quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"Bíblias para a Ásia" já alcançou mais de 500 mil famílias




Mais de meio milhão de famílias asiáticas em um único país já receberam em exemplar da palavra de Deus através do projeto Bíblias para Ásia.
Mesmo sob o risco de perseguição religiosa, missionários brasileiros e locais têm conseguido viver a Missão de Deus em um contexto extremamente fechado às coisas do Reino. A meta para 2014 é chegar à marca de 650 mil bíblias distribuídas, alcançando outros dois importantes países da região.
 
Em números
Em cinco anos, nossa equipe formada por três missionários brasileiros, três locais e dezenas de voluntários já distribuiu 500 mil bíblias em 20 províncias de um país no Sudeste da Ásia, treinou cerca de 2.000 líderes e levou o amor de Deus a cerca de dez minorias não alcançadas. Eles também conseguiram enviar aproximadamente 30 missionários locais a regiões não alcançadas, e neste ano plantaram duas comunidades cristãs entre povos não alcançados.
São grandes vitórias que nossos missionários compartilham com você por dois principais motivos: agradecer a sua parceria e incentivá-lo para que continue junto nesta missão, participando e sendo fiel com suas orações e ofertas, e mobilizando outras igrejas e pessoas a assumirem o compromisso de levar Cristo a toda a Ásia.
 
O grande continente
Dos cerca de 3.800 povos não alcançados em todo o planeta, a maioria está na Ásia, continente que corresponde a quase 1/3 das terras emersas do globo e onde estão concentrados 2/3 da população mundial, que é de mais de 7 bilhões de pessoas. Um em cada cinco habitantes do mundo é chinês.
Foi na Ásia que nasceram as três maiores religiões do mundo: cristianismo, islamismo e hinduísmo. O cenário é de extrema pluralidade religiosa, crescimento de fundamentalismo religioso e conflitos étnicos acentuados.
Desses fatores, derivam as dificuldades que desafiam as igrejas, agências missionárias e comunicadores transculturais.
Para o Pr. Anand Jones, orientador estratégico pastoral da JMM na Ásia, apesar de pequena, a igreja de Cristo no continente asiático é uma comunidade de esperança para os milhares de pobres e vulneráveis na região. Na questão da recepção, ele acredita que os desafios e dificuldades serão ultrapassados, na dependência da liderança do Espírito Santo.
Segundo o missionário Lian Godoi, uma pesquisa informal feita por um dos nossos parceiros de campo aponta que a região ainda tem uma carência de 33 milhões de bíblias. Na tentativa de preencher essa lacuna, o projeto pretende treinar 500 líderes, mobilizar outros 3 mil e investir nos povos não alcançados e não engajados.
 
Você e a Ásia
Todo este trabalho requer muito esforço, não só dos missionários e da JMM, mas principalmente seu.
É com você e com as pessoas que desejam ver Cristo no coração dos asiáticos que nós contamos.
Vamos entrar nesse campo para mostrar que a salvação é para todos. De todos os cantos da Terra, todos têm o direito de vir a Cristo e beber da fonte de Água Viva (leia Romanos 3.29 e 30).
 
Fonte: Junta de Missões Mundiais


 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

2º. Domingo de Dezembro


Origem do Dia da Bíblia
 
Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI.
O Dia da Bíblia é um dia especial e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia.
No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).
E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data.
Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.
Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.
 
 
 
 

Férias E.B.D. Pedro José Nunes

Recesso Escola Bíblica Dominical
Prezados Alunos e Professores da EBD Pedro José nunes, neste próximo domingo dia 15 de dezembro, será a nossa última aula de 2013.
Retornaremos nossas atividades normais no dia 05 de Janeiro de 2014.


 
 

 



Lição 11 CPAD - 4° Trimestre 2013

 
A ILUSÓRIA PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS
 


Lições Bíblicas CPAD / Jovens e Adultos

Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes

Lição 11: A Ilusória Prosperidade dos Ímpios

Data: 15 de Dezembro de 2013

TEXTO ÁUREO: Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento(Ec 9.2).

 
VERDADE PRÁTICA: Embora debaixo do sol o fim para justos e injustos pareça o mesmo, as Escrituras deixam claro que, na eternidade, os seus destinos serão bem diferentes.

 
INTERAÇÃO
Por que os justos sofrem? Por que os ímpios prosperam? Por que o mal existe? Estas perguntas são feitas há muito por filósofos, cientistas e, por que não, cristãos sinceros. O problema é que a teologia da prosperidade — que afirma: o crente não sofre — propagada nas últimas décadas no universo evangélico, tem prestado um grande desserviço para a Igreja de Cristo. Precisamos entender que enquanto estamos presentes neste mundo, e embora justificados por Cristo, fazemos parte de uma criação não regenerada, anelando por sua transformação no devido tempo (Rm 8.18-23). Mas por intermédio do Espírito Santo temos a graciosa promessa de que Jesus Cristo estará conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20).

