sexta-feira, 18 de abril de 2014

Significado da Pascoa!


Para nós, cristãos, a Páscoa é um acontecimento cujo significado transcende a esfera temporal.

Símbolo de morte, a cruz assumiu novo sentido após aquela manhã inesquecível de domingo.

Sentenças aparentemente definitivas ainda hoje são transformadas por Jesus.

 


É tempo de trocar a desilusão pela esperança.

A doença da mágoa pela cura do perdão.


A humilhação da exclusão pela dignidade do acolhimento.



O julgamento impiedoso pela compaixão.
A crítica vazia pelo serviço ao próximo.
A indiferença à dor alheia pela empatia.
As cinzas por danças de louvor.
O coelho pelo Cordeiro santo.
A morte pela vida.
O julgamento impiedoso pela compaixão.

A crítica vazia pelo serviço ao próximo.


A indiferença à dor alheia pela empatia.


As cinzas por danças de louvor.


O coelho pelo Cordeiro santo.


A morte pela vida.

Como escreveu Tony Campolo: "É Sexta-feira, mas o Domingo vem aí".

Que a Páscoa inspire novas (e definitivas) ressurreições na vida de todos nós.
Ele vive! Aleluia !




terça-feira, 15 de abril de 2014

Lição 3 CPAD - 2° Trimestre 2014

 
Lições Bíblicas CPAD / Jovens e Adultos

2º Trimestre de 2014

Lição 3: Dons de Revelação

Data: 20 de Abril de 2014

 


TEXTO ÁURE: Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação(1Co 14.26).

 
VERDADE PRÁTICA: Os dons de revelação divina são indispensáveis à igreja da atualidade, pois vivemos em um tempo marcado pelo engano.

 
INTERAÇÃO

Prezado professor, nesta lição estudaremos a respeito dos dons de revelação. Estes dons são concedidos à Igreja a fim de que ela seja edificada. Estamos vivendo “tempos trabalhosos”, necessitamos da sabedoria que vem do alto, do poder de Deus. Durante o preparo da lição, ore, peça que o Senhor conceda aos seus alunos os dons de revelação. Siga o exemplo de Paulo, pois sua oração em favor dos crentes de Éfeso era: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação” (Ef 1.17). Deus deseja nos outorgar os dons de revelação, a fim de que sejamos edificados e jamais venhamos a cair nas astutas ciladas do Maligno.

 
OBJETIVOS: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

1° Analisar o dom da palavra da sabedoria.

2° Compreender o dom da palavra da ciência.

3° Saber a respeito do dom de discernimento dos espíritos.

 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, reproduza no quadro o esquema abaixo. Utilize-o para introduzir a lição, pois a partir desta lição estudaremos, detalhadamente os dons, então é importante que os alunos conheçam a classificação geral dos nove dons descritos no capítulo 12 de 1 Coríntios. Ao explicar o quadro, ressalte a semelhança que existe entre os respectivos dons. Conclua explicando que todos os dons, independentemente da sua classificação, são importantes e necessários para a edificação do Corpo de Cristo.

 
Palavra Chave: Revelação: Ato pelo qual Deus revela aos homens os seus mistérios, sua vontade.

 
INTRODUÇÃO
O teólogo pentecostal Stanley Horton afirma que “a maioria dos estudiosos classifica os dons de 1 Coríntios 12.8-10 em três categorias: revelação, poder e expressão, [tendo] três dons em cada categoria”. Na lição desta semana estudaremos a respeito dos dons da “primeira categoria”: os de revelação. Estes são concedidos aos servos de Deus para o aconselhamento e orientação da Igreja do Senhor.

 
I. PALAVRA DA SABEDORIA

1. Conceito.
O termo palavra exprime uma manifestação verbal ou escrita. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss, sabedoria significa “discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas”. A sabedoria abordada pelo apóstolo Paulo em 1 Coríntios 12.8a refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis. De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra da sabedoria é a sabedoria de Deus, ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que nos é dada por meios sobrenaturais”.

 
2. A Bíblia e a palavra de sabedoria.
Embora na Antiga Aliança os dons espirituais não fossem plena e claramente evidenciados como na Nova, alguns episódios do Antigo Testamento vislumbram o quanto Deus conferia aos homens sabedoria do alto para executar tarefas ou tomar decisões. Um exemplo disso é a revelação e a interpretação dos sonhos de Faraó através de José, o filho de Jacó (Gn 41.14-41). Ele não apenas interpretou os sonhos de Faraó, mas trouxe orientações sábias para que o Egito se preparasse para o período de fome que estava para vir. A habilidade do rei Salomão em resolver causas complexas, igualmente, é um admirável exemplo de dom da sabedoria no Antigo Testamento (1Rs 3.16-28; 4.29-34).
Em o Novo Testamento podemos tomar como exemplo de palavra da sabedoria a exposição da Escritura realizada pelo diácono e primeiro mártir cristão, Estevão. O livro de Atos conta-nos que os sábios da sinagoga, chamada dos Libertos, “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava” (At 6.9,10).

