segunda-feira, 15 de julho de 2013

Aniversário Professora Adriana

 
EBD Pedro José Nunes homenageia a Professora Adriana pelo seu aniversário em 11 de Julho 2.013.

 
Que seu coração, esteja sempre em festa, porque você é especial para a nossa Escola Bíblica Dominical.
 

sábado, 13 de julho de 2013

O CRENTE E A FESTA JUNINA

 
I) Origem: A Festa Junina 
É uma celebração brasileira de origem européia, historicamente relacionada com a festa pagã do solstício deverão que era celebrada no dia 24 de junho segundo o calendário Juliano (pré-gregoriano), e cristianizada na Idade média como. Festa de São João.. Ela festeja no Brasil três importantes santos católicos: São João (24 de junho), São Pedro (29 de junho) e Santo Antônio (13 de junho). Em Portugal,essas festas são conhecidas pelo nome de Santos Populares e correspondem a diferentes feriados municipais: Santo Antônio, em Lisboa, São Pedro no Seixal, São João, no Porto, em Braga e em Almada. Recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João) porque veio de países europeus cristianizados.
A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afrobrasileiras. Festas de São João são ainda celebradas em alguns países europeus (França, Portugal, Irlanda, os países nórdicos e do Leste europeu). As fogueiras de SãoJoão e a celebração de casamentos reais ou encenados (como o casamento fictício no baile da quadrilha nordestina), são costumes ainda hoje praticados em festas de São João européias.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste.
Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras.



II ) Significado dos Elementos da Festa Junina:

FOGUEIRAS: Além de ser um elemento de reunião das comunidades e famílias, a fogueira tem outros significados milenares: proteção contra maus espíritos, purificação, agradecimento e homenagem a deuses.

FOGOS DE ARTIFÍCIO: Segundo a tradição popular, o barulho dos fogos de artifício espanta maus espíritos e acorda São João para a festa.

BALÕES: Simbolizam a oferenda aos céus para a realização de pedidos ou agradecimento de desejos satisfeitos.

LAVAGEM DO SANTO: A tradicional lavagem de São João, no dia 24 de junho, é um batismo simbólico. Segundo a crença popular, no momento da lavagem a água do rio passa a ter poderes de cura. É por isso que os participantes molham os pés, o rosto e outras partes do corpo e guardam um pouco de sua água.

LEVANTAMENTO DO MASTRO: O mastro de São João é fincado no solo e ao seu redor são lançados pedaços de unha, fios de cabelo e sementes, simbolizando o desejo de fertilidade.


CASAMENTO CAIPIRA: Uma das mais divertidas tradições das festas juninas é, sem dúvida, o casamento caipira, também chamado de casório matuto. A representação, em tom de brincadeira, é cheia de malícia e conotações sexuais. A história sofre pequenas variações, mas o enredo é sempre o mesmo: a noiva fica grávida antes do casamento e os pais obrigam o noivo a se casar com ela. Desesperado, o noivo tenta fugir, mas é impedido pelo delegado e seus soldados, que arrastam o condenado ao altar e vigiam a cerimônia. Depois que o casamento é realizado, inicia-se a quadrilha.
Vejamos alguns significados dos objetos usados nessas festas


• Para pensar....

A festa junina é inofensiva ou não? O que Jesus faria em meu lugar? Como posso pensar e agir de acordo com os valores e princípios bíblicos e ensiná-los a esta geração?
A Bíblia diz claramente o quanto irrita ao nosso Deus a adoração a outros deuses. A quadrilha se parece com a festa relatada em Êxodo 32. Arão edificou um altar diante do bezerro de ouro e anunciou: “ Amanhã haverá uma festa dedicada ao Senhor: (...) Na manhã seguinte, ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra (...) Disse o Senhor a Moisés: Tenho visto que este povo é um povo obstinado. Deixe-me agora para que a minha ira se acenda contra eles, e ou os destrua. Depois farei de você uma grande nação...”