 
OBJETIVOS: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

1. Avaliar os paradoxos da vida.

2. Conscientizar-se da imprevisibilidade da vida.

3. Viver por um ideal legítimo.

 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, introduza a presente lição lendo com a classe o Salmo 73. Este é revelador para o assunto em questão. Logo após, apresente aos alunos os seguintes destaques: (1) O autor do salmo é Asafe, levita respeitado, ministro de música da Casa de Deus; (2) Asafe revela um problema inquietante: Deus é soberano e justo, mas os ímpios prosperam (vv.3-12) e quem serve a Deus parece sofrer mais (vv.13,14); (3) O salmista, um servo fiel, ficou desanimado com as próprias aflições (vv.1,13), com a felicidade e a prosperidade de muitos ímpios (vv.2,3); (4) Porém, Deus restaura a confiança do salmista ao revelar o fim trágico dos ímpios e a verdadeira bênção dos justos (vv.16-28). Conclua a introdução afirmando que a prosperidade dos injustos é ilusória e enganadora.

 
Palavra Chave: Prosperidade: Estado do que é ou se torna prospero; fartura de alimentos e bens de consumo; fortuna, riqueza.

 
INTRODUÇÃO:
A aparente prosperidade dos maus é um tema recorrente em Eclesiastes. Nos Salmos, Davi aborda essa questão fazendo a seguinte pergunta: Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? (Sl 73). Nesse mesmo tom, Salomão observa que, debaixo do sol, os injustos parecem levar vantagem sobre os justos. Mas quando ambos são nivelados por Deus, na arena da vida, constata-se que os justos e os injustos terão o mesmo fim. Mas como o sábio de Eclesiastes, concluímos que a justiça é melhor que a injustiça. É preferível ser sábio do que agir como um tolo, pois seremos medidos pelos padrões de Deus, não pelas circunstâncias da vida.

 
I. OS PARADOXOS DA VIDA

1. Os justos sofrem injustiça.
Diferentemente dos perversos que parecem estar sempre seguros e cada vez mais prósperos (Sl 73.12), o sofrimento foi uma das mais duras realidades experimentadas por Asafe (Sl 73.14). De igual modo, Salomão lutou contra esse pessimismo ao contemplar o paradoxo da vida na hora da morte. Os perversos tinham uma cerimônia fúnebre digna de honra, mas “os que fizeram bem e saíam do lugar santo foram esquecidos na cidade” (Ec 8.10).
O pastor norte-americano, A. W. Tozer, costumava dizer que o mundo está mais para o campo de batalha que para o palco de diversão. Em outras palavras, os justos sofrem na arena da vida (Sl 73; Fp 1.29). Logo, o crente fiel deve estar consciente de que os revezes não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento espiritual (2Co 2.4; Cl 1.24; 2Tm 1.8).

 
2. Os maus prosperam.
Enquanto os justos padeciam, Davi e Salomão constataram a prosperidade dos ímpios (Sl 73.1-3; Ec 7.15). Aqui, aprendemos que a espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é. Ser próspero não significa “ter”, mas “ser”.
A régua da eternidade nos medirá tomando como critério a fidelidade a Deus, e não a prosperidade dos homens. A prosperidade bíblica vem como resultado de um relacionamento sadio com Deus (Sl 73.17,27,28) e independe de alguém ter posses ou não. Os ímpios têm posses, mas a verdadeira prosperidade só é possível encontrar em Cristo.

 
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Os paradoxos da vida se manifestam, por exemplo, na injustiça imposta aos justos e na prosperidade usufruída pelos ímpios.

 
II. A REALIDADE DO PRESENTE E A INCERTEZA DO FUTURO

1. A realidade da morte.
Uma chave importantíssima para entendermos a mensagem de Eclesiastes encontra-se na expressão: “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” (2.10; 3.22; 5.17-19; 9.9). É debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude! É no dia a dia da vida que percebemos a verdade implacável da morte, tanto para quem serve a Cristo quanto para quem não o serve!
A sentença já foi decretada e é a mesma para todos (Hb 9.27; Ec 9.3). Com a realidade da morte o futuro parece incerto (Ec 1.1-11). O apóstolo Paulo, porém, diz que se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens (1Co 15.19). Em Cristo, temos a vida eterna.