 
3. Uma liderança sábia.
A palavra de sabedoria é de grande valor na tarefa do aconselhamento pessoal e em situações que demandam uma orientação no exercício do ministério pastoral. Entretanto, tenhamos cuidado para não confundir a manifestação desse dom com o nosso desejo pessoal. Lembremo-nos de que Deus manifesta os dons em nossas vidas segundo o conselho da sua sabedoria, não da nossa. Tenhamos maturidade e cuidado no uso dos dons!

 
SINOPSE DO TÓPICO (I): A sabedoria a que se refere 1 Coríntios 12.8 não é a humana, adquirida mediante os livros ou nas universidades, mas sim uma capacidade sobrenatural, divina, para tomar decisões sábias em circunstâncias extremante difíceis.

 
II. PALAVRA DA CIÊNCIA

1. O que é?
Este dom muito se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus conforme aborda Stanley Horton, em sua Teologia Sistemática (CPAD). Este dom também se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas.

2. Sua função.
O dom da palavra da ciência não visa servir a propósitos triviais, como o de descobrir o significado dos tecidos do Tabernáculo ou a identidade da mulher de Caim, etc. Isto é mera curiosidade humana, e o dom de Deus não foi dado para satisfazê-la. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno.

 
3. Exemplos bíblicos da palavra da ciência.
Ao profeta Eliseu foram revelados os planos de guerra do rei da Síria. Quando o rei sírio pensou em atacar o exército de Israel, surpreendendo-o em determinado lugar, o profeta alertou o rei de Israel sobre os planos inimigos (2Rs 6.8-12). Outro exemplo foi a revelação de Daniel acerca do sonho de Nabucodonosor, quando Deus descortinou a história dos grandes impérios mundiais ao profeta (Dn 2.2,3; 17-19). Em o Novo Testamento, esse dom foi manifesto quando o apóstolo Pedro desmascarou a mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). O dom da palavra da ciência não é adivinhação, mas conhecimento, concedido sobrenaturalmente, da parte de Deus.

 
SINOPSE DO TÓPICO (II): O dom da palavra da ciência não é para servir a propósitos triviais. A manifestação sobrenatural deste dom tem a finalidade de preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do maligno.

 

III. DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS

1. O dom de discernir os espíritos.
É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”. Stanley Horton afirma que este dom “envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos” (cf. 1Jo 4.1).

2. As fontes das manifestações espirituais.
Ao longo das Escrituras podemos destacar três origens das manifestações espirituais no mundo: Deus, o homem e o Diabo. Uma profecia, por exemplo, pode ser fruto da ordem divina ou da mente humana ou ainda de origem maligna. Como saber? Aqui, o dom de discernir os espíritos tem o papel essencial de preservar a saúde espiritual da congregação. Segundo nos ensina o pastor Estêvam Ângelo, o “discernimento de espíritos não é habilidade para descobrir as faltas alheias”. O dom não é uma permissão para julgar a vida dos outros.

 
3. Discernindo as manifestações espirituais.
A Palavra de Deus nos ensina que os espíritos devem ser provados (1Jo 4.1). Toda palavra que ouvimos em nome de Deus deve passar pelo crivo das Sagradas Escrituras, pois o Senhor Jesus nos advertiu sobre os falsos profetas. Ele ensinou-nos que os falsos profetas são conhecidos pelos “frutos que produzem”, isto é, pelo caráter (Mt 7.15-20). Jesus conhece o segredo do coração humano, mas nós não, e por isso precisamos do Espírito Santo para revelar-nos a verdadeira motivação daqueles que falam em nome do Senhor. O apóstolo João nos advertiu acerca do “espírito do anticristo” que já opera neste mundo (1Jo 4.3).

 
SINOPSE DO TÓPICO (III): O dom de discernimento dos espíritos é uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais.

 
CONCLUSÃO
A Igreja de Jesus necessita dos dons de revelação para discernir entre o certo e o errado, entre o legítimo e o falso. Os falaciosos ensinos e as manifestações malignas podem ser desmascarados pelo dom do discernimento dos espíritos. Que Deus conceda à sua igreja dons de revelação para não cairmos nas astutas ciladas do Maligno.

 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ: CPAD, 1987.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012.


