quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Lição 4 - CPAD


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito — Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

Comentarista: Osiel Gomes
  


 
TEXTO ÁUREO: Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos(Fp 4.4).

 
VERDADE PRÁTICA: A alegria, fruto do Espírito, não depende de circunstâncias.

 
LEITURA DIÁRIA

Segunda — Pv 14.30: A inveja faz a alma adoecer

Terça — Gn 30.1: A inveja gera rivalidades e prejudica os relacionamentos

Quarta — Pv 3.31: Não tenhas inveja do homem violento

Quinta — Rm 13.13: Não ande em dissoluções, nem contendas e inveja

Sexta — 1Co 3.3: Não seja um crente invejoso

Sábado — Tg 3.14: Não dê lugar a inveja em seu coração

 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 16.20-24.

20 — Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria.

21 — A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo.

22 — Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará.

23 — E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.

24 — Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.

 
HINOS SUGERIDOS: 188, 351 e 400 da Harpa Cristã.

 
OBJETIVO GERAL: Explicar a alegria como fruto do Espírito e a inveja como obra da carne.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS



Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar que Deus é a fonte da nossa alegria;

II. Entender que a inveja traz muitos males para o invejoso;

III. Saber que o crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.
 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, na lição de hoje veremos a oposição entre um aspecto do fruto do Espírito e uma das obras da carne: alegria x inveja. A alegria do crente existe apesar das circunstâncias. Paulo, mesmo aprisionado e acorrentado, estava cheio de alegria porque, independente do que lhe acontecesse, Jesus estava com ele. Já a inveja e o desejo de querer possuir o que o outro tem, pode levar a outros pecados como adultério e assassinato; e dificilmente a pessoa admitirá o seu pecado. Acabe foi um exemplo. Além de invejar e desejar a propriedade de outra pessoa, ele se recusou a admitir o seu pecado contra Deus pois estava cego pela inveja e pelo ódio. O rei acabou cometendo um assassinato contra Nabote. Que a alegria seja evidenciada em sua vida e a inveja não encontre oportunidade em seu coração.

 
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a alegria, como fruto do Espírito, e a inveja, como obra da carne. Veremos que a alegria que sentimos, e que é resultado do fruto do Espírito, não depende das circunstâncias.Mesmo enfrentando dificuldades e tribulações, podemos ter alegria em nosso coração. Estudaremos também a respeito da inveja, um sentimento terrível que faz parte da natureza adâmica. Veremos que tal sentimento não agrada a Deus e prejudica o próximo.

 
PONTO CENTRAL:  O crente tem a alegria do Espírito apesar das circunstâncias.

 
I. ALEGRIA, FELICIDADE INTERIOR

1. A alegria do Senhor.
A alegria, como fruto do Espírito, não está relacionada às circunstâncias e não depende dos bens materiais. No texto de João 16.20-24, Jesus afirma que daria uma alegria permanente para os seus servos de maneira que nada, nesse mundo, conseguiria tirá-la, nem mesmo a morte. A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus. Quem tem a alegria do Espírito não tem espaço para o desânimo, a melancolia e a inveja. Deus deseja que todos os seus servos sejam cheios de alegria, “pois a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). Zacarias profetizou acerca da entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, dizendo que tal ato traria alegria (Zc 9.9); Paulo incitava os crentes a serem alegres em todo o tempo (Fp 4.4) e o salmista incentiva o povo a servir a Deus com alegria (Sl 100.2). A maior alegria do crente está no fato de que seu nome já foi escrito no Livro da Vida e que Jesus em breve voltará.


2. A fonte da nossa alegria.
Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos (Tg 1.17). O melhor presente que o Senhor já nos concedeu foi à vinda de Jesus a este mundo e o seu sacrifício, na cruz, para perdão dos nossos pecados (Jo 3.16). Talvez você esteja enfrentando uma situação difícil e, por isso, está com o seu coração triste e pesaroso. Mas creia que o Deus que não poupou o seu próprio Filho dará a você todas as coisas que necessita para sua completa alegria no Espírito Santo (Rm 8.32). Os irmãos do primeiro século, mesmo sofrendo, alegravam-se em Deus, e essa alegria deu-lhes forças para enfrentar toda a sorte de perseguição. Paulo e Silas, depois de serem açoitados e presos, cantavam hinos de louvor a Deus, mostrando que não estavam tristes ou amargurados pelo sofrimento (At 16.24,25).


3. A bênção da alegria.
Diante dos embates e conflitos da vida, o crente em Jesus Cristo não perde a paz nem a alegria, pois o seu regozijo vem da comunhão com o Pai. Essa comunhão é estabelecida mediante a oração, a leitura da Palavra e o jejum. O crente vive por fé e não por circunstâncias. O profeta Habacuque declarou que ainda que não houvesse provisão, ele se alegraria no Senhor e o exaltaria (Hb 3.17,18). Pertencer ao Senhor e receber da sua alegria é um grande privilégio que nos leva a exaltar e adorar ao Senhor em todo o tempo.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): A alegria resulta de ter o Espírito Santo.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo em nós. O Espírito produz esses traços de caráter que são encontrados em Cristo, e que são o resultado do controle de Cristo — não podemos obtê-los tentando consegui-los sem a Sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir a nossa vida à dEle (veja Jo 15.4,5). Devemos conhecê-lO, amá-lO, lembrá-lO e imitá-lO. Como resultado, cumpriremos o propósito da lei — amar a Deus e aos homens. Quais dessas qualidades você quer que o Espírito produza em você?” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.41,42).

