terça-feira, 9 de maio de 2017

Lição 7 CPAD - 2° Trimestre 2017


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: O Caráter do Cristão — Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro

Comentarista: Elinaldo Renovato

 

TEXTO ÁUREO: [...] porque, aonde quer que tu vás, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16).

 
VERDADE PRÁTICA: Deus usou Rute, quebrando todos os paradigmas raciais, para torná-la parte da linhagem do Messias.

 
OBJETIVO GERAL: Mostrar que Deus usou a vida de Rute para quebrar paradigmas raciais e torná-la parte da linhagem do Messias.

 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar um resumo da história de Rute;

II. Mostrar o cuidado de Noemi e o caráter de Rute;

III. Explicar como Rute entrou na genealogia de Jesus.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Na lição de hoje, estudaremos a respeito do caráter bondoso e fiel de Rute. Ela se recusou a abandonar sua sogra, viúva e sem nenhum recurso financeiro. Rute escolheu ajudar Noemi e seguir o seu Deus. Ela trabalhou nos campos recolhendo espigas para sustentar sua sogra e para sobreviver. Esse era um trabalho honesto, porém nada fácil para uma mulher sozinha. Sua história revela seu caráter bondoso e fiel ao Deus de Israel e à sua sogra. Aprendemos com seu perfil que o amor e a bondade são capazes de mudar a história de uma pessoa. Pois, essa gentia, que não fazia parte do povo de Deus, entrou na genealogia de Jesus.

 
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o caráter de uma jovem estrangeira, que se tornou uma das mulheres mais admiráveis da Bíblia. Trata-se de Rute, uma moça moabita, que se casou com um jovem hebreu, contrariando os costumes e os preceitos legais de seu povo. A narrativa do livro que tem o seu nome mostra que Deus é soberano, onipotente, e, ao mesmo tempo, misericordioso e amoroso. O livro de Rute é considerado umas das mais belas peças da literatura universal.

 
PONTO CENTRAL: Rute tinha um caráter bondoso e íntegro.

 
I. RUTE, UM RESUMO DE SUA ORIGEM

1. Uma estrangeira.
O nome Rute significa “amizade”. Ela era moabita. Um fato histórico tornou os moabitas adversários de Israel. Eles não permitiram ao povo de Deus passar pelo seu território quando se deslocava em direção a Canaã, e precisava passar pelo território de Moabe, sob a liderança de Moisés (Nm 20.19). Eles foram hostis. Por isso, Deus determinou que nem moabitas nem amonitas poderiam fazer parte da “congregação do Senhor”, ou do povo de Israel, “nem ainda a sua décima geração” (Dt 23.3-6; Ne 13.2). Essa é a origem étnica de Rute. Se houvessem sido observados os preceitos da Lei, ela jamais poderia fazer parte da linhagem do povo de Israel.


2. Como Rute vinculou-se a uma família israelita.
Uma família judaica teve que sair de Belém para escapar da seca que assolava a região. Eram eles: Elimeleque, Noemi (ou Naomi, que significa “agradável”), sua esposa, e os dois filhos, Malom e Quiliom. Emigraram para a terra de Moabe, onde havia alimento. Contrariando os costumes da família, os dois filhos casaram com jovens moabitas. Malom casou-se com Rute; Quiliom casou-se com Orfa. Não se sabe quanto tempo viveram com suas esposas. Os três homens faleceram deixando três mulheres sem amparo (Rt 1.1-5). Uma seca e três óbitos mudaram a história dessas pessoas.