 
2. A certeza da vida eterna.
Salomão escreveu Eclesiastes sob uma análise puramente existencial. Quem está do lado de lá da eternidade não participa do lado de cá da existência. Neste aspecto, “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5). Isto não se dá porque eles estão inconscientes, mas porque pertencem a outra dimensão (Ap 6.9; 2Co 5.8), onde nem mesmo o sol é necessário (Ap 22.5).
Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nesta vida. É o Novo Testamento que lançará mais luz sobre a imortalidade de nossa alma na eternidade (Lc 16.19-31; 2Co 5.8; Fl 1.23; Ap 6.9).

 
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SINOPSE DO TÓPICO (II)
Em vez de negar a imortalidade da alma humana, o Eclesiastes apenas descreve a nossa trajetória nessa vida.

 
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III. A IMPREVISIBILIDADE DA VIDA

1. As circunstâncias da vida.
Nenhum outro texto descreve tão bem a imprevisibilidade da vida como o de Eclesiastes 9.11,12. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos, pois ambos habitam em um mundo decaído. Mas em todas as circunstâncias, o Senhor se faz presente (Sl 46.1; 91.15).

 
2. Aproveitando a vida.
Cientes de que teremos dissabores na vida, o que podemos fazer a respeito? Mergulhar em um sombrio pessimismo, ou tornar-se indiferente aos problemas? É bem verdade que muitos se deprimem quando a calamidade chega. Ela assusta, amargura-nos. Faz com que nos isolemos. Mas o rei Salomão sabia que a vida “debaixo do sol” não era fácil nem justa. Ele não negou esse fato e muito menos fugiu da sua realidade.
Contrariamente, o Pregador incentivou-nos a viver, em meio à imprevisibilidade da vida, aquilo que nos foi dado como porção (Ec 9.7,9). Em Cristo, somos chamados a viver a verdadeira vida, conscientes de sua finitude terrena, mas esperançosos quanto a sua eternidade celeste (1Co 15.19).

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)
As circunstâncias da vida revelam a sua imprevisibilidade e, por isso, devemos aproveitá-la da melhor maneira possível.

 

IV. VIVENDO POR UM IDEAL

1. A morte dos ideais.
Eclesiastes 9.14,15 narra a história de um povo que se esqueceu de um sábio idealista por ele ser pobre. Tal fato denota uma cultura onde os ideais não mais existem. Como é atual a leitura do Eclesiastes! A cultura contemporânea também perdeu os seus ideais.
Lembremo-nos de que uma das marcas de nossos dias é a relativização do absoluto, e cada pessoa vai buscar uma verdade para si mesma. Isso tende a tornar as pessoas mais individualistas e narcisistas, preocupadas apenas consigo mesmas e tremendamente desinteressadas pelo próximo.

 
2. Vivendo por um ideal.
Mesmo sabendo que as boas ações nem sempre serão reconhecidas, Salomão acredita que devemos ter um ideal elevado e firmado em Deus (Ec 9.16-18).
Vivendo em uma sociedade relativista e vazia de idealismo, não há garantia de qualquer reconhecimento pelo fato de crermos e vivermos os valores morais e espirituais prescritos pela Bíblia. Contudo, vale a pena viver por um ideal. O cristão maduro sabe das causas pelas quais devemos lutar (At 20.24; Ef 3.14; 2Tm 4.7).

 
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SINOPSE DO TÓPICO (IV)
O cristão maduro, através do Evangelho, sabe bem das causas pelas quais devemos lutar nesta vida.
 

CONCLUSÃO
A vida “debaixo do sol” mostra-se como ela realmente é. Às vezes parece sem sentido e, em muitas outras, cheia de paradoxos. Mas a vida precisa ser vivida. Salomão não apenas observou essa dura realidade, mas também a experimentou.
Para não cairmos num pessimismo impiedoso e, tampouco, num indiferentismo frio, devemos viver a vida a partir da perspectiva da eternidade. Então tomaremos a consciência de que, na vida terrena, há ideais dignos pelos quais devemos lutar. Assim, evitaremos as armadilhas do pessimismo. Vivamos, pois, a nossa vida de maneira a glorificar o Pai Celeste.

 
VOCABULÁRIO

Estulto: Pessoa que não tem bom discernimento; insensato, estúpido, néscio.
Paradoxos: Pensamentos ou preposições que contrariam princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano.
Narcisista: Que ou quem é muito voltado para si mesmo, para a própria imagem.
Indiferentismo: Atitude de indiferença sistemática.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

RHODES, R. Por que Coisas Ruins Acontecem Se Deus é Bom. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

 
EXERCÍCIOS

1. De acordo com a lição, como o crente fiel deve estar consciente a respeito dos revezes da vida?

R. Os revezes da vida não significam que ele esteja sob julgamento divino ou que a sua fé seja fraca, mas que se encontra em constante aperfeiçoamento.