 

II. INVEJA, O DESGOSTO PELA FELICIDADE ALHEIA

1. Definição.
Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe “a palavra grega phthonos, que designa inveja” é utilizada em todo o Novo Testamento. A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo. Dor diante daquilo que é bom para o outro, por isso, Provérbios 14.30 diz que “a inveja é a podridão dos ossos”. O invejoso se amargura e adoece emocionalmente pelo fato de ele não ter o que a outra pessoa tem. A inveja faz com que as pessoas se utilizem de atitudes mesquinhas e malévolas para prejudicar o outro. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica. Esse sentimento perverso tem a sua origem em Satanás, pois ele tentou ser semelhante a Deus (Is 14.12-20).


2. Inveja, fruto da velha natureza.
Aprendemos em Gálatas 5.21 que a inveja é obra da carne. Uma pessoa dominada pela carne não mede esforços para degradar as qualidades boas existentes em outras pessoas. Infelizmente, muitos crentes ainda se deixam dominar por esse sentimento e acabam prejudicando a Igreja do Senhor e impedindo até que algumas pessoas se convertam. Que o Senhor livre os nossos corações dessa motivação perversa.


3. Os efeitos da inveja.
A inveja jamais trará bons resultados, pois é nociva e destruidora. Esse sentimento leva as pessoas a cometerem toda a sorte de maldade. Tomemos como exemplo os irmãos de José. Foi por inveja que eles o venderam como escravo aos mercadores (Gn 37.28). Alguns dos conflitos existentes entre Raquel e Lia também surgiram por causa da inveja de Raquel (Gn 30.1). A inveja que Saul passou a alimentar em relação a Davi levou-o a adoecer mental e espiritualmente (1Sm 18.7,8). Fez também com que ele perseguisse e desejasse matar a Davi (1Sm 18.10,11). Quantos não estão sendo também perseguidos e até “mortos” pela inveja. Ela separa os irmãos, destrói as famílias e igrejas.
Em o Novo Testamento, vemos que o Filho de Deus foi preso e levado a Pilatos por inveja dos sacerdotes (Mt 27.18). Paulo alertou a Timóteo e a Tito a respeito desse sentimento nefasto (1Tm 6.4; Tt 3.3). A inveja é obra da carne e somente encontra guarida nos corações daqueles que ainda são dominados pela velha natureza e não pelo Espírito Santo.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II):  A inveja pode facilmente levar a outros pecados e demonstra falta de confiança em Deus.

 
SUBSÍDIO DIDÁTICO
“Cobiçar” é desejar a propriedade de outras pessoas. Não devemos fixar nossos desejos em nada que pertença a outra pessoa. Não apenas esses desejos nos fariam infelizes, como também pode nos levar a cometer outros pecados, como adultério e roubo. Invejar os outros é um exercício inútil, porque Deus pode propiciar tudo o que realmente necessitamos, mesmo se não nos der sempre tudo o que queremos. Para deixar de cobiçar, precisamos praticar o contentamento com o que temos. O apóstolo Paulo enfatiza a importância do contentamento em Filipenses 4.11. É uma questão de perspectiva. Em vez de pensar no que não temos, devemos agradecer a Deus pelo que Ele nos deu, e nos esforçar para ficar satisfeitos. Afinal, o nosso bem mais importante é gratuito e está disponível a todos — a vida eterna, que só é dada por Cristo” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2013, p.462).

 

CONHEÇA MAIS



“Gozo” A palavra grega chara, que traduzimos por ‘gozo’ ou alegria, inclui a ideia de um deleite ativo. Paulo fala em regozijar-se na verdade (1Co 13.6). O termo também está estreitamente ligado à esperança. Paulo fala em regozijar-se na esperança (Rm 12.12). É a expectativa positiva de que Deus está operando na vida dos nossos irmãos na fé, uma celebração da nossa futura vitória total em Cristo. A alegria é o âmago da adoração. Os deveres pesados são transformados em deleite, o ministério é elevado a um plano mais alto e a operação dos dons torna-se cintilante com essa alegria. Para conhecer mais, leia Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.489.

 
III. A ALEGRIA DO ESPÍRITO É PARA SER VIVIDA

1. A alegria no viver.
Não tenha medo de sorrir e de desfrutar da felicidade que Cristo nos oferece. Não se esqueça de que Jesus veio ao mundo para nos dar vida abundante, mesmo enfrentando tribulações (Jo 10.10). O Senhor Jesus disse que, no mundo, teríamos aflições, mas Ele nos exortou a ter bom ânimo (Jo 16.33). Jesus deseja que tenhamos vitória sobre as aflições e tristezas.


2. Alegria no servir.
Servir a Deus e ao próximo é um privilégio, por isso, o fazemos com alegria (Sl 100.2). Muitos querem ser servidos, mas precisamos seguir o exemplo do Mestre. Ele declarou que não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10.45). Jesus serviu aos seus discípulos, aos pobres e necessitados. Sua alegria e desprendimento para o serviço era resultado da sua comunhão com o Pai. O Todo-Poderoso também se alegrou com as obras do Filho (Mt 3.16,17).