3. Em direção à terra de Judá.
Dez anos depois, Deus concedeu a bênção da fartura de pão em Israel (Rt 1.6). E a viúva de Elimeleque convidou suas duas noras, também viúvas, para irem a Belém, onde havia pão (Rt 1.7). Belém (hb. Beth-Lehem, significa “Casa do Pão”).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): Rute era uma moabita que se vinculou a uma família israelita e veio a fazer parte da linhagem do Messias.
 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
Professor, Rute era moabita. Por isso, é importante que você utilize o subsídio abaixo para explicar aos alunos a origem desse povo.
De acordo com Gênesis 19.30-38, os moabitas descendiam de Moabe, filho de Ló, que era sobrinho de Abraão, como resultado de uma relação incestuosa com a filha mais velha de Ló. A narrativa, entretanto, indica que os israelitas e moabitas eram semitas e parentes de sangue, e isto é confirmado pelo fato de que a língua dos moabitas está intimamente relacionada à dos hebreus. Os sinais da inscrição de 34 linhas na Pedra Moabita correspondem aos sinais de inscrição de Siloé de Ezequias, e mostra que as duas línguas são da mesma descendência semítica. A similaridade de alguns costumes também indica o mesmo parentesco. Moabe é representada em Êxodo 15.15 como já sendo um povo poderoso quando Israel saiu do Egito.
A terra que veio a ser conhecida como Moabe era, até onde sabemos originalmente, habitada por um povo conhecido por sua grande estatura, que a Bíblia chama de refains (Dt 2.10,11). Eles foram citados pelos moabitas que os expulsaram, como ‘emis’ os ‘terríveis’ ou ‘ameaçadores’. Eles são citados em Gênesis 14.5 como habitantes de Savé-Quiriataim.
Durante o período dos juízes de Israel, em que a nação ficou enfraquecida, os moabitas prosseguiram para o norte, a partir do rio Arnom até vários quilômetros ao norte do extremo do mar Morto, atravessando o rio Jordão até Jericó. Os israelitas foram oprimidos por Eglom, rei de Moabe, durante 18 anos até este ser assassinado pelo juiz Eúde (Jz 3.12-30). As campanhas do rei Saul na Transjordânia incluíram a derrota de Moabe (1Sm 12.9). Quando Davi fugiu de Saul, ele levou seus pais até o rio de Moabe, para que estivessem protegidos. Talvez este simpatizasse com Davi por causa de Rute, a bisavó moabita de Davi. Durante os reinados de Davi e Salomão, Moabe esteve sob o domínio de Israel (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.1296).

 
CONHEÇA MAIS

Belém

Situa-se a mais ou menos oito quilômetros a sudoeste de Jerusalém. A cidade era cercada por exuberantes campos de oliveira. Suas colheitas eram abundantes. A vinda de Rute e Noemi a Belém era certamente parte do plano de Deus porque nesta cidade nasceria Davi (1Sm 16.1), e, como foi predito por Miqueias (5.2). Jesus Cristo também viria ao mundo lá. Esta mudança, então, era mais do que mera conveniência para Rute e Noemi. Ela tinha como propósito o cumprimento das Escrituras. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p.357

 

II. O CUIDADO DE NOEMI E O CARÁTER DE RUTE

1. Um amor sincero e profundo.
Noemi sugeriu que as duas noras voltassem às suas origens. Mostrou-lhes o quanto seria difícil estar com ela, e insistiu para que voltassem às suas famílias. “Então, levantaram a sua voz e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra; porém Rute se apegou a ela” (Rt 1.14).
 

2. O caráter amoroso de Rute.
Orfa, viúva de Quiliom, “beijou a sua sogra”, despediu-se, e foi embora para sua família, e “aos seus deuses” (Rt 1.15). Mas Rute demonstrou outra atitude. Preferiu acompanhar sua amada sogra.

a) Um caráter amoroso e confiante. “Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu vás, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali me pousará [...]” (Rt 1.16a). Como verdadeira serva de Deus, Rute demonstrou ter um caráter agradecido e generoso. Ela tomou a decisão consciente de estar ao lado de Noemi, em qualquer lugar e em qualquer circunstância. Ela amava de verdade.

b) Um caráter fortalecido na fé em Deus. Com toda a certeza, Rute se converteu ao Senhor. Em sua declaração de amor a Noemi, ela disse com toda a convicção: “[...] o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” (Rt 1.16b). Essa decisão mostra a sua fé em Deus (Hb 11.1). Rute não imaginava o que poderia lhe acontecer, mas ficou ao lado de Noemi, como vendo o invisível, sob a mão de Deus.