De que lado você, suas crianças e jovens estão: do povo cabeçudo ou do lado da grande nação? Você está em comunhão com Deus ou com os demônios?(1 Co 10:14-24). .Vocês não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. . (ICo 10:21). São estes princípios e outros mais que temos a oportunidade de ensinar aos nossos filhotes nesta época de festas juninas, pois .Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.. 1Co 10.23.


Se você ainda acha que festas juninas são inofensivas, sem perigo, e se tiver paz para comemorá-la e deixar suas crianças se envolverem, vá em frente. Contudo você está tendo oportunidade de conhecer o que Palavra de Deus diz!




 

O caso de amor entre Davi e Jônatas



Não são poucas as pessoas que tem o mau costume de tentar aplicar uma ideia sua, uma vontade, a uma situação bíblica, para justificar seus atos errados como sendo uma conduta 'permitida' por Deus. Em tempos onde às práticas sexuais ilícitas tentam tomar espaço muitos são aqueles que se levantam para de, alguma forma, tentar justificar aquilo que fazem por aí em suas vidas. Um caso bíblico, que para muitos é uma evidência irrefutável da homossexualidade de Davi, é o relato de sua amizade com o filho de Saul, Jônatas.

Veremos essa questão em dois pontos básicos do texto:
 


"1 Ora, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma." - (I Samuel 18).


O texto acima é um dos relatos que muitos homossexuais utilizam para dizer que suas relações não são antibíblicas, afirmando o que é descrito acima se trata de uma relação homossexual de Davi com Jônatas. Será?
Bem, já sabemos que a prática homossexual é uma conduta que não é aprovada pelas Escrituras Sagradas, veja:

 
"Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação." - Lv. 18.22
"Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no que é contrário à natureza; semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm" - Rm. 1.26-28

Muitos são os textos que asseguram a reprovação divina a práticas homossexuais, por se tratar de algo antinatural, oposta aos valores e princípios estabelecidos pelo Senhor na Criação. 
A Lei, então, deixa clara a reprovação destas práticas como vimos, no entanto, no caso de Davi e Jônatas, como deve ser entendido o texto que relata sua profunda amizade? 

Citamos anteriormente um texto, de I Samuel 18, que deixa muito clara a relação entre os dois. É interessante notar, prezado leitor, que cada parte dos textos que relatam a profunda amizade de Davi e Jônatas, tem uma correspondência com aquilo que Jesus falou e, ainda, obviamente, com a Lei de Moisés. Veja:

[1] "...a alma de Jônatas ligou-se com a alma de Davi." (I Sm. 18.1a)

" Jônatas, filho de Saul, começou a sentir uma profunda amizade por Davi."
(I Sm. 18.1a - NTLH)

"...surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi ."(1 Samuel 18:1 - NVI)

Em [1] observamos o mesmo relato de I Samuel 18, vers.1, por três traduções diferentes, contendo o mesmo sentido, mas é bom observar que todo este sentimento que surgiu, por parte de Jônatas, se deu após o episódio de Davi e Golias. Jônatas, vendo a coragem de Davi, em não temer o gigante e, ao mesmo tempo, manter sua confiança no Deus de Abraão, como sendo aquele que lhe daria vitória, fez com que Jônatas o admirasse e o liga-se, de alguma forma, a si. O filho de Saul, então, não o via mais como um simples pastor de ovelhas, mas, agora, o enxergava como uma importante figura dentro de Israel, alguém digno de ser seguido, admirado, seguido. Como dissemos toda esta parte que trata desta amizade de Davi e Jônatas, tem uma correspondência neotestamentário e, neste caso, encaixa-se perfeitamente com o que está escrito em Filipenses 2.1-2, que diz: "Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude." - NVI. Ou seja, se estamos em Cristo (Deus), inevitavelmente, teremos sentimentos de amor profundo e intenso, não devendo ser confundido como algo corrupto, sexual nem nada deste tipo, antes, um sentimento gerado espiritualmente pelo Senhor Deus.

Foi o que foi gerado naquele momento em Davi e Jônatas?