3. Alegria no contribuir.
Você tem entregue seus dízimos e ofertas com alegria? Contribuir para a expansão do Reino de Deus é uma alegria e um privilégio. Paulo ensinou aos coríntios a contribuírem não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento (2Co 9.7). O que agrada ao Pai não é o valor da nossa contribuição, mas a disposição do nosso coração (Lc 21.1-4). Nossas ofertas e dízimos são uma forma de louvor e gratidão a Deus por tudo que Ele fez, tem feito e fará em nosso favor.
Não entregue suas ofertas para ser visto pelos homens ou para barganhar com Deus, buscando ser abençoado de alguma forma. Entregue a Deus o seu melhor com alegria, pois você já foi e é abençoado por Deus. O Senhor merece o nosso melhor.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): Viver a alegria do Espírito em sua plenitude é uma dádiva da vida do crente.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“O contentamento é um dom de Deus”
Você está satisfeito, a despeito das circunstâncias que enfrente? Paulo sabia como ficar contente, quer tivesse abundância ou estivesse em necessidade. O segredo era buscar a força e a resistência no poder de Deus. Você tem grandes necessidades ou está descontente porque não tem o que deseja? Aprenda a confiar nas promessas de Deus e no poder de Cristo para ajudar você a ficar satisfeito e contente. Se você sempre quer mais, peça que Deus remova esse desejo e lhe ensine o contentamento em cada circunstância. Ele suprirá todas as suas necessidades, mas de uma maneira que Ele sabe que é melhor para você. [...] Paulo estava contente e satisfeito, porque podia ver a vida do ponto de vista de Deus. Ele se concentrava no que deveria fazer e não no que achava que deveria ter. Paulo tinhas as prioridades corretas e era grato por tudo o que Deus lhe dera. Ele havia se separado do que não era essencial, para que pudesse se concentrar no que é eterno” (Manual da Bíblia de Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2013, pp.163,164).

 

CONCLUSÃO
Que a alegria, como fruto do Espírito, seja derramada em nossos corações, mesmo enfrentando lutas e tribulações e que jamais venhamos permitir que a inveja tenha lugar em nossos corações. Que amemos a Deus e ao próximo, alegrando-nos com o seu sucesso.

 
PARA REFLETIR

A respeito da alegria, fruto do Espírito e da inveja; hábito da velha natureza, responda:

1° Segundo a lição, o que é a alegria do Espírito?
Resp: A alegria do Espírito é um estado de graça e de bem-estar espiritual que resulta da comunhão com Deus.

 

2° Qual é a fonte de nossa real alegria?
Resp: Deus é a fonte da nossa alegria e de todas as dádivas que recebemos.

 

3° Defina inveja.
Resp: A inveja é uma dor intensa (interior), diante do sucesso do próximo; “a inveja é a podridão dos ossos”. Definitivamente, a inveja é um sentimento negativo que pertence à natureza adâmica.

 

4° A inveja é resultado do quê?
Resp: A inveja é fruto da velha natureza.

 

5° Como deve ser a nossa contribuição?
Resp: Devemos contribuir não com tristeza ou por obrigação, mas com alegria, pois Deus ama ao que oferta com contentamento.

 

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Lição 3 CPAD - 1° Trimestre 2017


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito — Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

Comentarista: Osiel Gomes

 

 
TEXTO ÁUREO: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

 
VERDADE PRÁTICA: Oremos e vigiemos para que não sejamos surpreendidos pelas obras da carne.

 
LEITURA DIÁRIA

Segunda — Gl 5.19

O perigo da prostituição, da impureza e da lascívia

 
Terça — Gl 5.20a

O perigo da idolatria, das feitiçarias e das inimizades

 
Quarta — Gl 5.20b

O perigo das contendas, das disputas e das iras

 
Quinta — Gl 5.21

O perigo da inveja, dos homicídios, das bebedices e das glutonarias

 
Sexta — Gl 5.21b

O perigo fatal das obras da carne

 
Sábado — Gl 5.16

Como vencer as obras da carne

 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 6.39-49.

39E disse-lhes uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar outro cego? Não cairão ambos na cova?

40O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.

41E por que atentas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?

42Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.

43 Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.

44Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.

45O homem bom, do bom tesouro do seu coração, tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração, tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca.

46 E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?

47Qualquer que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante.

48 É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre rocha.

49 Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

 
HINOS SUGERIDOS: 419, 491 e 530 da Harpa Cristã.

 
OBJETIVO GERAL: Explicar o perigo das obras da carne.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 
 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Identificar o que é concupiscência da carne;

II. Mostrar o que é um caráter moldado pelo Espírito;

III. Saber que uma vida que não agrada a Deus vive segundo a carne e é infrutífera.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, todo ensino deve provocar uma mudança. Se não há mudança, não há aprendizado. Seus alunos devem entender o perigo das obras da carne e repudiar isso de suas vidas. Todos estão sujeitos a caírem nesse mal, mas a partir do momento que o Espírito Santo tem o total controle sobre o crente, dificilmente as obras da carne terão chance de se sobressair. A oração e a vigilância são elementos fundamentais para a luta contra uma vida de pecado, considerando que para Deus não há tamanho de pecado. Pecado é pecado e ponto! O crente deve ouvir a Palavra e ser semelhante ao homem prudente: colocando em prática tudo o que ouvir. Fazendo assim, permaneceremos firmes quaisquer que sejam as tempestades que possam assolar a nossa vida.
 