EXERCÍCIOS

1. De acordo com a lição, defina sabedoria.

R. Discernimento inspirado nas coisas sobrenaturais e humanas.

 
2. Cite dois exemplos de sabedoria vinda de Deus no Antigo Testamento.

R. José e Salomão.

 
3. O que é o dom da palavra da ciência?

R. Este dom se relaciona ao ensino das verdades da Palavra de Deus, fruto do resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus.

 
4. Qual é a função do dom da palavra da ciência?

R. Preservar a vida da igreja, livrando-a de qualquer engano ou artimanha do Maligno.

 
5. Segundo a lição, defina o dom de discernimento dos espíritos.

R. É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais.




AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“Uma Palavra de Sabedoria

Trata-se de uma palavra (uma proclamação, uma declaração) de sabedoria dada para satisfazer a necessidade de alguma ocasião [...]. Não depende da capacidade humana nem da sabedoria natural, pois é uma revelação do conselho divino. Mediante esse dom, a percepção sobrenatural, tanto da necessidade como da Palavra de Deus, traz a aplicação prática daquela Palavra [...] ao problema do momento.
Porque é uma palavra de sabedoria, fica claro que é concedida apenas o suficiente para aquela necessidade. Este dom não nos enaltece para um novo nível de sabedoria, nem nos torna impossibilitados de cometer enganos. [...]. Às vezes, este dom transmite uma palavra de sabedoria para orientar a Igreja, assim como em Atos 6.2-4; 15.13-21. É possível, também, que cumpra a promessa dada por Jesus, que daria ‘boca de sabedoria a quem não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem’ (Lc 21.15). A prova de que Jesus falava em um dom sobrenatural (a palavra de sabedoria) é comprovada, quando proibiu a premeditação do que diriam nas sinagogas ou diante dos tribunais (Lc 21.13,14). Isso certamente foi cumprido pelos apóstolos e por Estêvão (At 8.4-14,19-21, 6,9,10)” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012, p.294).

 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

Discernimento de espíritos
A expressão inteira, no grego, apresenta-se no plural. Este fato indica uma variedade de maneiras na manifestação desse dom. Por ser mencionado imediatamente após a profecia, muitos estudiosos o entendem como um dom paralelo responsável por ‘julgar’ as profecias (1Co 14.29). Envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos (cf. 1Jo 4.1). O discernimento nos permite pregar a Palavra de Deus e todos os demais dons para liberar o campo à proclamação plena do Evangelho” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 ed., RJ: CPAD, 1996, p.475).

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Dons de Revelação
Os dons são capacidades inatas, adquiridas, ou é algo que vem direto de Deus? Segundo Stanley Horton, “os dons são encarnacionais. Isto é, Deus opera através dos seres humanos”. Logo, são capacidades sobrenaturais vinda d’Ele por intermédio do Espírito Santo. Deus colocou à disposição da igreja muitos dons e todos são extremamente úteis para a edificação e exortação dos crentes.
Para melhor estudar o assunto, os dons foram divididos em três categorias: dons de revelação, de elocução e de poder. Nesta lição estudaremos os dons de revelação: palavra de sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos.

Palavra de Sabedoria
O que seria este dom? “Sabedoria” no grego é shophia e segundo o Dicionário Bíblico Beacon quer dizer “julgamento de Deus diante das demandas feitas pelo homem, especificamente pela vida cristã”. Esta sabedoria não é o resultado da capacidade cognitiva humana.
A sabedoria aqui é uma capacidade divina de julgar as questões práticas do nosso dia a dia de maneira que o nome do Senhor seja exaltado. Todo crente é exortado a buscar em Deus a sabedoria (Tg 1.5). Neste texto, segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Tiago está falando a respeito da “habilidade de tomar decisões em circunstâncias difíceis”. Logo, também não diz respeito ao conhecimento adquirido pelo homem. Muitos homens são dotados de grande capacidade intelectual, mas infelizmente desconhecem a Deus.

 
Sabedoria divina x sabedoria humana
Em 1 Coríntios 2.6, Paulo faz uma comparação, mostrando à igreja em Corinto a diferença entre a sabedoria humana e a espiritual. Paulo mostra que a razão humana não pode levar o homem à redenção dos seus pecados. Somos redimidos pela fé em Cristo. A fé salvífica é um dom divino. O homem que não aceita Cristo como Salvador não pode compreender a sabedoria de Deus revelada em Jesus.