c) Um caráter decidido e firme. Rute afirmou diante da sua sogra, amiga e irmã de fé sua decisão consciente: “Onde quer que morreres, morrerei eu e ali serei sepultada; me faça assim o Senhor e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti. Vendo ela, pois, que de todo estava resolvida para ir com ela, deixou de lhe falar nisso” (Rt 1.17,18). Uma lição de grande valor para os dias atuais, quando muitos que se dizem cristãos, desistem de seguir a Cristo por causa dos desafios, das lutas e provações.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (II): O cuidado de Rute para com Noemi revelou o seu caráter fiel e bondoso.
 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
No mundo antigo, não havia quase nada pior do que ser uma viúva. Muitas pessoas tiravam vantagem das viúvas ou as ignoravam. Elas eram quase sempre atingidas pela pobreza. Portanto, a lei de Deus ordenava que o parente mais próximo do marido falecido cuidasse da viúva. Mas Noemi não tinha parentes em Moabe, e não sabia se alguns dos parentes do marido estavam vivos em Israel.
Mesmo em uma situação desesperadora, Noemi teve uma atitude altruísta. Embora ela tenha decidido voltar para Israel, encorajou Rute e Orfa a permanecerem em Moabe e recomeçarem suas vidas, mesmo que isto trouxesse dificuldades para ela.
Belém ficava a aproximadamente oito quilômetros a sudoeste de Jerusalém. A cidade era cercada por oliveiras e campos verdejantes. Suas colheitas eram abundantes. Certamente, o retorno de Rute e Noemi a Belém foi parte do plano de Deus, porque nesta cidade nasceria Davi (1Sm 16.1). Como previsto pelo profeta Miqueias (Mq 5.2), Jesus Cristo também nasceria neste lugar. Portanto, esta mudança foi mais do que mera conveniência para Rute e Noemi. Ela propiciou o cumprimento das Escrituras (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.422).

 

III. COMO RUTE ENTROU NA GENEALOGIA DE JESUS

1. Rute chega a Belém.
Ao chegar a Belém, Rute viu a admiração do povo pela condição em que sua sogra retornou à sua terra. Diz o texto: “[...] e sucedeu que, entrando elas em Belém, toda a cidade se comoveu por causa delas, e diziam: Não é esta Noemi? Porém ela lhes dizia: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar; por que, pois, me chamareis Noemi? Pois o Senhor testifica contra mim, e o Todo-Poderoso me tem afligido tanto” (Rt 1.19-21). Noemi quer dizer “agradável”, enquanto Mara significa “amargurada”. Este era o sentimento que enchia o coração de Noemi. Elas chegaram a Belém “no princípio da sega das cevadas” (Rt 1.22).


2. Rute atrai a atenção de Boaz.
Rute era uma mulher trabalhadora. Não comia “o pão da preguiça” (Pv 31.27). Ao chegar a Belém, não esperou que Noemi sugerisse algum trabalho para sua manutenção. Ela tomou a iniciativa de procurar um serviço (Rt 2.2). Por direção de Deus, Rute foi rebuscar espigas no campo de Boaz, “que era da geração de Elimeleque” (Rt 2.3). Ao vê-la, Boaz perguntou ao chefe dos segadores quem era ela (Rt 2.5). O homem respondeu que era Rute, a moça moabita que voltou com Noemi (Rt 2.6). Encantado com a beleza da moça e admirado por sua história, Boaz falou benignamente a Rute; e disse que tomara conhecimento de seu gesto amoroso para com Noemi (Rt 2.8-13). Foi amor à primeira vista.


3. Rute casa com Boaz.
Boaz procedeu de acordo com a lei, e diante das testemunhas e dos anciãos, casou-se com Rute. E declarou: “[...] também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herdade, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar: disto sois hoje testemunhas” (Rt 4.10). O povo que compareceu à cerimônia ficou feliz com o casamento (Rt 4.11,12). Assim, ela entrou na genealogia de Jesus (Mt 1.5).

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III): Rute, pela graça divina, veio fazer parte da linhagem do Messias.
 

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Rute era uma moabita, mas isto não a impediu de adorar o verdadeiro Deus, nem fez com que Ele rejeitasse e deixasse de abençoá-la grandemente. Os judeus não eram o único povo que Deus amava. O Senhor escolheu os judeus para ser o povo através do qual o resto do mundo viria a conhecê-lo. Isto se cumpriu quando Jesus Cristo nasceu como um judeu. Através dele, o mundo inteiro pode conhecer a Deus. Atos 10.35 diz que ‘lhe é agradável aquele que, em qualquer nação o teme e faz o que é justo’. Deus aceita todos os que o adoram; Ele opera através das pessoas, independentemente de sua raça, sexo ou nacionalidade. O livro de Rute é um exemplo perfeito da imparcialidade de Deus. Embora Rute pertença a uma raça freqüentemente desprezada por Israel, ela foi abençoada por causa de sua fidelidade. Ela se tornou a bisavó do rei Davi e uma ancestral direta de Jesus. Ninguém deve se sentir desqualificado para servir a Deus por motivos de raça, sexo ou nacionalidade. E Deus pode usar toda e qualquer circunstância para edificar seu reino (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.422).