INTRODUÇÃO
A lição deste domingo é um alerta para os que querem agradar a Deus e ter uma vida frutífera. Estudaremos o perigo das obras da carne. Precisamos ter cuidado, pois dentro de todo crente habita duas naturezas: a natureza adâmica, a qual foi corrompida na Queda, e a nova natureza, que é resultado da regeneração, do novo nascimento (Jo 3.3). Veremos que a natureza adâmica, se não for controlada pelo Espírito, produz frutos que levam o crente à morte espiritual.

 
PONTO CENTRAL: A natureza adâmica deve ser controlada pelo Espírito.

 
I. A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE

1. A concupiscência da carne.
Você sabe o significado da palavra concupiscência? Segundo o Dicionário Wycliffe, este é um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos” (Rm 7.8). A velha natureza, se não for controlada pelo Espírito, leva-nos a cometer as piores ações e abominações. Por isso, precisamos vigiar e viver constantemente cheios do Espírito Santo (Ef 5.18). Paulo advertiu a Igreja, explicando que, quem semeia na carne, ou seja, vive segundo a velha natureza, da carne ceifará corrupção (Gl 6.8). Nossos desejos e vontades devem ser controlados pelo Espírito Santo, pois os desejos da velha natureza são impuros e nos conduzem para a morte espiritual.


2. A vida guiada pela concupiscência da carne.
Quem controla seus desejos? Temos anseios, mas estes precisam ser controlados por Deus. Devemos submeter nossos pensamentos e desejos ao controle divino. O crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa sem controle, sem qualquer deferência. A Palavra de Deus nos ensina que precisamos mortificar nossa natureza (Cl 3.5). Mortificar é permitir que Deus controle nossos pensamentos, vontades e ações. Vivemos em uma sociedade hedonista, onde a busca pelo prazer tem feito com que muitos sejam dominados por desejos malignos, praticando, sem qualquer pudor, toda a sorte de impureza, e tudo em nome do prazer e da liberdade. Diante desse triste quadro, a Igreja não pode se calar, mas deve expressar suas virtudes anunciando a mensagem da salvação.


3. A vida conduzida pela concupiscência dos olhos.
Longe de Deus e sem o controle do Espírito Santo, o homem manifesta seus desejos mais perversos, trazendo sérios prejuízos para os relacionamentos na Igreja e fora dela. Quando o homem se torna insensível à voz de Deus e ao Espírito, sendo governado apenas por seus instintos, torna-se semelhante aos animais. Uma vida conduzida pela velha natureza leva as pessoas a olharem apenas para os prazeres momentâneos que o mundo oferece, não atentando para o que é eterno. Davi viu e desejou a mulher de Urias, e o seu desejo descontrolado o levou a cometer um adultério e um homicídio (2Sm 11.1-4). Ele não atentou para as consequências dos seus atos. O crente não pode se deixar seduzir pelos prazeres deste mundo (1Jo 2.15-17).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): A concupiscência da carne e a concupiscência dos olhos levam a pessoa a viver uma vida fora dos padrões divinos.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Algumas pessoas pensam que o mundanismo está limitado ao comportamento exterior — as pessoas com quem nos associamos, os lugares que frequentamos, as atividades que apreciamos. O mundanismo é também interior, porque começa no coração, e é caracterizado por três atitudes: (1) a cobiça pelo prazer físico — a preocupação com a satisfação dos desejos físicos; (2) a cobiça por tudo o que vemos — almejar e acumular coisas, curvando-se ao deus do materialismo; e (3) o orgulho das nossas posses — obsessão pela condição, posição ou por ser importante. Quando a serpente tentou Eva (Gn 3.6), tentou-a nestes aspectos. Semelhantemente, quando o Diabo tentou Jesus no deserto, estas foram as três áreas de ataque (ver Mt 4.1-11).
Em contraste, Deus estima o autocontrole, um espírito de generosidade, e o compromisso de servir com humildade. É possível dar a impressão de evitar os prazeres mundanos e ao mesmo tempo abrigar atitudes mundanas no coração. É também possível, como Jesus, amar os pecadores e dedicar-lhe tempo, enquanto mantemos um forte compromisso com os valores do Reino de Deus. Quais são os valores mais importantes para você? Suas ações refletem os valores de Deus ou os valores do mundo?” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2003, p.1783-84).

 

CONHEÇA MAIS




“Carnal”
Esta palavra aparece somente no Novo Testamento, embora o termo ‘carnalmente’ seja encontrado três vezes no Antigo Testamento. ‘Carnal’ aparece no Novo Testamento onze vezes, e ‘carnalmente’ uma vez. ‘Carnal’ significa ‘pertinente à carne’. O substantivo sarx significa basicamente o corpo de um animal ou de uma pessoa, ou a carne de um animal. No entanto, no Novo Testamento, o termo ‘carnal’ algumas vezes está literalmente relacionado à carne, e algumas vezes à antiga natureza humana corrompida por Adão, que é encontrada em todos os homens”. Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.379.

 
II. A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO

1. O caráter.
No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”. Contudo, é importante ressaltar que esta palavra tem diferentes significados em distintas ciências, como a sociologia e a psicologia. Segundo o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais, que caracterizam um indivíduo”. O caráter não é inato e pode ser mudado.