[2] "Jônatas o amou como à sua própria alma." (I Sm. 18.1b)

"... e veio a amá-lo como a si mesmo." (I Sm. 18.1b - NTLH)

"Jônatas tornou-se o seu melhor amigo"(1 Sm. 18.1b - NVI)

Na segunda parte da nossa análise [2], temos o relato do sentimento que Jônatas sentia em Davi. Se em [1], o texto mostra como este sentimento surgiu, sendo um resultado das ações divinas pelas mãos de Davi, que causou admiração por parte de Jônatas, agora, em [2], a questão é a natureza deste sentimento, o que realmente Jônatas sentia por Davi, se era um amor carnal e com conotações sexuais ou se era outra coisa.
Fica claro que nada tinha a ver com algo sexual ou um desejo proibido que o filho de Saul possuísse pelo nobre pastor de ovelhas, mas, um amor traduzido com uma forte e inegável correspondência com o grande mandamento de Jesus Cristo. Note que Jônatas amou a Davi como a si mesmo, ou seja, a aliança davídica revelou muito mais que uma intimidade e uma capacidade de quebrantamento sobrenatural de Davi, mas, apontava, a cada momento, para revelações daquilo, que em Cristo, seria plenamente revelado. Como está escrito: “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." (Mt. 22.39 cf. Mc.1 2.31; Lc. 10.27). O segundo maior mandamento é relatado pelos três evangelistas, e retomado na narrativa paulina, afirmando que os piores crimes e delitos contra os homens seriam aniquilados se a humanidade se baseasse unicamente neste mandamento, dada a importância e poder destas palavras (Rm. 13.9). Percebeu amado leitor? Como disse a aliança davídica, assim como as outras realizadas por Deus revelam parâmetros de atuação divinas diante de ações nossas. Neste caso específico, o sentimento gerado em Davi e Jônatas causaria grande impacto no cumprimento da vontade divina em Israel.

Então, amado leitor, fica claro, que a relação entre Davi e Jônatas era, sim, de amor, no entanto, nunca confunda isto como sendo algo envolvendo sexo ou uma relação homossexual, antes, tratava-se de uma relação pautada no fundamento de Cristo, apresentado, principalmente, em Mateus 22.39.
 
 
Notas: 
NTLH - Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje
NVI - Nova Versão Internacional
*A bíblia utilizada é a versão Almeida Revista e Corrigida, salvo indicação.









 
 
 
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aniversariantes dos mesês Maio e Junho 2013


Momentos de descontração na EBD Pedro José Nunes


 

                                       

                                      


Parabéns, que possa ter muitos anos de vida,
 
abençoados e felizes, e que estes dias futuros
 
sejam todos de harmonia, paz e desejos realizados.



 

Lição 2 CPAD - 3° Trimestre 2013


Lições Bíblicas CPAD / Jovens e Adultos
Lição 2: Esperança em Meio à Adversidade

 
 


TEXTO ÁUREO: Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho(Fp 1.21).

VERDADE PRÁTICA: Nenhuma adversidade poderá reter a graça e o poder do evangelho.

INTERAÇÃO

A prisão do apóstolo Paulo em Roma foi crucial para a propagação do Evangelho na região de Filipos. A partir de uma experiência de sofrimento, Deus usou pessoas para propagar a mensagem das Boas Novas. É verdade que alguns pregadores usavam o sofrimento do apóstolo para proclamar Cristo de boa consciência. Outros se utilizavam do sofrimento alheio para obterem vantagens pessoais. Cristo não era o centro das suas preleções. Infelizmente, na atualidade, algumas pessoas perderam o temor de Deus. O exemplo daqueles pregadores de Filipos, elas exploram as tragédias pessoais, pois veem nelas a oportunidade de se locupletarem com as feridas alheias (elas sabem que o sofrimento humano pode ser muito rentável). Cristo não se acha mais no centro de suas vidas.

OBJETIVOS: Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

- Saber que as adversidades podem contribuir para a expansão do Evangelho.