 
CONCLUSÃO
A história de Rute demonstra de forma clara como Deus criou o homem, na perspectiva de um plano de salvação para todas as pessoas, em todos os lugares, independente de sua nacionalidade, de sua cor ou condição social. Pela lógica humana, jamais uma mulher moabita faria parte da linhagem santa, da qual nasceu o Messias de Israel, o Salvador do mundo. O amor de Deus está além de toda a compreensão humana.

 
PARA REFLETIR

A respeito de Rute, uma mulher digna de confiança, responda:

 
1° Que significa o nome Rute?
Resp: O nome Rute significa “amizade”.

 

2° Por que os moabitas não podiam entrar na congregação de Israel?
Resp: Por não terem permitido o povo de Israel passar por suas terras, em direção a Canaã.

 

3° Qual a diferença entre a decisão de Rute e a de Orfa quanto a Noemi?
Resp: Orfa chorou, beijou a sogra, e voltou aos seus deuses; Rute chorou, mas preferiu ficar ao lado de Noemi.

 

4° Como Rute mostrou que se converteu a Deus?
Resp: Quando disse a Noemi: “[...] o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”.

 

5° Que significado tem a inclusão de Rute, a moabita, na genealogia de Jesus?
Resp: Demonstra que Deus não é Deus apenas de Israel, mas é “Senhor do céu e da terra”.

 

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 


Rute, uma mulher digna de confiança
 
Quando lemos Mateus 1.1-17, a genealogia de Jesus, quatro mulheres chama-nos a atenção. Destacaria primeiramente Tamar (v.3), Raabe (v.5), Bate-Seba — mulher de Urias — (v.6). Essas três mulheres tinham uma transgressão incomum: pecado na área sexual. A primeira se fez prostituta para garantir a sua descendência na família (Gn 38). A segunda era prostituta por “profissão” (Js 2). A terceira adulterou com o rei Davi (2Sm 11), cujo fruto desse relacionamento foi Salomão, o sucessor do homem segundo o coração de Deus. Note que os precedentes dessas três mulheres não são dos melhores, mas mesmo assim elas estão postas ali em Mateus para mostrar o alcance da graça em Jesus Cristo, onde o Deus encarnado não se envergonha dessas mulheres, mas se coloca humildemente como descendente delas. Por isso o ministério de nosso Senhor foi marcado pela seguinte afirmação: “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quer e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mt 9.13). É notório, que após um encontro com Senhor, o pecador arrependa-se dos seus pecados e ande em novidade de vida. Por isso, essas mulheres anunciam profeticamente a marca do ministério do Senhor Jesus Cristo: trazer arrependimento ao pecador.
A quarta mulher a ser destacada neste contexto é Rute (v.5). Há uma curiosidade bíblica interessante. O esposo remidor de Rute, Boaz, era filho de Raabe. O que faz com que na genealogia de Jesus, Rute e Raabe se aproximem sobremaneira. Entretanto, o que se destaca na história de Rute — sobretudo, num contexto onde a identidade cultural e nacional de Israel estava sendo formada, pois à época em que se passa a história de Rute Israel ainda não era uma nação (e não por acaso o livro de Rute está alocado entre Juízes e 1 Samuel, fazendo uma espécie de transição literária) — é a jovem moabita ser uma estrangeira que rejeitou os deuses particulares para se converter ao Deus de Israel. O texto a destacar essa maravilhosa decisão está em Rute 1.16, quando da fala da jovem moabita à sua sogra Noemi: “Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousará eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”.
Ao lado de Tamar, Raabe e Bete-Seba, Rute mostra o aspecto universal da obra de redenção de Deus para a humanidade. Eis a história de salvação!



quarta-feira, 3 de maio de 2017

Lição 6 CPAD - 2° Trimestre 2017


LIÇÕES BÍBLICAS CPAD / ADULTOS

Título: O Caráter do Cristão — Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro

Comentarista: Elinaldo Renovato

 
 
TEXTO ÁUREO: E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (1Sm 18.3).