2. O caráter moldado pelo Espírito.
Quando aceitamos Jesus e experimentamos o novo nascimento, nosso caráter passa por uma transformação. O Espírito Santo trabalha em nós a fim de que sejamos semelhantes a Jesus. Mas para que essa transformação aconteça precisamos nos submeter inteiramente a Deus. Se quisermos uma vida espiritual frutífera, precisamos dar oportunidade ao Espírito Santo para que Ele trabalhe em nossas vidas produzindo o fruto do Espírito (Gl 5. 22). Não adianta apenas dizer que é crente, é preciso evidenciar o nosso caráter cristão mediante as nossas ações (Mt 5.16). Muitos se dizem crentes, mas suas ações demonstram que nunca tiveram um encontro real com o Salvador. Muitos estão na igreja, mas ainda não foram realmente transformados por Jesus, pois quem está em Cristo é uma nova criatura e como tal procura andar em novidade de vida, pois já se despiu do velho homem, da natureza adâmica (2Co 5.17). Crentes que vivem causando escândalos, divisões, rebeldias, jamais experimentaram o novo nascimento.


3. Ataques ao seu caráter.
Em sua vida cristã, você terá que lutar com três inimigos que farão de tudo para macular o seu caráter: a carne, o Diabo e o mundo. Muitos acabam sendo vencidos por eles. Para enfrentar e vencer esses inimigos é preciso ter uma vida de comunhão com o Pai. É necessário orar, ler a Palavra de Deus e jejuar. Sem a leitura da Bíblia, a oração e o jejum não conseguiremos vencer e ter uma vida frutífera.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): O caráter moldado pelo Espírito Santo é semelhante ao caráter de Cristo.
 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
É o Espírito Santo que produz o fruto espiritual em nós quando nos rendemos sem reservas a Ele. Isso abrange nosso espírito, alma e corpo e todas as faculdades que os constitui. O crente que quiser mandar na sua vida e fazer a sua vontade para agradar a si próprio pode continuar como cristão, mas nunca será vitorioso no seu viver em geral, e nem terá jamais o testemunho do Espírito na sua consciência cristã de que está em tudo agradando a Cristo e fazendo o seu querer. O fruto do Espírito é o caráter de Cristo produzido em nós para que em nosso viver o demonstremos ao mundo. Caráter este sem jaça, como revelado nos tipos, símbolos, figuras e nas inúmeras profecias messiânicas do Antigo Testamento, e nas diversas passagens do Novo Testamento que tratam do assunto, a começar pelos Evangelhos” (GILBERTO, Antonio. O Fruto do Espírito: A plenitude de Cristo na vida do crente. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.15-16).

 
III. UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS

1. Viver segundo a carne.
Se o crente vive dominado pelos desejos carnais, ele não pode agradar a Deus (Rm 8.8). Fomos criados para glorificar a Deus e produzir o fruto do Espírito. Viver segundo a carne causa males e danos à nossa vida e para o nosso próximo. Paulo exorta os crentes da igreja de Corinto para que vivam no Espírito, pois alguns estavam vivendo segundo a carne, de modo que suas ações eram evidentes: inveja, contendas e dissensões (1Co 3.3). Paulo deixa claro que os que assim estavam vivendo não poderiam agradar a Deus e ter uma vida de comunhão no Espírito Santo.
 

2. Vivendo como espinheiro.
Sabemos que a árvore é identificada não por suas flores ou folhas, mas por seus frutos. Jamais vamos colher laranja de uma macieira, pois cada árvore produz o seu fruto segundo sua espécie (Gn 1.11). Logo, é impossível um cristão dominado pelo Espírito Santo produzir as obras da carne. O homem bom tira de seu íntimo, do seu coração transformado, coisas boas, mas o homem mau tira do seu mau coração pelejas, dissensões, prostituição, iras, etc. (Mt 7.18-22).
Jotão apresenta algumas árvores em uma parábola para o seu povo (Jz 9.7-21). As árvores representam o povo de Siquém que desejavam um rei. Essas árvores eram boas: uma produzia azeite que era utilizado na unção dos sacerdotes e iluminação; outra produzia figos que alimentava o povo; a videira produzia vinho, que era usado nos sacrifícios de libações. Porém o espinheiro, arbusto inútil, representava Abimeleque. Muitos atualmente estão como Abimeleque, não produzem nada de útil para Deus ou para a próximo e ainda ferem as pessoas com seus espinhos. Quem vive segundo a carne se torna um espinheiro, inútil para Deus e para a Igreja.


3. Uma vida infrutífera.
Certa vez, Jesus contou uma parábola a respeito de uma árvore estéril, uma figueira (Lc 13.6-9). A figueira sem frutos refere-se primeiramente a Israel, porém ela também pode ser aplicada aos crentes que professam a Jesus e, no entanto, insistem em viver uma vida carnal, pecaminosa. Na parábola, o agricultor investe na figueira, adubando, regando, podando, ou seja, dando todas as condições para que produza fruto. Mas caso ela não viesse a frutificar seria cortada. Deus está investindo em sua vida e dando todas as condições para que você produza bons frutos, aproveite a oportunidade.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): O propósito do cristão deve ser viver uma vida que agrada a Deus, caso contrário, não tem valor algum professar a fé cristã.