- Explicar as motivações de Paulo para a pregação do Evangelho.

- Compreender que o significado da vida consiste em vivermos para o Evangelho.
 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, para concluir a lição sugerimos a seguinte atividade: (1) Pesquise ao menos três países cujo índice de perseguição religiosa é grande. (2) Identifique missionários que atuam nesses locais (a pesquisa pode ser feita pelas agências missionárias, secretaria de missões de sua igreja ou internet). (3) Em seguida, pesquise o crescimento de cristãos nesses países visando identificar como o trabalho missionário tem sido realizado. Conclua dizendo que, a exemplo do que ocorreu a Paulo, o Evangelho continua a ser propagado no mundo através do sofrimento de muitas pessoas que se dispõem a propagá-lo com ousadia.

INTRODUÇÃO

Palavra Chave: Adversidade: Infelicidade, infortúnio, revés. Qualidade ou caráter de adverso.

Nesta lição, veremos como a paixão pelas almas consumia o coração de Paulo. Embora preso em Roma, ele não esmorecia na missão de proclamar o Evangelho. E, tendo como ponto de partida o seu sofrimento, o apóstolo ensina aos filipenses que nenhuma adversidade será capaz de arrefecer lhes a fé em Cristo. Ao contrário, ele demonstra o quanto as suas adversidades foram positivas ao progresso do Reino de Deus.

I. ADVERSIDADE: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

1. Paulo na prisão.

Paulo estava preso em Roma, aguardando julgamento. Ele sabia que tanto poderia ser absolvido como executado. Todavia, não se achava ansioso. O que mais desejava era, com toda ousadia, anunciar a Cristo até mesmo no tribunal. Paulo não era um preso qualquer; sua segurança estava sob os cuidados da guarda pretoriana (1.13). Constituída de 10 mil soldados, esta guarda encarregava-se de proteger os representantes do Império Romano em qualquer lugar do mundo. Sua principal tarefa era a proteção do imperador.

2. Uma porta se abre através da adversidade.

Uma das principais contribuições da prisão de Paulo foi a livre comunicação do Evangelho na capital do mundo antigo. Os cristãos estavam espalhados por toda a cidade de Roma e adjacências. Definitivamente a prisão de Paulo não reteve a força do Evangelho e o promoveu universalmente. Deus usou o sofrimento do apóstolo para que o Evangelho fosse anunciado de Roma para o mundo (v.13).

 

II. O TESTEMUNHO DE PAULO NA ADVERSIDADE (1.12,13)

1. O poder do Evangelho.

De modo objetivo, Paulo diz aos filipenses que nenhuma cadeia será capaz de impor limites ao Evangelho de Cristo. Esse sentimento superava todas as expectativas do apóstolo concernentes ao crescimento do Reino de Deus. O seu propósito era ver as Boas Novas prosperando entre os gentios. Portanto, nenhum poder humano conterá a força do Evangelho, pois este é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

2. A preocupação dos filipenses com Paulo.

Está implícita a preocupação dos filipenses com o bem-estar de Paulo. Eles o amavam e sabiam do seu ardor em proclamar o Evangelho. Todavia, achavam que a sua prisão prejudicaria a causa cristã. O versículo 12 traz exatamente essa conotação: “E quero, irmãos, que saibais as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho”. Para o apóstolo, seu encarceramento contribuiu ainda mais para o progresso da mensagem evangélica (v.13).

3. Paulo rejeita a autopiedade.

Paulo era um missionário consciente da sua missão. Para ele, o sofrimento no exercício do santo ministério era circunstancial e estava sob os cuidados de Deus (v.19). Por isso, não manifestava autopiedade; não precisava disso para conquistar a compaixão das pessoas. Para o apóstolo, a soberania de Deus faz do sofrimento algo passageiro, pois os infortúnios servem para encher-nos de esperança, conduzindo-nos numa bem-aventurada expectativa de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Rm 8.28).
 