VERDADE PRÁTICA: O cristão deve ser exemplo de lealdade a Deus, os seus familiares e a todos os que estão ao seu redor.

OBJETIVO GERAL: Mostrar que o cristão deve ser exemplo de lealdade a Deus, aos familiares e amigos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I. Apresentar as circunstâncias que uniram Jônatas a Davi;

II. Mostrar que a amizade de Jônatas e Davi foi aprovada por Deus;

III. Refletir a respeito das lições do caráter de Jônatas.

 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, estudaremos a respeito da amizade e lealdade de Jônatas e Davi. Esse é um assunto bem relevante, pois vivemos tempos difíceis onde os interesses pessoais foram colocados acima das amizades. Então, para refletir com profundidade e tornar a aula mais participativa, inicie a lição pedindo que os alunos citem algumas qualidades do caráter de Jônatas e Davi. À medida que eles forem citandos, vá relacionando as qualidades no quadro. Depois de ouvir com atenção os alunos, explique que as características do caráter de Jônatas e Davi revelam que eles eram homens cujo caráter foi forjado por Deus. Eles tinham consciência de suas limitações, eram prudentes e amavam a Deus acima de todas as coisas. Ressalte o fato de que os amigos são presentes do Pai, por isso, merecem a nossa lealdade. Sem lealdade não pode haver amizade, é o que nos ensina a história de Jônatas e Davi.

 
INTRODUÇÃO
Jônatas entrou para a história à sombra do pai, mas pouca coisa herdou de seu genitor. Demonstrou ser um guerreiro cheio de coragem e determinação. E, aliada à sua coragem, está a sua humildade, sua fé e obediência ao Senhor, virtudes indispensáveis a um homem de Deus. Sua amizade por Davi nasceu de forma inesperada, quando assistiu, de perto, a vitória do jovem pastor de ovelhas sobre o imbatível gigante Golias, o campeão dos filisteus, que desafiava os exércitos israelitas, e afrontava o nome do Senhor.

 
PONTO CENTRAL: Precisamos ser leal a Deus e aos amigos.

 
I. CIRCUNSTÂNCIAS QUE UNIRAM JÔNATAS E DAVI

1. Quem era Jônatas.
Era o filho mais velho do rei Saul. Seu nome significa “dado por Deus” ou “presente de Deus”. Ele tinha todas as condições para ser o substituto do pai. Era valente e hábil no combate. Sua bravura já fora provada, quando, em Micmás, derrotou toda uma guarnição dos filisteus, contando apenas com a ajuda de seu fiel escudeiro, colocando sua fé em ação (1Sm 14.1-14). Entretanto, por direção de Deus, os rumos da história de Saul e de Jônatas foram mudados completamente. E isso ocorreu de forma surpreendente.


2. Uma batalha que mudou a história.
Israel estava no campo de batalha contra os filisteus, num monte, “no vale do carvalho”, e os filisteus estavam do lado oposto do vale, também sobre um monte (1Sm 17.1-3). Um gigante filisteu, de nome Golias, campeão de seu povo, desafiava os exércitos de Israel, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o inimigo. O clima de medo prenunciava a provável derrota de Israel (1Sm 17.10,11).


3. A presença de Davi.
Jessé enviou Davi ao local da batalha para entregar víveres para seus irmãos e para o chefe do exército (1Sm 17.12-21). Contrariando seus irmãos e o próprio rei, Davi se dispôs a enfrentar o filisteu. Com permissão do rei, e confiando em Deus, Davi foi ao encontro de Golias, com apenas uma funda e cinco pedras do ribeiro (1Sm 17.40-47). E com uma única pedra derrubou o gigante, e o matou com a espada deste (1Sm 17.48-58). Uma vitória de desfecho surpreendente. Um gigante vencido por um jovem pastor de ovelhas. Um exército inteiro posto em fuga após um combate inusitado e desigual. Assistindo ao duelo estava Jônatas, o filho de Saul, que ficou profundamente tocado pela vitória de Davi sobre Golias.

 
SÍNTESE DO TÓPICO (I): A batalha com Golias contribuiu para criar laços de amizade entre Jônatas e Davi.