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
Era um costume na Palestina antiga, assim como hoje, plantar figueiras e outras árvores nas vinhas. Era um meio de utilizar cada pedaço disponível de boa terra. A figueira aqui, como em todo o simbolismo bíblico, refere-se a Israel. [...] E foi procurar nela fruto, não o achando. Embora a figueira estivesse na vinha, ela não tinha outro propósito a não ser dar fruto. Da mesma forma, Israel só tinha uma razão para ocupar o primeiro ou qualquer outro lugar: cumprir a missão que lhe fora dada por Deus. Visto que a figueira era infrutífera, não teria o direito de existir; e visto que Israel se recusava a cumprir sua missão determinada por Deus, não tinha o direito de continuar” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 6. RJ: CPAD, 2006, pp.437-38).
 

CONCLUSÃO
Quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus. E a vida sem Deus torna-se infrutífera. Longe do Senhor nos tornamos espinheiros, nos ferimos e ferimos ao próximo. Busque a Deus e seja uma árvore frutífera.

 
PARA REFLETIR

A respeito do perigo das obras da carne, responda:

1° Qual o significado da palavra concupiscência?
Resp: É um “termo usado teologicamente para expressar os desejos malignos e lascivos que assediam os homens caídos”.

 

2° Para onde nossos desejos impuros nos conduzem?
Resp: Nos conduzem para a morte espiritual.

 

3° O que acontece quando o homem deixa de ouvir a voz de Deus e passa a ser guiado pelos seus desejos?
Resp: O crente que não tem uma mente conduzida pelo Espírito Santo torna-se uma pessoa sem controle, sem qualquer deferência.

 

4° O que significa caráter no grego?
Resp: No grego, caráter é charaktēr e significa “estampa”, “impressão” e “marca”.

 

5° O que é caráter?
Resp: Segundo o Dicionário Houaiss é “um conjunto de traços psicológicos e, ou morais, que caracterizam um indivíduo”.



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Lição 2 CPAD - 1° Trimestre 2017


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito — Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente

Comentarista: Osiel Gomes

 
TEXTO ÁUREO: Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento(Mt 3.8).

 
VERDADE PRÁTICA:Somente através de uma vida espiritual frutífera o crente poderá glorificar a Deus.

 
LEITURA DIÁRIA

Segunda — Jo 15.16

Fomos escolhidos e separados do mundo para dar fruto para Deus

 
Terça — Gn 1.11

O fruto identifica a espécie a que pertence a árvore

 
Quarta — Is 57.19

Louvor e adoração, o fruto dos lábios

 
Quinta — Fp 1.11

Frutos de justiça para o louvor de Deus

 
Sexta — Mt 3.10

A árvore que não produz bons frutos será cortada

 
Sábado — Mc 4.20

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 7.13-20.

13 — Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

14 — E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

15 — Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

16 — Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 — Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus.

18 — Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons.

19 — Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.

20 — Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.

 
HINOS SUGERIDOS: 83, 203 e 252 da Harpa Cristã.

 
OBJETIVO GERAL: Compreender o real significado da frutificação espiritual.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 

 
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Mostrar que uma vida controlada pelo Espírito requer de nós um viver santo e uma verdadeira comunhão com Deus;

II. Saber que o Espírito Santo molda o nosso caráter para sermos como Cristo;

III. Apresentar o propósito do fruto e a necessidade de se ter uma vida produtiva.
 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor, na lição de hoje estudaremos o propósito do fruto do Espírito. Este assunto é tão importante que o próprio Jesus reservou um tempo para ensinar a respeito da árvore e seus frutos, ou seja, cada árvore deve produzir frutos condizentes com sua espécie. Claramente Jesus buscava ensinar seus seguidores a terem cuidado com os ensinamentos que divergiam do seu: pelos frutos conhecemos aqueles que falam a verdade de Deus e aqueles falsos mestres enganadores. Hoje não é diferente. Devemos examinar não só as palavras dos mestres, mas também as suas atitudes. Da mesma maneira que existe uma relação entre as árvores e o tipo de fruto que produzem, aqueles que ensinam o que é correto têm um bom comportamento e um caráter elevado; procuram viver de acordo com as verdades das Escrituras. Cuide para que seus frutos sejam condizentes com seu ensino.

 
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos o propósito do fruto do Espírito. Nas Escrituras Sagradas, o vocábulo fruto tem muitos significados que podem ser utilizados para designar nossas ações e motivos. Veremos que Jesus, nosso Salvador, morreu e ressuscitou para nos ensinar o valor de uma vida frutífera (Jo 12.24). Nós somos fruto do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, logo temos a responsabilidade de frutificar para a glória de Deus.

 
PONTO CENTRAL: Glorificamos a Deus quando produzimos frutos condizentes com a vida cristã.

 
I. A VIDA CONTROLADA PELO ESPÍRITO

1. O que significa ser controlado pelo Espírito?
Significa ser cheio do Espírito Santo diariamente, não somente aos domingos (Ef 5.18). Se quisermos viver de modo a agradar a Deus e produzir frutos para a sua glória, precisamos cumprir o imperativo bíblico registrado em Efésios 5.18: “[...] Mas enchei-vos do Espírito”. O verbo encher aqui remete também a ser controlado, dominado, de modo que a pessoa não tem mais vontade própria. Quando somos controlados pelo Espírito Santo, os nossos pensamentos, ações e vontades passam a ser conduzidos por Ele. É lamentável, mas infelizmente muitos crentes não buscam mais o poder do Espírito Santo, pois estão mais preocupados com os bens desse mundo. Jesus nos advertiu a respeito de juntar tesouros na terra e não no céu (Mt 6.19,20).