 
Dom da Palavra de Sabedoria
De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra de sabedoria é a sabedoria de Deus ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que é dada por meios sobrenaturais”. É uma capacidade vinda diretamente de Deus, mediante a ação direta do Espírito Santo em nossas vidas. A liderança, bem como todos aqueles que querem servir à Igreja de Cristo, deve buscar este dom a fim de administrar e servir com excelência. A Bíblia nos mostra que os diáconos eram homens cheios do Espírito Santo e que Estêvão, dispunha de tanta sabedoria, que ninguém conseguia se sobrepor a ele durante a sua pregação (At 6.10).

 


Meninas continuam a serem mutiladas no Egito

Igrejas egípcias estão mobilizando ministérios femininos visando combater este abuso
 
 
 
No dia 10 de março, uma menina de 11 anos que vivia em uma aldeia em Dakahlia morreu de complicações da Mutilação Genital Feminina (MGF).
Soheir não foi a primeira, nem será a última a ter uma morte dolorosa e desnecessária este ano no Egito.
 
No Egito, milhões de meninas como Soheir continuam a ser submetidas à prática da mutilação genital feminina, um tipo bruto de cirurgia que altera e desfigura os órgãos genitais femininos.  MGF é reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos humanos de meninas e mulheres, mas continua a ser praticada no Egito na crença de que irá manter as meninas sexualmente puras antes do casamento. 
Igrejas egípcias estão mobilizando ministérios femininos visando combater este abuso culturalmente imposto. Através de seminários de sensibilização, estudos bíblicos e grupos de oração, as mulheres que frequentam aprendem a ver e valorizar a si mesmas e seus corpos através dos olhos de Deus. O simples fornecimento destas informações pode ter efeitos notáveis. 
Tomemos por exemplo Nagat*, uma mulher idosa, sábia, com uma forte vocação em seu coração para lutar pelos direitos das mulheres.  Ela participou de diversas reuniões de mulheres na igreja da aldeia, onde aprendeu sobre os danos da MGF, e abraçou a verdade do Espírito Santo como único poder para criar corações puros e vidas e corpos santificados. Nagat se lembrou da sua própria experiência, a dor, a ferida infectada, e os efeitos que tiveram um impacto duradouro sobre o seu casamento. Do jeito que puder, ela deseja salvar o máximo de meninas deste procedimento bárbaro.
Nagat relatou parte de sua história: "Eu recebi essa mensagem e comecei a conversar com as mães das meninas todos os dias nas fazendas, no mercado, na igreja e pelo rio, assegurando-lhes que a pureza vem do coração que conhece a Jesus como Salvador." Ela as encorajou para não permanecerem sob o jugo do mundo, e que através da amizade e amor com suas filhas, elas poderiam ter mais efeito do que fisicamente desfigurando-as.
Nagat era analfabeta, mas sua paixão e inspiração levaram cristãs e muçulmanas a ouvi-la. Ela manteve-se firme contra os moradores que a acusaram de querer corromper as meninas e minar tradições. Apesar das ameaças e perigos, Nagat, pela graça de Deus, conseguiu remover completamente a MGF de sua aldeia.
Dezenas de aldeias no Alto Egito agora têm níveis muito mais baixos de MGF por causa de mulheres corajosas como Nagat. No entanto, há muito trabalho ainda a ser feito. Nagat e mulheres como ela precisam ter a coragem renovada, do apoio através de constante oração e encorajamento.
 
Pedidos de oração
- Ore pelos trabalhadores do Ministério de Mulheres, que viajam longas horas e são confrontados com a oposição ao informar os moradores sobre os efeitos negativos da MGF. Peça por coragem e proteção. 
- Interceda por sabedoria para os líderes serem capazes de darem a orientação certa, e por graça para que as mulheres e meninas tenham confiança e se abram para eles. 
- Clame para que as centenas de aldeias ainda não alcançadas tornem-se informadas e cessem todas as práticas de MGF.

Fonte: Portas Abertas



sábado, 12 de abril de 2014

Líderes cristãos apontam os piores erros bíblicos e teológicos do filme Noé

 
Eles enfatizam que filme ensina o que a Bíblia jamais ensinou



O filme Noé, criticado por muitos cristãos por conta das diferenças entre a narrativa bíblica e o que é apresentado no longa-metragem dirigido por Darren Aronosfky, despertou a ira de líderes cristãos. Listas de erros teológicos existentes no filme foram feitas pelo pastor Renato Vargens e pelo escritor J. Lee Grady.

Nos pontos elencados por ambos, as críticas ao filme abrangem questões diretas, como diferenças entre a história constante da Bíblia, e questões indiretas, como a impressão que o filme deixa sobre os personagens por conta da forma como a história é narrada.