III. MOTIVAÇÕES PARA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1.14-18)
Duas motivações predominavam nas igrejas da Ásia Menor onde o apóstolo Paulo atuava. São elas:
1. A motivação positiva.
“E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor” (v.14). Estava claro para os cristãos romanos, bem como para a guarda pretoriana, que o processo judicial contra Paulo era injusto, porque ele não havia cometido crime algum. Além de saberem da inocência do apóstolo, os pretorianos recebiam diariamente deste a mensagem do Evangelho (v.13). O resultado não poderia ser outro. Os cristãos filipenses foram estimulados a anunciar o Evangelho com total destemor e coragem.
2. A motivação negativa.
A prisão de Paulo motivou os cristãos a proclamar o Evangelho de “boa mente” e “por amor”. Mas havia aqueles que usavam a prisão do apóstolo para garantir vantagens pessoais. Dominados pela inveja e pela teimosia, agiam por motivos errados. Mas pelo Espírito, o apóstolo entendeu que o mais importante era anunciar Cristo ao mundo “de toda a maneira”. Isto não significa que Paulo aprovava quem procedia dessa forma, porque um dia todo mal obreiro terá de dar contas de seus atos ao Senhor (Mt 7.21-23).

IV. O DILEMA DE PAULO (1.19-22ss.)

1. Viver para Cristo.
“Nisto me regozijo e me regozijarei ainda” (v.18). Estas palavras refletem a alegria de Paulo sobre o avanço do Evangelho no mundo. Viver, para o apóstolo, só se justifica se a razão for o ministério cristão: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei, então, o que deva escolher" (vv.21,22).

A morte para ele era um evento natural, mas glorioso. Significava estar imediatamente com Cristo. O Mestre era tudo para Paulo, o princípio, a essência e o fim da sua vida. Nele, o apóstolo vivia e se movia para a glória de Deus. Por isso, podia dizer: “E vivo, não mais eu; mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

2. Paulo supera o dilema.
“Estar com Cristo” e “viver na carne”. Este era o dilema do apóstolo (vv.23,24). Ele desejava estar na plenitude com o Senhor. Todavia, o amor dele pelos gentios era igualmente intenso. “Ficar na carne” (v.24), aqui, refere-se à vida física. Isto é: viver para disseminar o Evangelho pelo mundo. Mais do que escolha pessoal, estar vivo justifica-se apenas para proclamar o Evangelho e fortalecer a Igreja. Este era o pensamento paulino. Nos versículos 25 e 26, ele entende que, se fosse posto em liberdade, poderia rever os irmãos de Filipos, e viver o amor fraterno pela providência do Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Paulo resolveu o seu dilema em relação à igreja, declarando que o seu desejo de estar com Cristo foi superado pela amorosa obrigação de servir aos irmãos (vv.24-26). Ele nos ensina que devemos estar prontos a trabalhar na causa do Senhor, mesmo que isso signifique enfrentar oposição dos falsos crentes e até privações materiais. O que deve nos importar é o progresso do Evangelho e o crescimento da Igreja de Cristo (vv.25,26).

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

PEARLMAN, M. Epístolas Paulinas: Semeando as Doutrinas Cristãs. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
ZUCK, R. B. (Ed.)
Teologia do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008.


EXERCÍCIOS
1. De acordo com a lição, qual foi a principal contribuição da prisão de Paulo para o Evangelho?

R. Foi a livre comunicação do Evangelho na capital do mundo antigo.

2. Como Paulo via o sofrimento?
R. Para o apóstolo, a soberania de Deus faz do sofrimento algo passageiro, pois os infortúnios servem para encher-nos de esperança, conduzindo-nos numa bem-aventurada expectativa de “que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28).

3. Cite e explique as motivações que predominavam nas igrejas da Ásia Menor onde o apóstolo Paulo atuava.
R. A primeira motivação era positiva, caracterizada pela disposição dos filipenses pregarem o Evangelho com destemor e coragem. A segunda era negativa, pois a sua principal característica era os pregadores que usavam a prisão do apóstolo para garantir vantagens pessoais.