 

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
A profunda amizade entre Jônatas e Davi é surpreendente por uma série de razões. Primeiro Deus escolheu Davi e não Jônatas (filho de Saul e príncipe de Israel) para ser o segundo rei de Israel. Segundo, o pai de Jônatas, Saul, sentia intenso ciúme de Davi e tentou repetidamente matá-lo. Terceiro, Davi era um indivíduo multitalentoso, muito popular com as massas do que Saul ou Jônatas.
Jônatas e Davi deviam ter sido pelo menos cautelosos um para com o outro, senão inimigos declarados. Contudo, eles foram capazes de superar esses obstáculos em potencial e construir uma amizade exemplar. Talvez a qualidade excepcional de sua amizade fosse à lealdade. Aquela lealdade estava fundamentada numa profunda devoção a Deus. Esse maior compromisso foi o que capacitou à amizade deles e não apenas sobreviver, mas crescer em tempos de confusão e conflito.
Você é um amigo para todas as horas? Você foge de relacionamentos quando as dificuldades surgem? Se seus relacionamentos humanos são fracos, examine a profundidade de sua lealdade a Deus. Você pode se surpreender com o que vai descobrir (365 Mensagens Inspiradas em Personagens da Bíblia. 12ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.103).

 
CONHEÇA MAIS

A amizade de Davi e Jônatas

Esta amizade é uma das mais profundas e legítimas na Bíblia.

(1) Eles basearam este pacto no compromisso para com Deus, não apenas para com o outro.

(2) Não permitiram que qualquer coisa se colocasse entre eles, nem mesmo o interesse próprio ou os problemas familiares.

(3) Aproximaram-se ainda mais quando a amizade foi testada.

(4) Permaneceram amigos até o fim.

Jônatas o primogênito do rei, mais tarde predisse que Davi, e não ele seria o próximo monarca. Mas isso não enfraqueceu sua estima pelo amigo. Jônatas preferia a amizade de Davi ao trono de Israel. Para conhecer mais leia, Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p.394

 
II. UMA AMIZADE APROVADA POR DEUS

1. Jônatas torna-se amigo de Davi.
O povo de Israel jubilou diante da tremenda vitória. Saul ficou estupefato, e mandou o chefe do exército, Abner, chamar Davi, que levou como troféu da batalha inusitada a cabeça do filisteu (1Sm 17.54). Porém Jônatas, filho de Saul, foi quem mais foi tocado em suas emoções e sentimentos em relação ao jovem pastor, que derrotou o gigante com o uso de uma simples funda e um tiro de pedra. De imediato, aquela admiração despertou em Jônatas um sentimento de amizade e de amor fraternal por Davi. Deus tem seus caminhos, e, quando Ele quer, cria circunstâncias ou muda circunstâncias segundo seus propósitos amorosos e soberanos.


2. Uma amizade fiel e duradoura.
A Bíblia registra com expressão tocante os sentimentos de Jônatas por Davi. Diz o texto bíblico: “E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma” e fizeram uma aliança diante de Deus (1Sm 18.1,3, 4). O texto registra expressões que significam que Jônatas não só admirou grandemente a coragem e a audácia de Davi, como sentiu no seu íntimo que deveria nutrir por ele profunda amizade fraternal.


3. Uma aliança do Senhor.
Grupos homossexuais procuram distorcer o sentido desse texto quando a Bíblia diz que Jônatas fez aliança com Davi, porque “o amava como à sua própria alma” e entregou a Davi suas vestes e equipamentos de combate (1Sm 18.3,4). Eles o fazem de forma desonesta e tendenciosa, afirmando que Jônatas sentiu atração sexual por Davi, e que ambos deram início a uma relação homoafetiva. Nada mais incoerente com a verdade bíblica. Jônatas era casado e pai de um filho, cujo nome era Mefibosete (2Sm 4.4). Em nenhum texto da Bíblia se diz que Jônatas desobedeceu a Deus e a sua Lei. Ele sabia que, se fosse homossexual, estaria cometendo “abominação ao Senhor” (Lv 18.22; 20.13). Na verdade, aquela amizade calorosa foi inspirada por Deus, pois Jônatas haveria de ser, tempos depois, o amigo que iria livrar Davi da sanha ciumenta e sanguinária de Saul. Eles fizeram aliança espiritual, e não uma parceria abominável aos olhos do Senhor (1Sm 18.3). Somente a má fé de quem usa a Palavra de Deus para justificar seus pecados pode afirmar tamanha incoerência e disparate.