 
2. O que, na lição, aprendemos acerca da espiritualidade das pessoas?

R. A espiritualidade de uma pessoa não pode ser medida pelo que ela possui, e sim pelo o que ela é.

 
3. Por que a expressão “Esta é a tua porção nesta vida debaixo do sol” é uma chave importante para entendermos a mensagem do Eclesiastes?

R. Porque é debaixo do sol que expressamos a nossa existência e constatamos a nossa finitude.

 
4. As catástrofes naturais e os problemas sociais apenas acontecem em países habitados por “pecadores”? Justifique a sua resposta.

R. Não. Catástrofes naturais e vicissitudes sociais ocorrem em países habitados quer por pecadores, quer por crentes piedosos.

 
5. Para você, por qual causa vale a pena lutar na vida?

R. Resposta pessoal.

 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Apologético

“[Salmo 88: o Salmo que termina sem resposta]

[...] O salmista (de acordo com o título, Hemã, o ezraíta) se comprometeu em dar a Deus a glória pela resposta à oração.
O salmista que sofre atribuiu a sua vida de aflições a Deus (‘Teus terrores’, ‘Tua indignação’). Este é o realismo da fé — Deus é soberano mesmo sobre as circunstâncias difíceis que o seu povo deve suportar. Tudo tem um propósito na realização do plano de Deus, embora no momento da dor seja difícil compreendê-lo. Se o salmo parece terminar com um tom negativo, há duas considerações que se aplicam. Em primeiro lugar, por mais que o orador sentisse que Deus o tinha abandonado, ainda falava com Ele.
Em segundo lugar, o salmo, da maneira como está escrito, pode não reproduzir a cena integral. Quando usado em adoração, outro orador, não citado aqui (por exemplo, um sacerdote ou um profeta), pode ter dado uma resposta confirmando a ajuda do Senhor. Há muitas passagens nos Salmos que sugerem que houve uma resposta não registrada de outro orador, em nome do Senhor” (Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões Reais, Respostas Precisas, Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.945).

 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

“2. A Prosperidade dos Ímpios ([Salmos]73.4-12)
A riqueza, o orgulho e a prosperidade dos ímpios são descritos em termos vívidos. O fato de isso não ocorrer com todos os injustos não obscurece a realidade de ser verdade para muitos. Não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força (4) pode ser traduzido como: ‘Eles não passam por sofrimento e tem um corpo saudável e forte’ (NVI). Eles parecem estar livres de ‘canseiras’ (5; ARA), seguros na sua soberba e incontrolados na sua violência ou conduta em escrúpulos (6). No meio de um povo primitivo que sempre está à beira da fome, os ímpios têm mais do que o seu coração deseja (7). Sua conversa é cínica e perversa, presunçosa e blasfema (8-9). Os versículos 10-11 são traduzidos de maneira mais clara por Moffatt: ‘Por isso o povo se volta para eles e não vê nada de errado neles, pensando: Quanto Deus se importa? Acaso, há conhecimento no Altíssimo?’ Apesar da sua impiedade, esse povo prospera e os seus habitantes estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas (12).

 
3. Progresso rumo à Solução (73.13-20)
À luz do que havia observado, o salmista foi levado a questionar se ele havia em vão purificado o seu coração e lavado as suas mãos na inocência (13). Se os ímpios ‘progridem’, por que se preocupar em ser bom? Na verdade, castigo e aflição têm sido sua sorte (14). O versículo 15 mostra que, mesmo que tenha pensado essas coisas, ele não expressou suas dúvidas em voz alta — porque fazê-lo ‘teria traído os teus filhos’ (NVI). Ele Havia guardado as suas dúvidas para si mesmo. Mesmo assim, a sua ponderação era dolorosa: Fiquei sobremodo perturbado (16).
Finalmente a luz invade a escuridão quando ele entra no santuário de Deus (17). Então ele vê que o Senhor não acerta imediatamente as contas com todos. De modo súbito, ele entende que o ímpio que prospera, a quem ele havia insensatamente invejado, foi colocado em lugares escorregadios (18) e destinado à destruição (18). Desolação e terrores são o seu destino (19). Como tudo muda em um sonho (20) no momento em que se acorda, assim ocorrerá quando Deus ‘acordar’ para julgar; tudo será invertido, como ocorreu com o rico e Lázaro (cf. Lc 16.19-31). Desprezarás a aparência (‘imagens’, Berkeley) deles” (CHAPMAN, M. L.; PURKISER, W. T. (at all). Comentário Bíblico Beacon: Jó a Cantares de Salomão. Vol. 3, RJ: CPAD, 2005, pp.222-23).

