENTO E DEPOIS DELE

1. Antes, é preciso vigilância.
Como já é do seu conhecimento, todo crente deve estar preparado a cada dia, a cada instante para o arrebatamento. Ao deitar e ao levantar, o crente precisa estar preparado espiritualmente, pois, quando “a trombeta de Deus” tocar, anunciando a volta de Cristo, não haverá mais tempo, um segundo sequer, para alguém se preparar. Os pais não poderão avisar aos filhos; os esposos não poderão avisar às esposas e vice-versa. Todos esses alertas devem ser dados agora, no dia que se chama hoje. Porque, no arrebatamento, os eventos finais serão de uma rapidez surpreendente, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52).

 
2. Depois, viveremos felizes para sempre.
Jesus, a expressão máxima do amor de Deus, voltará para buscar a sua amada Igreja (Jo 14.3). A Igreja, a “Noiva do Cordeiro”, há de se encontrar com seu “Noivo”, nas nuvens, e viverão felizes por toda a eternidade. Desde o seu início, a Igreja tem sofrido todo tipo de perseguição e infortúnio. Mas em todos os embates, ela saiu vitoriosa. Porque Jesus, o Noivo, afirmou: “[...] edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Atualmente a Igreja e os crentes são perseguidos em muitos países, mas a Noiva do Senhor subirá ao encontro dEle, para encontrá-lo “nas nuvens” (1Ts 4.17). João viu o final da história dos cristãos e alegrou-se muito: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Ap 19.7).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): Antes do arrebatamento estamos sujeitos às intempéries da vida, mas depois do arrebatamento viveremos felizes para sempre com Jesus Cristo.

 
CONCLUSÃO
No grande evento (o arrebatamento da Igreja), esperado pelos salvos, dar-se-á a reunião de todos os filhos de Deus, que nEle creem, desde a fundação do mundo. Os mortos serão ressuscitados e os vivos serão arrebatados. Por isso, se você crê no arrebatamento da Igreja, tenha esperança e procure purificar-se a cada dia mais, pois em breve a Igreja do Senhor não estará mais neste mundo tenebroso (1Jo 3.3).

 
PARA REFLETIR

A respeito da Escatologia Bíblica, responda:

1° Na primeira fase da sua vinda, no arrebatamento da Igreja, Jesus tocará na Terra?
Resp: Na primeira fase de sua vinda, no arrebatamento da Igreja, Jesus não tocará na Terra.

 

2° Qual o significado da palavra arrebatamento?
Resp: A palavra arrebatamento no grego é harpazo. Este vocábulo dá a ideia de rapto, ou de remoção repentina, de modo súbito.

 

3° Quem será arrebatado?
Resp: Todos os salvos que foram transformados mediante o novo nascimento.

 

4° Quem foi feito as primícias dos que dormem?
Resp: Jesus Cristo.

 

5° Quem fará parte da primeira ressurreição?
Resp: Os salvos que esperam a volta de Jesus.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

O arrebatamento da Igreja

Caro professor, a doutrina da Segunda Vinda do Senhor tem dois aspectos que precisam ser destacados: o secreto e o público. São duas as etapas que constituem a Segunda Vinda do Senhor. A primeira é visível somente para a Igreja, mas invisível ao mundo; a segunda etapa é visível a todas as pessoas, pois “todo olho verá”. Na presente lição, o aspecto tratado será o primeiro, ou seja, a doutrina do Arrebatamento da Igreja.
Ao introduzir a lição desta semana na classe, defina o termo “arrebatamento”. Mostre aos alunos que o termo se origina da palavra grega harpagêsometha que significa “àquilo que é frequentemente chamado”. Refere-se à ideia de se encontrar com o Senhor para celebrá-lo como Ele é. A ideia de nos encontrarmos com o Senhor faz um paralelo com 1 Tessalonicenses 4.15, onde a palavra parousia aparece determinando os seguintes significados: “presença” e “vinda” do Senhor. Por isso, há algumas linhas de pensamentos distintas, em que outros irmãos em Cristo consideram que o Arrebatamento e a Vinda Gloriosa serão um só evento.

Entretanto, o contexto do Arrebatamento como um acontecimento distinto à Vinda Gloriosa está nos escritos do apóstolo Paulo. Este tinha em mente o arrebatamento quando exortava os crentes do Novo Testamento a terem esperança: “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4.17). Textos como Colossensses 3.4; Judas 14 dão conta dos crentes voltando com Cristo para julgar os ímpios após o Arrebatamento da Igreja.