2. Um viver santo.
O Espírito Santo nos ajuda a ter uma compreensão melhor de Deus e do seu Reino. Ele deseja nos ensinar a viver em novidade de vida, em santidade, mesmo habitando em um mundo corrompido pelo pecado e dominado pelo Inimigo (1Co 2.10-15). Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação; isso também ocorre com o crente (Ef 4.13). Esse nível de crescimento e maturação só pode ser alcançado com a ajuda e a ação do Espírito Santo. A vida frutífera é para os “maduros”. Quando os anos passam e o crente não alcança a maturidade espiritual, ele se torna vulnerável ao pecado e a todo vento de doutrina, sendo enganado pela astúcia dos que alegam falar em nome de Deus (Ef 4.14).


3. A verdadeira comunhão.
Você deseja ter uma vida de comunhão com Deus? Então invista tempo no seu relacionamento com Ele (Os 6.3). Ore, jejue e adore ao Senhor. A comunhão com Deus vai gerar em nós frutos excelentes que evidenciarão que o Pai habita em nós. Jesus ordenou que seus discípulos fossem para Jerusalém para serem revestidos de poder (At 1.8). Ele sabia que, para dar continuidade à sua obra e produzir bons frutos, os discípulos precisariam desse revestimento de poder.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): Uma vida controlada pelo Espírito produz em nós um viver santo e uma verdadeira comunhão com Deus.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Em Efésios 4.17-5.20, Paulo estabeleceu o contraste entre o ‘antes’ e o ‘depois’ da vida dos crentes. Embriagar-se com vinho era associado com o antigo modo de vida e seus desejos egoístas, terminando, por fim, em contenda. Isto não tem lugar na vida dos crentes. Além do mais, de acordo com Paulo, nós não precisamos do álcool, pois podemos nos encher do Espírito, deixando que Ele nos controle. Paulo comparou a atitude de se embriagar com vinho, que faz com que uma pessoa desfrute um êxtase temporário, com o ser cheio do Espírito, que produz uma alegria permanente. O foco das palavras de Paulo aqui não é tanto a proibição contra a embriaguez, pois os crentes provavelmente já o haviam entendido, mas incitá-los a estarem continuamente cheios do Espírito e a viverem nEle. Todo mundo pode dizer quando uma pessoa está embriagada. Suas ações tornam isso óbvio. De maneira semelhante, a nossa vida deve estar tão completamente sob o controle do Espírito, que as nossas palavras e ações mostrem, sem qualquer dúvida, que estamos cheios da presença do Espírito Santo de Deus” (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. 1ª Edição. Volume 2. RJ: CPAD, 2010, p.345).

 
CONHEÇA MAIS

Fruto
 
 
O termo ‘fruto’ é frequentemente usado de forma simbólica. As crianças são mencionadas como frutos (Êx 21.22; Sl 21.10) em frases como ‘o fruto do ventre’ (Sl 127.3; Dt 7.13; Lc 1.42) e o ‘fruto do corpo’ (Sl 132.11; Mq 6.7). O louvor é poeticamente descrito como fruto dos lábios (Is 57.19; Hb 13.15), e as palavras de um homem são chamadas de ‘fruto da boca’ (Pv 12.14; 18.20).
O termo ‘fruto’ é aplicado às consequências das nossas ações e motivos: ‘Comerão do fruto do seu caminho (ou procedimento)’ (Pv 1.31; Is 3.10)”. Para conhecer mais, leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.824.

 
II. O FRUTO DO ESPÍRITO EVIDENCIA O CARÁTER DE CRISTO EM NÓS

1. O que é caráter?
Segundo o Dicionário Houaiss, é a “qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole”. Nossas ações e frutos identificam o caráter de Cristo em nós. Quem pela fé recebe a Jesus Cristo como Salvador passa por uma transformação interior, recebendo uma nova vida, ou seja, uma nova maneira de pensar e agir (2Co 5.17). O caráter de Cristo é evidenciado em nossas vidas por nossas ações.


2. Caráter gerado pelo Espírito Santo.
O Senhor Jesus afirmou que o Espírito Santo habitaria em nós (Jo 14.17). Ele, em nós, faz com que a nossa natureza adâmica seja destronada. O velho “eu” morre, por isso, temos condição de negarmos a nós mesmos (Mt 16.24). Precisamos ter consciência de que o Espírito Santo trabalha em nós, não somente para nos conceder dons e talentos, mas para nos transformar. Infelizmente, muitos não dão lugar ao Espírito, impedindo que Ele os transforme. O Consolador trabalha em nós à medida que lhe permitirmos. Deixe o Consolador transformar todo o seu ser.


3. Um novo estilo de vida.
Viver em novidade de vida não é fácil, pois o caminho que conduz a Jesus Cristo é apertado e exige renúncia (Mt 7.14). Infelizmente, muitos estão pregando um pseudoevangelho que não exige mais renúncia e nem mudança de vida. Não podemos concordar com os falsos ensinos e os falsos discursos que têm sido disseminados, em especial nas redes sociais. Jesus disse que os falsos profetas têm roupas de ovelhas, mas são harpagês, isto é, são como aves de rapina, logo precisamos ter cuidado (Mt 23.25). O alvo deles é destruir o rebanho do Senhor e impedir que venhamos alcançar a vida eterna. Muitos, sob a influência de Satanás, estão operando sinais e prodígios, imitando as obras de Cristo, porém seus frutos revelam que não pertencem a Jesus Cristo.
Como identificar o crente autêntico? Ele pode ser identificado não por aquilo que possui, mas por aquilo que é. Suas ações precisam revelar que ele está em Jesus Cristo (Jo 15.4). Lembre-se: não se conhece uma árvore pelas folhas, mas sim pelos frutos.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): É através de suas ações que o cristão evidencia o caráter de Cristo em sua vida.