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A ilusória prosperidade dos ímpios

Por que os justos sofrem e os ímpios prosperam? Quem já não fez esta indagação, ainda que de forma introspectiva? Às vezes parece que os ímpios levam vantagens em relação aos crentes. Todavia, a prosperidade do ímpio é só nesta vida, enquanto a do justo é eterna. As lutas e dificuldades da vida são para todos, bons ou injustos, fiéis e infiéis. Deus é misericordioso, Ele faz com que o sol nasça para todos, assim como a chuva caia para os justos e ímpios (Mt 5.45). Sabemos que enquanto vivermos em um corpo corruptível, estaremos sujeito às doenças e as intempéries desta vida. Somente estaremos livres, para todo o sempre, da dor e do sofrimento, no dia em que recebermos um corpo glorificado, não mais sujeito à morte (1Co 15.52). Esta é a nossa viva esperança, e o nosso consolo em meio à dor: saber que um dia viveremos eternamente com o Senhor, livres de lágrimas e dores (Ap 21.4). Mas quanto aos ímpios terão o mesmo destino? Têm eles a mesma esperança? O Dia do Juízo chegará para todos os ímpios, porém Deus é longânimo e deseja que todos se arrependam e se salvem (2Pe 3.9). Os ímpios terão que enfrentar o julgamento do “grande trono branco” (Ap 20.11-15). Aqueles que não creem encararão, segundo a Palavra de Deus, o pranto e o range de dentes (Mt 13.41,42), a condenação (Mt 13.42,43) e a destruição.
Ao ler Eclesiastes podemos ter a impressão de que a morte é o fim de tudo (9.4-6). Salomão parece desejar a morte diante dos males da vida (Ec 4.1-3). Sabemos que neste mundo teremos aflições, mas apesar de tudo, vale a pena viver quando confiamos em Deus. Salomão estava vivendo longe do Senhor quando escreveu Eclesiastes, por isso, Ele faz uma análise existencial da vida. Sua visão é extremamente pessimista: “os mortos não sabem coisa nenhuma” (Ec 9.5).
Um dia todos terão que enfrentar a morte, tanto os ímpios quanto os justos. Porém sabemos que a morte não é o fim para o sofrimento humano. Ela é o fim para um novo começo na eternidade. Segundo o apóstolo Paulo afirma, se a nossa esperança se limitar apenas a esta vida somos os mais infelizes dos homens.
Não podemos nos deixar abalar pelas circunstâncias da vida nem pela prosperidade dos ímpios; precisamos confiar no Deus Todo-Poderoso, pois somente Ele nos fará habitar um dia nas regiões celestes.

 

sábado, 7 de dezembro de 2013

FAMÍLIA CRISTÃ E PÓS-MODERNIDADE

 


A sociedade pós-moderna tem enfrentado mudanças múltiplas e desestruturantes.
A crise entre os papeis no contexto familiar, tem levado os membros da família ao caos, a ausência de referências, tem gerado medos, inseguranças e condutas dispares.

Neste contexto desfavorável, a família, principalmente cristã, tem sofrido com os constantes desafios, que por vezes, tentam romper com as estruturas milenares das famílias.
Para muitos, as perspectivas são desmotivadoras, mas há possibilidades de uma retomada e reestruturação, baseado na observância de princípios sólidos, comprovadamente eficazes e eternos da Palavra de Deus.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Lição 10 CPAD - 4° Trimestre 2013

 
Lições Bíblicas CPAD / Jovens e Adultos
Título: Sabedoria de Deus para uma vida vitoriosa — A atualidade de Provérbios e Eclesiastes
Comentarista: José Gonçalves


Lição 10: Cumprindo as Obrigações Diante de Deus

TEXTO ÁUREO: Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o” (Ec 5.4).

VERDADE PRÁTICA: A nossa vida de adoração somente será verdadeira quando nos conscientizarmos dos nossos direitos e deveres diante de Deus.

 
INTERAÇÃO
Em todas as esferas da vida temos responsabilidades. É na família, no trabalho, na faculdade, nas amizades, enfim; em todos os lugares onde nos relacionamos está o nosso senso de responsabilidade. Com as coisas de Deus não é diferente. Ora, o Senhor nosso Deus é Santo, Amoroso e Misericordioso. Por isso, devemos nos empenhar no compromisso de imitá-Lo, servindo-O de toda mente e coração. A vida com Deus é para ser levada a sério e devemos vivê-la até as últimas consequências. Quando o amor do Pai inunda-nos à alma, não temos dúvida do quanto podemos fazer para Ele e ao próximo que está em torno de nós.