O próprio diretor do filme reconheceu que o longa-mentragem é “o filme bíblico menos bíblico de todos os tempos”, e o estúdio que o produziu se viu obrigado a emitir alertas de que o filme continha diversas diferenças em relação à Bíblia.

Vargens afirma que não recomenda o filme porque ele “fundamenta-se em lendas, ficções e interpretações equivocadas de quem foi Noé”, e dentro desse ponto de vista, “a história de Nóe narrada pelas Escrituras se contrapõe em muito ao filme hollywoodiano”.

O escritor J. Lee Grady afirma que “Noé não estava distante de Deus”, ao contrário do filme, que o apresenta como uma “alma torturada que sente através de um sonho que o misterioso ‘Criador’ (Ele nunca é chamado de Deus) planeja destruir o mundo com uma inundação”.

Grady aponta que “na versão fantasiosa de Aronofsky, apenas um dos filhos de Noé, Sem, tem uma mulher (interpretada por Emma Watson) e ela acaba grávida de gêmeas que, supomos, irão eventualmente se tornarem mulheres para os outros dois filhos de Noé”. O escritor ressalta que na versão bíblica, “os filhos de Noé não estavam sem esposas na arca”, citando a passagem de Gênesis 6.18: “Você entrará na arca com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos”.

O pastor Renato Vargens critica o filme por apresentar Deus como um ser “desprovido de amor, bondade e misericórdia”, e Noé como alguém “obcecado, violento e insensível”. O líder da Igreja Cristã da Aliança frisa ainda que “o filme apresenta um péssimo conceito de Deus, onde o Criador não fala, ama ou se relaciona com Noé. Na verdade o filme retrata um deus vingativo, impessoal e cheio de ódio [...] e induz os expectadores ao erro por ensinar aquilo que jamais a Bíblia ensinou”.

Já Grady aponta uma das liberdades poéticas do diretor como um dos piores erros cometidos no filme. O escritor diz que “Noé não obteve ajuda de criaturas gigantes de pedra quando construiu a arca”, e afirma que Darren Aronofsky “pegou emprestado esse conceito estranho de antigos místicos judeus que sugeriram que os anjos de Deus expulsos do céu após a criação caíram e foram aprisionados em rochas, caminhando pela Terra em busca de oportunidades para ajudar os seres humanos”.

O escritor J. Lee Grady encerra a lista de defeitos do filme dizendo que, na Bíblia, “os descendentes de Noé não tratam a pele da serpente do Éden como uma relíquia de família”, e revela que o diretor do filme baseou-se em “escritos gnósticos de séculos atrás”, quando “judeus ensinaram que o Deus do Gênesis era realmente um perdedor e que Satanás era um deus melhor. A implicação sutil é que Noé precisava de ajuda de Satanás, não de Deus”.
 
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LIção 2 CPAD - 2° Trimestre 2014


Lições Bíblicas CPAD / Jovens e Adultos

2º Trimestre de 2014

Lição 2: O propósito dos Dons Espirituais

Data: 13 de Abril de 2014

 
TEXTO ÁUREO: Assim, também vós, como desejais dons espirituais, procurai sobejar neles, para a edificação da igreja(1Co 14.12).

 
VERDADE PRÁTICA: Os dons são recursos concedidos por Deus para fortalecer e edificar a Igreja espiritualmente.

 
INTERAÇÃO
Qual é o real propósito dos dons espirituais? Você, professor, tem uma visão bíblica e teológica a respeito do objetivo dos dons? Muitos estão se utilizando dos dons de forma interesseira e egoísta. As dádivas divinas nos são concedidas pela graça e devem ser utilizadas com sabedoria e santidade a fim de que o nome do Senhor seja exaltado e todos os membros do Corpo de Cristo sejam edificados. Os dons não são para elitizar o crente. Também não são sinal de superioridade espiritual.

 
OBJETIVOS: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conscientizar-se de que os dons espirituais não são para elitizar o crente.

 
Compreender que os dons devem ser utilizados para edificar a si mesmo e aos outros.

 
Saber que o propósito dos dons é a edificação do Corpo de Cristo.

 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, divida a classe em dois grupos. Depois, escreva no quadro as seguintes indagações: “O que precisamos fazer para receber os dons espirituais?”; “A santidade é condição para o recebimento dos dons?”. Cada grupo deverá ficar com uma questão. Dê alguns minutos para que os alunos discutam as questões. Em seguida reúna a todos formando um único grupo. Peça a um representante de cada grupo fazer suas considerações sobre a sua questão. Ouça os alunos com atenção. Depois, explique que os dons espirituais são habilidades concedidas pelo Espírito Santo para edificação da igreja. Para receber estas habilidades basta crer e pedir com fé.
Os dons são presentes divinos e fruto da misericórdia do Pai. É graça de Deus!