4. Qual era o maior dilema de Paulo apontado na lição?
R. “Estar com Cristo” ou “viver na carne”.


5. Você está pronto a trabalhar na causa do Senhor; mesmo que isso signifique enfrentar oposições de falsos crentes, além das privações materiais ou físicas?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Teológico

Alguns pregam Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa mente” (1.15). Posteriormente Paulo voltará sua atenção aos judaizantes, que distorcem o evangelho insistindo nas obras como algo essencial para a salvação (3.2-11). Aqui a tensão é pessoal em vez de doutrinária. Alguns se tornam evangelistas mais ativos por um espírito competitivo, tendo um prazer perverso no pensamento de que Paulo está atado e incapaz de tentar alcançá-los. Outros se tornam evangelistas mais ativos por amor, um esforço de aliviar Paulo da preocupação de que expansão do evangelho retrair-se-á devido à sua inatividade forçada.

É fascinante ver como Paulo recusa-se a julgar as motivações, e está encantado com o fato de que, seja pela razão que for o evangelho está sendo pregado. Poucos de nós têm essa maturidade. Os críticos de Paulo poderão ficar amargamente ressentidos com o seu sucesso, mas o apóstolo não ficará ressentido com eles! Em vez disso ele se regozijará por Cristo estar sendo pregado, e deixará a questão dos motivos para o Senhor.

Porque sei que disto me resultará salvação (1.19). Paulo não se refere aqui à sua libertação da prisão. “O maior perigo que qualquer um de nós enfrenta é o desânimo que as dificuldades frequentemente criam” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007, p.437).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Esperança em meio à adversidade

É possível ter esperança em meio à adversidade? Esta pergunta pode parecer mera retórica, pois uma vez proposta àquele que sofre, mas alienada da sua realidade, ela ignora o sofrimento e as circunstâncias existenciais que a maioria dos seres humanos enfrenta no mundo. A consequência não poderia ser outra: a dissimulação de quem pergunta.

Porém, esta acusação não se pode fazer ao apóstolo Paulo. A sua esperança na adversidade está latente quando ele comunica aos seus irmãos: “As coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho” (1.12). Aqui, quem fala não é uma pessoa que se acampa e um escritório opulento e distante do sofrimento alheio, mas um ser humano que redige uma mensagem de esperança em um lugar contrário a qualquer esperança: a prisão. Mas resolutamente encarcerado. Como alguém como Paulo poderia estar resoluto numa prisão do primeiro século da era cristã?

A fé na soberania divina é a chave para entender a tranquilidade do apóstolo. A partir dela, ele estava convencido de que o seu sofrimento serviria para expandir o Evangelho entre os gentios. E os filipenses deveriam estar conscientizados disso também.

O olhar do apóstolo agora se volta para a necessidade da igreja de Filipos. Paulo sabe que a igreja é perseguida e sofredora. Embora o apóstolo estivesse cheio da graça de Deus desejando imediatamente estar com Cristo, ao voltar sua atenção para a necessidade da comunidade de Filipos ele entra num dilema.

O dilema paulino é este: “Desejo partir e estar com Cristo”, mas “julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne”. Aqui, descobrimos qual a esperança gloriosa do apóstolo em meio à adversidade: Estar com Cristo. Esta esperança deve ser a da Igreja também. Mas, em meio ao sofrimento, e após olhar para o sofrimento alheio, o apóstolo não se julga no direito de partir com Cristo sabendo que poderia ser um instrumento de Deus para encorajar irmãos na fé, edificá-los, e encorajá-los a proclamar o Evangelho ao mundo. A lição apostólica não poderia ser outra: quando olhamos para o sofrimento alheio e decidimos aliviá-lo brota em nós a esperança de sermos salvos das nossas adversidades. Estar com Cristo deve ser o nosso anseio, mas enquanto Ele não vem estaremos com Cristo juntamente com o próximo sofredor. O nosso sofrimento deve impulsionar-nos a proclamar ao outro aquilo que nos dá esperança: o Evangelho.