 
OBJETIVOS: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

1. Conceituar as obrigações de natureza político-social e religiosa.

2. Explicar as obrigações ante a santidade de Deus (reverência e obediência).

3. Compreender as obrigações frente a transcendência e a imanência de Deus.

 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, para introduzir o terceiro e o quarto tópicos que tratam sobre a Transcendência e a Imanência, sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Analise com a classe as definições de “transcendência” e “imanência”. Em seguida, explique a relação entre esses atributos. Afirme que o nosso Deus, apesar de ser distinto da sua criação, está presente no mundo. Essa atividade objetiva reforçar a assimilação dos conceitos teológicos pelos alunos. Boa aula!

 
BREVE EXPLICAÇÃO PARA TRANSCENDÊNCIA E A IMANÊNCIA

TRANSCENDÊNCIA: [Do lat. transcendentia] O que ultrapassa o conhecimento comum, e vai além da experiência meramente humana. A transcendência é um dos atributos naturais de Deus.

IMANÊNCIA: [Do lat. immanentia] Qualidade do que está em si mesmo, não transita a outrem. É o oposto de transcendência. Embora seja Deus transcendente, não se encontra à parte de sua criação; acha-se presente nesta através dos atributos de sua imanência: onipresença, onisciência e onipotência; e por intermédio de seus atributos morais.
A imanência corrobora com a intervenção divina na criação. Seres humanos, a natureza e tudo o que há no mundo pertencem ao nosso Deus. Entretanto, a Sua transcendência não permite que Ele mesmo se confunda com sua criação. O nosso Pai não é a natureza; não é o homem; nem, muito menos, o animal. O nosso Deus é o Criador de tudo! E Ele se relaciona com a sua criação.

 
INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Obrigação: Ação de obrigar; fato de estar obrigado a fazer uma ação.

Na lição anterior, vimos que o pregador tratou sobre as coisas que acontecem “debaixo do sol” (Ec 1 — 4). Ele demonstrou que o conhecimento sem o temor de Deus não é sabedoria, mas loucura. Demonstrou ainda que a busca desenfreada pelo prazer é correr “atrás do vento” e que a aquisição de bens materiais não pode fazer de nós pessoas felizes. E, por último, ensinou que o trabalho, sem a visão objetiva de Deus transforma-se em mero ativismo.

A partir do capítulo cinco, porém, Salomão versa sobre o estilo de vida do adorador consciente dos seus direitos e obrigações diante de Deus. Esse assunto é o que, à luz dos atributos divinos revelados nas Escrituras Sagradas — santidade, transcendência e imanência —, buscaremos compreender. Nesta lição, veremos que as nossas obrigações não se limitam ao “mundo eclesiástico-religioso”, mas também ao universo que Deus criou.

 
I. OBRIGAÇÕES E DEVOÇÃO

1. Obrigações de natureza político-social.
Há um ditado popular que diz: “Primeiro a obrigação, depois a devoção”. Aqui, há um dualismo que separa a obrigação (vida social) da devoção (vida espiritual), como se ambas fossem duas dimensões distintas. Tal máxima não é bíblica, pois o livro de Eclesiastes denota uma perspectiva completamente oposta (Ec 8.2). As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos (Mt 6.33; 22.21).
Vivemos em um mundo em que há autoridades constituídas e onde, consequentemente, direitos e deveres são estabelecidos. Somos cidadãos e possuímos direitos e deveres para com o Estado. Pagamos os impostos, podemos votar e receber votos. Enfim, não podemos eximir-nos das nossas obrigações para com a nação. A nossa consciência cívica deve ter como base a Bíblia Sagrada.

2. Obrigações de natureza religiosa.
Além da nossa obrigação político-social, de natureza cível, há também a de natureza religiosa ou espiritual. Elas acontecem na dimensão do culto, da adoração.
A palavra hebraica shachar mantém o sentido de “prostrar-se com deferência diante de um superior” (Gn 22.5; Êx 20.5). É com esse entendimento que Salomão fala da casa de Deus como o local de adoração (Ec 5.1). Construtor do grande templo, ele sabia que essa casa tinha como objetivos centralizar o culto, a fim de assegurar os elementos mais sublimes de sua liturgia: a adoração verdadeira a Deus e a unidade dos adoradores num único povo.

 
SINOPSE DO TÓPICO (I): As obrigações do crente são de natureza político-social e de ordem religiosa.

 

II. OBRIGAÇÕES ANTE A SANTIDADE DE DEUS

1. Reverência.
Todo culto tem uma liturgia, e não há nada de errado nisso. A palavra liturgia está associada ao culto da Igreja Primitiva. Quando em Antioquia houve uma escolha e separação de obreiros para a obra missionária (At 13.2), Lucas registra o fato utilizando a palavra grega leitourgeo para designar serviço, e dessa palavra vem o vocábulo português liturgia. Esta também faz parte da adoração a Deus.
Salomão sabia disso e advertiu-nos quanto ao cuidado que devemos ter quando entrarmos na casa de Deus (Ec 5.1). Desligue o celular, não masque chiclete, seja reverente! Seja um verdadeiro adorador!