 
Palavra Chave: Propósito: Aquilo que se busca alcançar; objetivo, finalidade, intuito.

 
INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos o verdadeiro propósito dos dons espirituais concedidos por Deus à sua Igreja. Os dons do Espírito Santo são recursos imprescindíveis do Pai para os seus filhos. O seu propósito é edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1Tm 3.15).

 

I. OS DONS NÃO SÃO PARA ELITIZAR O CRENTE

 
1. A igreja coríntia.
A Igreja em Corinto localizava-se numa cidade comercial e próxima do mar, sendo uma das mais importantes do Império Romano. Corinto era uma cidade economicamente rica, porém marcada pelo culto idolátrico. Durante a segunda viagem missionária de Paulo, a igreja recebeu a visita do apóstolo (At 18.1-18). Por conhecer muito bem a comunidade cristã em Corinto foi que o apóstolo dos gentios tratou, em sua Primeira Epístola dirigida àquela igreja, sobre a abundância da manifestação dos dons do Espírito, chegando a afirmar daquela igreja que “nenhum dom” lhe faltava (1Co 1.7).

 
2. Uma igreja de muitos dons, mas carnal.
Os dons do Espírito concedidos por Deus à igreja de Corinto tinham por finalidade prepará-la e santificá-la para o serviço do evangelho: a proclamação da Palavra de Deus naquela cidade. Todavia, além de aquela igreja não usar corretamente os dons que recebera do Pai, tinha em seu meio divisões, inveja, imoralidade sexual, etc. Como pode uma igreja evidentemente cristã ser ao mesmo tempo carnal e imoral? Por isso Paulo a chama de carnal e imatura (1Co 3.1,3). Com este relato, aprendemos que as manifestações espirituais na igreja local não são propriamente indicadoras de seriedade, espiritualidade e santidade. Uma igreja onde predominam a inveja, contenda e dissensões, nem de longe pode ser chamada de espiritual, e sim de carnal.

 
3. Dom não é sinal de superioridade espiritual.
Muitos creem erroneamente que os irmãos agraciados com dons da parte de Deus são, por isso, mais espirituais que os outros. Todavia, os dons do Espírito são concedidos pela graça de Deus. Por ser resultado da graça divina, não recebemos tais dons por méritos próprios, mas pela bondade e misericórdia de Deus. Que a mensagem de Jesus possa ressoar em nossa consciência e convencer-nos de uma vez por todas de que os dons não são garantia de espiritualidade genuína: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7.22,23).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I): Os dons do Espírito Santo são concedidos pela graça divina; eles não devem ser usados para elitizar o crente.

 

II. EDIFICANDO A SI MESMO E AOS OUTROS

1. Edificando a si mesmo.
Paulo diz que quem “fala língua estranha edifica-se a si mesmo” (1Co 14.4). O apóstolo estimulava os crentes da igreja de Corinto a cultivarem sua devoção particular a Deus através do falar em línguas concedidas pelo Espírito, com o objetivo de edificarem a si mesmos. Isto não significa que o apóstolo dos gentios proibia o falar em línguas publicamente, mas ao fazê-lo de maneira devocional o crente batizado com o Espírito Santo edifica-se no seu relacionamento com Deus. Falar ou orar em línguas provenientes do Espírito é uma bênção espiritual maravilhosa.

 
2. Edificando os outros.
Os crentes de Corinto falavam em línguas e exerciam vários dons espirituais, mas parece que eles não se preocupavam muito em ajudar as pessoas. Por isso, o apóstolo lembra que os dons só têm razão de existir quando o portador preocupa-se com a edificação da vida do outro irmão em Cristo (1Co 14.12). Em lugar de buscarmos prosperidade material, como se pudéssemos barganhar com Deus usando dinheiro em troca de bênçãos, busquemos os dons espirituais. Agindo assim edificaremos a nós mesmos e também aos outros.

 
3. Edificando até o não crente.
Embora o apóstolo dos gentios estimulasse todos os crentes a falarem em línguas, isto é, a edificarem a si mesmos, seu desejo era que também esses mesmos crentes profetizassem a fim de que a igreja toda fosse edificada. O comentário da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal diz sobre esse texto: “Embora o próprio Paulo falasse em línguas, enfatizava a profecia, porque esta edificava a Igreja inteira, enquanto falarem línguas beneficiava principalmente o falante”. Todos quantos vierem a frequentar nossas reuniões devem ser edificados, sejam crentes ou não. Por isso, não podemos escandalizar aqueles que não comungam a mesma fé que nós (1Co 14.23). Como eles compreenderão a mensagem do evangelho se em uma reunião não entenderem o que está sendo falado? (1Co 14.9).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II): Os dons só têm uma razão de existir na vida do crente: edificar a vida do outro irmão em Cristo.