 
SUBSÍDIO DEVOCIONAL

Por seus frutos os conhecereis (Mt 7.15-23)
Ao longo das Escrituras, o fruto é um símbolo da obra transformadora de Deus nos crentes (cf. Is 5.1-7; Jo 15.1-11; Gl 5.22,23). Embora o nosso relacionamento com Deus seja ‘secreto’, o produto desse relacionamento é altamente visível! Mas aqui Jesus falou de reconhecer os falsos profetas pelo fruto amargo. Ele não sugeriu que começássemos a apertar o fruto dos crentes para ver se era bom! Talvez a razão seja o fato de que o bom fruto precisa de tempo para amadurecer. A vida cristã produzirá bons frutos — mas levará algum tempo para que esses frutos amadureçam. Devemos dar aos outros — e a nós mesmos — o tempo necessário para que o fruto de Deus amadureça, em vez de exigir evidências imediatas da sua obra em nossa vida” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário devocional da Bíblia. RJ: CPAD, 2012, p.561).

 

III. TESTEMUNHANDO AS VIRTUDES DO REINO DE DEUS

1. O propósito do fruto.
Você não foi salvo para somente frequentar a igreja, mas para revelar Cristo ao mundo por intermédio de um viver santo, justo, em meio a uma sociedade comprometida pelo pecado (Fp 2.15). Fomos “retirados” do mundo para que sejamos testemunhas (Is 43.10). Você foi chamado para ser “luz” do mundo e “sal” da terra (Mt 5.14,15). Porém, não adianta pregar o Evangelho de Cristo e não viver segundo os princípios do Reino (Mt 5.1-12). Você precisa viver aquilo que prega e ensina se deseja uma vida e ministério frutíferos.


2. Uma vida produtiva.
O crente precisa ter uma vida espiritual frutífera para que não seja arrancado, ceifado (Jo 15.2). Quando um galho é cortado e não é imediatamente enxertado, ou replantado, seca e morre. Você tem produzido frutos ou sua vida está como um galho seco? Nossos frutos revelam que pertencemos a Cristo e o quanto aprendemos com o Ele (Lc 6.40; Jo 15.8).


3. O que fazer para manter a produtividade?
Um bom agricultor se preocupa com o plantio, com o cultivo e com a produção de fruto. Para que a lavoura tenha um bom desenvolvimento, o agricultor precisa adubar a terra, regar as sementes e retirar as ervas daninhas. É preciso investimento financeiro e muito trabalho. Nós também temos um Pai que cuida de nós para que venhamos a frutificar (Jo 15.1-5). Isso significa que algumas vezes somos “podados”, ou seja, passamos por aflições e dificuldades. As aflições não são para nos destruir, mas contribuem para que venhamos nos tornar pessoas mais fortes, capazes de produzir frutos em abundância.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): O cristão deve frutificar sempre a fim de ter uma vida que glorifique a Deus.

 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A frutificação espiritual segue o mesmo princípio da frutificação que está revelado no primeiro capítulo de Gênesis (Gn 1.11). João Batista, precursor do Messias, exigiu dos seus convertidos: ‘Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento’ (Mt 3.8). Em João 15.1-16, Jesus enfatizou este princípio deixando claro aos seus seguidores que para darem fruto exuberante para Deus, necessário é que antes cresçam em Cristo e nisso perseverem seguindo os ensinos da Palavra de Deus. Boas condições de crescimento e desenvolvimento da planta no reino vegetal, sem esquecer da boa saúde da semente e do meio ambiente ideal e da limpeza, são elementos indispensáveis para a boa frutificação. É também o que ocorre no reino espiritual, na vida do crente, na Igreja, para que haja em todos nós fruto abundante para Deus” (GILBERTO, Antonio. A plenitude de Cristo na vida do crente. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.17).

CONCLUSÃO
Precisamos ter uma vida frutífera e para isso precisamos estar ligados à Videira. O propósito dos frutos é glorificar ao Pai: “Nisto é glorificado meu Pai; que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (Jo 15.8). Busque ter um relacionamento pessoal com Cristo, seja cheio do Espírito Santo e produza muitos frutos para a glória de Deus.

 
PARA REFLETIR

A respeito do propósito do fruto do Espírito, responda:

1° O que significa ser controlado pelo Espírito Santo?
Resp: Significa ser cheio do Espírito Santo diariamente.

 

2° Segundo a lição, o que é necessário para que a planta produza frutos?
Resp: Para que uma planta produza frutos ela precisa alcançar um determinado nível de maturação.

 

3° O que os discípulos precisavam para produzir bons frutos e dar continuidade a obra de Jesus?
Resp: Os discípulos precisariam ser revestidos de poder.

 

4° Como podemos identificar uma árvore?
Resp: Através dos seus frutos.

 

5° O que é caráter?
Resp: Segundo o Dicionário Houaiss, é a “qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole”.