 
2. Obediência.
Obedecer a um conjunto de normas e regras sem atentar para os princípios que o fundamentam é puro legalismo. Não vale a pena observar o preceito sem atentar para o princípio existente por trás dele. O livro de Eclesiastes demonstra isso com clareza (Ec 5.1), pois Deus não se interessa na observância do sacrifício em si, e sim na obediência aos princípios que regulamentam a sua prática. Foi exatamente isso que o profeta Samuel ensinou a Saul (1Sm 15.22).

 
SINOPSE DO TÓPICO (II): A santidade de Deus impulsiona o crente a viver reverente e obedientemente.

 
III. OBRIGAÇÕES FRENTE À TRANSCENDÊNCIA DE DEUS

1. Deus, o criador.
Todas as religiões possuem a noção do sagrado e demonstram respeito por ele. No cristianismo, como no judaísmo, a consciência do sagrado revela-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem. O Deus Criador se distingue da própria criação (Dt 4.15-20). A teologia bíblica denomina essa doutrina de “a transcendência de Deus”. Deus está além de suas criaturas, como afirma o Eclesiastes: “Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra” (Ec 5.2b). Ele pode humanizar-se, como já o fez (Jo 1.14), mas o homem não pode tornar-se divino. Quem procurou ser igual a Deus foi expulso do céu (Ez 28.1,2; Is 14.12-15).

 
2. Homem, a criatura.
O homem foi criado por Deus como a coroa da criação. Ele não surgiu do acaso nem de uma mistura acidental de elementos naturais. E a nós Deus se revelou, manifestou seus atributos, vontades e apesar de estarmos condenados à morte eterna, Deus proporcionou em Jesus Cristo a salvação que nos era necessária para que passássemos a eternidade futura com o nosso Criador e Redentor.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III): A transcendência divina revela-nos que o nosso Deus é o Criador; o homem, criatura.

 
IV. OBRIGAÇÕES DIANTE DA IMANÊNCIA DE DEUS

1. Deus está próximo.
O atributo da imanência divina revela-nos um Deus que se relaciona com a sua criação. Isto significa que o Pai Celeste não é um Deus distante que, após criar o mundo, ausentou-se dele! Pelo contrário, Ele é um Deus presente, participa da sua criação e nela intervém.
O capítulo cinco de Eclesiastes narra Salomão falando do culto a Deus e como o Senhor identifica-se com o homem que lhe oferece adoração, seja aprovando-o ou reprovando-o (Ec 5.4b). Essa mesma verdade é confirmada em o Novo Testamento (2Co 6.16). A proximidade de Deus com o homem deve fazer-nos melhores crentes e pessoas.

 
2. O valor das orações e votos.
Deus não apenas se faz presente, mas também prometeu abençoar os seus filhos, atendendo nossas orações e súplicas. Isso acontecerá quando orarmos de acordo com sua vontade (Jr 29.12,13; Jo 14.13,14).
Cientes dessa verdade, os judeus não somente oravam a Deus, como também se empenhavam com votos (Nm 30.3-16; Dt 23.21-23). Não há dúvidas de que o livro de Eclesiastes tem em mente essas passagens bíblicas, quando adverte sobre a seriedade do voto (Ec 5.4). Em o Novo Testamento, não encontramos um preceito específico concernente a essa prática, mas o seu princípio permanece válido, pois o cumprimento de um voto, ou de um propósito diante de Deus, é algo que ultrapassa gerações.

 
SINOPSE DO TÓPICO (IV): A imanência divina revela-nos que Deus está próximo e ouve as nossas orações.

 
CONCLUSÃO
Nesta lição, abordamos as palavras de Salomão no contexto da adoração bíblica. Conscientizamo-nos de que não há adoração verdadeira que não leve em conta as obrigações diante de Deus e dos homens. Se quisermos viver uma vida espiritual plena devemos ter em mente as implicações que a acompanham. De nada adianta termos templos suntuosos, pregadores eloquentes e cantores famosos se não estamos cumprindo as obrigações que uma verdadeira adoração requer.

 
VOCABULÁRIO
Ativismo: Trabalho desenvolvido em meios revolucionários, políticos, estudantis, sindicais; militância.
Dualismo: Princípio comum a diversas religiões e seitas que professam a coexistência irredutível do corpo e do espírito, do bem e do mal.
Legalismo: Tendência a se reduzir a fé cristã aos aspectos puramente materiais e formais das observâncias práticas e obrigações eclesiásticas.