 

III. EDIFICAR TODO O CORPO DE CRISTO

1. Os dons na igreja.
Na Primeira Carta aos Coríntios, Paulo dedica dois capítulos (12 e 14) para falar a respeito do uso dos dons na igreja. O apóstolo mostra que quando os dons são utilizados com amor, todo o Corpo de Cristo é edificado. Conforme diz Thomas Hoover, parafraseando Paulo em Efésios 4.16, “os membros do corpo, cada qual com sua própria função concedida pelo Espírito, cooperam para o bem de todas. O amor é essencial para os dons espirituais alcançarem seu propósito”. Se não houver amor, certamente não haverá edificação (1Co 13). Sem o amor de Deus nos tornamos egoístas e acabamos por colocar nossos interesses em primeiro lugar. O propósito dos dons, que é edificar o Corpo de Cristo, só pode ser cumprido se tivermos o amor de Deus em nossa vida.

 
2. Os sábios arquitetos do Corpo de Cristo.
Deus levanta homens para edificarem espiritual, moral e doutrinariamente a igreja local. A Igreja é o “edifício de Deus” (1Co 3.9). Os ministros, sábios arquitetos (1Co 3.10). O fundamento já está posto pelos apóstolos: Jesus Cristo (1Co 3.11). Mas os ministros têm de tomar o cuidado com as pedras assentadas sobre este alicerce, pois eles também tomam parte na edificação espiritual da Igreja de Cristo segundo a mesma graça concedida aos apóstolos. Por isso, Paulo faz uma solene advertência para a liderança hoje: “mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3.10,11).

 
3. Despenseiros dos dons.
O apóstolo Pedro exortou a igreja acerca da administração dos dons de Deus (1Pe 4.10,11). Ele usou a figura do despenseiro que, antigamente, era o homem que administrava a despensa e tinha total confiança do patrão. O despenseiro adquiria os mantimentos, zelava para que não estragassem e os distribuíam para a alimentação da família. Desta forma, os despenseiros da obra do Senhor devem alimentar a “família de Deus” (1Co 4.1; Ef 2.19). Eles precisam ter o cuidado no uso dos dons concedidos pelo Senhor para prover a alimentação espiritual, objetivando a edificação do Corpo de Cristo: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre” (1Pe 4.10,11).

 
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SINOPSE DO TÓPICO (III): Quando os dons espirituais são utilizados com amor todo o Corpo de Cristo é edificado.

 
CONCLUSÃO

A igreja de Jesus Cristo tem uma missão a cumprir: proclamar o evangelho em um mundo hostil às verdades de Cristo e descrente de Deus. Diante desta tão sublime tarefa, a igreja necessita do poder divino. Os dons espirituais são um “arsenal” à disposição do corpo de Cristo para o cumprimento eficaz de sua missão na terra. Como já foi dito, o propósito dos dons é edificar toda a igreja, todo Corpo de Cristo para ser abençoado, exortado e consolado. Por isso, nunca devemos usar os santos dons de Deus em benefício particular, como se fosse algo exclusivo de certas pessoas. Somos chamados a servir a Igreja do Senhor, e não a utilizar os dons de Deus para nós mesmos.

 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 1987.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

 
EXERCÍCIOS

1. Qual é o verdadeiro propósito dos dons divinos?

R. Edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo.

 
2. De acordo com a lição, Paulo priorizava na igreja o ato de profetizar ou o de falar em línguas? Por quê?

R. O ato de profetizar. Porque assim todos seriam edificados.

 
3. Quantos capítulos, Paulo dedicou para falar a respeito dos dons? Quais são estes capítulos?

R. Dois capítulos: 13 e 14.

 
4. O que é essencial o crente ter para que a igreja seja edificada?

R. Amor.

 
5. Segundo a lição, o que fazia o despenseiro?

R. Era a pessoa responsável por administrar a despensa.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

 
Subsídio Teológico

 
“Dado conforme o Espírito Deseja

A primeira relação dos dons com a repetição do fato que cada um é dado pelo Espírito (1Co 12.8-10) leva ao clímax no versículo 11, que diz: ‘Mas um só e o mesmo Espírito opera todas as coisas, repartindo particularmente [individualmente] como quer’. Aqui temos um paralelo com Hebreus 2.4, que fala dos apóstolos que primeiramente ouviram o Senhor e depois transmitiram a mensagem: ‘Testificando também Deus com eles, por sinais [sobrenaturais], e milagres, e várias maravilhas [tipos de obras de grande poder] e dons [distribuições separadas] do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade’. É evidente, à luz destes trechos, que o Espírito Santo é soberano ao outorgar os dons. São distribuídos segundo a sua vontade. Buscamos os melhores dons, mas Ele é o único que sabe o que é realmente melhor em qualquer situação. Fica evidente, também, que os dons permanecem debaixo de sua autoridade. Nunca são nossos no sentido de não precisarmos do Espírito Santo, pela fé, para cada expressão desses dons. Nunca se tornam parte da nossa própria natureza, ao ponto de não perdê-los, de serem tirados de nós. A Bíblia diz que os dons e a vocação de Deus são permanentes (Deus não muda de opinião a respeito deles), mas aqui há referência a Israel (Rm 11.28,29)” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.230).

 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

 
Subsídio Bibliológico

 
“O amor é essencial
Os dons têm um lugar especial na igreja e são muito úteis. Mas o amor representa a essência da vida cristã, e é absolutamente necessário. Ele encontra um lugar mesmo entre os dons carismáticos, porém os dons sem a presença do amor são como um corpo sem alma.
Sem amor, o dom de falar se torna vazio e imprudente — ele é como o metal que soa ou como o sino que tine. O metal que soa (‘gongo barulhento’) significa que um pedaço de metal não lavrado ou gongo usado para chamar a atenção. Tinir (alalazon) significa ‘colidir’, ou um som alto e áspero. O sino (ou símbolo) consistia de duas meias circunferências que eram golpeadas causando um estrondo. A ideia aqui é de um inexpressivo som de metal em lugar de música.
O objetivo do apóstolo é mostrar que o homem que professa o dom da glossolalia, da forma como era praticada em Corinto, mas que não tem amor, na realidade não é mais que um instrumento metálico impessoal” (Comentário Bíblico Beacon. 1 ed. Vol. 8, Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.343,44).

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 
O Propósito dos Dons

Muitas dúvidas pairam sobre os crentes pentecostais quando o assunto é os dons espirituais. Elas prejudicam a obra de Deus e o recebimento das bênçãos divinas. Os dons do Espírito Santo são recursos indispensáveis para o Corpo de Cristo. Eles contribuem para a expansão e edificação da Igreja.
Os dons são sempre concedidos aos crentes visando um propósito específico. Qual será este objetivo? O alvo divino é a edificação de todos os membros do Corpo. Infelizmente, alguns fazem um uso errado dos dons. Vemos crentes tentando usar os dons para alcançar interesses pessoais. Em vez de glorificar o nome do Senhor, estes se utilizam dos dons a fim de galgar posições eclesiásticas. Muitos não estão mais sendo usados pelo Espírito Santo, mas estão tentando usar o Espírito. Eles estão enganando a si próprios. O Senhor conhece nossos corações e as nossas intenções. Haverá um dia que teremos que prestar contas ao Senhor a respeito do uso dos nossos dons e talentos. Neste dia muitos ouvirão do próprio Senhor a quem tentaram enganar (Mt 7.24).
O objetivo dos dons não é a superioridade ou elitização de um grupo (1Co 12.7)
Por falta de conhecimento bíblico, muitos acreditam, erroneamente, que os dons são um sinal de grande espiritualidade e até de superioridade, mas não o são. Tomemos como exemplo os irmãos da igreja de Corinto. Ao visitar aquela igreja, Paulo relatou que ali havia a manifestação de muitos dons espirituais (1Co 1.7). Corinto era uma cidade cosmopolita, marcada pela idolatria, paganismo e imoralidade. Ser um crente fiel naquela cidade não era fácil. Logo, Deus concedeu muitos dons do Espírito Santo àqueles irmãos a fim de que tivessem condições de lutar contra a idolatria, a imoralidade e permanecessem em santidade até a volta de Cristo. Todavia, a igreja de Corinto estava longe de ser uma igreja espiritual. O pecado havia adentrado ali. Paulo chama os irmãos de Corinto de carnais e meninos (1Co 3.1). Fica então a pergunta: “O que torna o crente espiritual? Os dons?” Podemos aprender, por intermédio dos irmãos de Corinto, que não. Quem tem poder para santificar os crentes é o Espírito Santo. Os dons são dádivas divinas. São presentes e não tem o poder de nos santificar.
Os dons espirituais são dádivas importantes e necessárias à igreja nestes últimos dias antes da Segunda Vinda de Cristo. Estamos vivendo tempos trabalhosos (2Tm 3.1), por isso, precisamos ser cheios do Espírito Santo e procurar com dedicação os dons espirituais (1Co 12.31).