 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

Bíblia de Estudo em Defesa da Fé: Questões reais, respostas precisas, fé solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
HORTON, S. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 ed., RJ: CPAD, 1996.

 
EXERCÍCIOS

1. O que as Escrituras orientam-nos em relação ao Reino de Deus e acerca da dimensão material?
R. As Escrituras orientam-nos a priorizar o Reino de Deus sem perder de vista a dimensão material em que estamos inseridos.

 
2. O que significa a palavra “liturgia”?
R. Serviço.

 
3. Como a consciência do sagrado revelou-se ao homem?
R. Revelou-se na manifestação do Deus verdadeiro, que ao longo da história deu-se a conhecer ao homem.

 
4. O que o atributo da imanência divina revela-nos?
R. Um Deus que se relaciona com a sua criação.
 

5. Você tem verdadeiramente cultuado a Deus?
R. Resposta pessoal.

 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Vida Cristã

“Adoração centrada em Deus

A adoração centrada em Deus começa com o foco na tremenda revelação de Deus. Este Deus das Santas Escrituras é o Onipotente (Todo-Poderoso) Criador, que falou e tudo veio a existir! Este é Deus, que é Onipresente (presente em todos os lugares), acima de tudo, abaixo de tudo, mas não contido em nada. Deus é Onisciente (sabe tudo), chegando até a enumerar os cabelos de nossa cabeça. Ele conhece nossos pensamentos antes que venham a existir ou tornar-se conhecidos. Deus é santo e habita na luz inacessível de sua própria glória.
Quando nos reunimos para cultuá-lo em adoração, devemos conscientemente começar com esta grande imagem de Deus diante de nós e nos perguntar: Como devemos conduzir nossa vida a cada dia e moldar nossa reunião para glorificar a este Deus? Isto é muito importante para esta presente geração, porque manter em mente esta visão bíblica de Deus enquanto adoramos nos ajuda a evitar a idolatria. Não cometa o erro de pensar que você não é culpado de idolatria, simplesmente porque não se curva diante de ídolos. Somos culpados de idolatria toda vez que pensamos em Deus de forma diferente do que a Bíblia o retrata” (HUGUES, B. Disciplinas da Mulher Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.56-57).

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Cumprindo as obrigações diante de Deus

 
O capítulo 5 de Eclesiastes é uma série de conselhos práticos, onde Salomão inicia falando a respeito da vida religiosa e da reverência que é devida na Casa de Deus (Ec 5.1). Os israelitas, desde a infância eram ensinados a reverenciarem o sábado como dia santo e o santuário do Senhor (Lv 19.30; 26.2). Será que nossos filhos sabem da importância de se adorar ao Senhor no seu templo?
A língua grega dispõe de duas palavras para culto: latreia e proskuneo. A primeira significa adoração e a segunda reverenciar. Cultuar a Deus é adorá-lo. É reconhecer que Ele é único e digno de receber toda a honra, glória e louvores. Muitos confundem cultuar a Deus com ir à igreja. Às vezes os crentes até vão à igreja, mas não louvam e adoram ao Senhor. Deus busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade (Jo 4.24).
Os israelitas não tinham a liberdade que nós temos hoje. Na Antiga Aliança para se apresentar diante de Deus era necessário sacrifícios e a intervenção de um sacerdote. Atualmente não mais precisamos disso, pois a morte e a ressurreição de Jesus nos garante livre acesso à presença do Pai. Todavia, é preciso respeito. O poeta Alemão Goethe declarou: “A alma da religião cristã é a reverência”. Certa vez, Jesus entrou no Templo e ficou indignado com a falta de reverência das pessoas. O louvor e a adoração haviam sido substituídos pelo comércio (Mt 21.12). O que se ouvia ali não eram aleluias e glórias ao Todo-Poderoso, mas o grito dos cambistas e dos que comercializavam os pombinhos que eram utilizados nos sacrifícios. O Mestre ficou indignado! Jesus colocou toda aquela “turma” no seu devido lugar. O louvor, a adoração e a oração estavam sendo substituídos.
Hoje temos livre acesso a Deus, não precisamos realizar todo o ritual litúrgico do culto levítico, porém não significa que em nossos cultos não devemos seguir uma liturgia santa, bíblica. Paulo ao ensinar a respeito do culto diz que tudo deve ser feito para a edificação: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1Co 14.26).
Para muitos israelitas a ida até Jerusalém, onde estava o Templo, não era somente uma obrigação religiosa. Certamente eles iam ao Templo para celebrar as festas sagradas com o coração alegre. Observe o que nós diz o salmista: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!” (Sl 122.1). Vamos à Casa do Senhor não por uma obrigação religiosa, mas porque o amamos.