SÍNTESE DO TÓPICO (II): Deus aprovou a amizade entre Davi e Jônatas.

 
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Jônatas”
O filho de Saul é uma das personalidades mais admiráveis do Antigo Testamento. Ao descobrir que Davi estava destinado a suceder seu pai no trono, Jônatas, corajosamente, defende Davi como um leal servidor do rei. Quando forçado a tomar posição, Jônatas novamente escolhe apoiá-lo, e enfrenta a fúria de seu pai para salvar a vida do amigo. Quando nos lembramos que Jônatas sucederia naturalmente a Saul como rei de Israel, sua amizade por Davi torna-se particularmente comovente. O Antigo Testamento não tem exemplo mais belo de amizade. A história de como Davi correspondeu à amizade de Jônatas é encontrada em 2 Samuel 9 (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9ª Edição. RJ: CPAD, p.192).

 

III. O CARÁTER DE JÔNATAS E SUAS LIÇÕES

Há um provérbio popular que diz: “Tal pai, tal filho”, sugerindo que os filhos tendem a demonstrar o mesmo comportamento de seus pais. Mas tal entendimento não pode ser generalizado. O exemplo de Jônatas é prova disso. Seu caráter praticamente era oposto ao do seu pai. Vejamos alguns aspectos do caráter de Jônatas.

1. Um homem de coragem.
Saul era um homem inseguro e ciumento. Jônatas não herdou nem desenvolveu esse traço da personalidade do pai. Era corajoso. Em Micmás, ele lutou contra a guarnição dos filisteus, com seu pajem de armas, e os derrotou, confiando em Deus. Revelou-se um comandante de tropas, um herói e um homem de fé (1Sm 14.6). Mas sua coragem não era apenas física e emocional. Ele tinha a grandeza espiritual que lhe dava confiança, diante das adversidades (1Sm 14.1-4). Ele revelou firmeza diante dos inimigos, e lealdade diante dos amigos.


2. Um homem humilde.
Sua coragem moral fez não ter medo de perder a posição, como herdeiro do trono para Davi. Soube reconhecer que seu amigo tinha a direção de Deus, e as condições humanas para substituir Saul no cargo de monarca de Israel (1Sm 16.1,12, 13). Um exemplo para os dias presentes. Há muitos, em igrejas evangélicas, que brigam por cargos e posições, agindo, muitas vezes, com métodos carnais, seguindo o exemplo dos ímpios. São obreiros carnais, dominados por “torpe ganância” (1Tm 3.3). A humildade é qualidade que só possuem os que têm grandeza de alma. E Deus se agrada dos humildes (1Pe 5.6).


3. Um homem leal.
Em todas as ocasiões, depois que se tornou amigo de Davi, Jônatas demonstrou sua lealdade. Poderia ter ficado ao lado do seu pai, mas não cedeu aos caprichos de Saul, quando este, injustamente, quis eliminar a vida de Davi. Quando soube do plano de Saul para matar Davi, Jônatas procurou o amigo e lhe advertiu do perigo de morte (1Sm 19.1-3; 20.11-17 32,33). Jônatas teve um último encontro com Davi, onde mais uma vez selaram o pacto de lealdade diante de Deus (1Sm 20.41-43). Até o dia da sua morte, Saul continuou perseguindo Davi. Jônatas também veio a morrer em Gilboa ao lado de seu pai (1Sm 31.8).

 
SÍNTESE DO TÓPICO (III): Ao examinar o caráter de Jônatas e Davi podemos extrair importantes lições para nossas vidas.
 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
Professor reproduza o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para enfatizar as características de Jônatas.

 

CONCLUSÃO
Deus não está sujeito às leis nem aos costumes dos povos. Ele estabelece sua vontade diretiva de forma implacável, contrariando todas as expectativas e previsões históricas ou políticas. Assim, em meio a um grave desafio contra o povo de Israel, levantou o jovem Davi para derrotar o gigante filisteu. Assistindo a extraordinária vitória, Jônatas sentiu profunda admiração pelo jovem pastor de Belém, e compreendeu que ele seria o escolhido por Deus. Em lugar de inveja ou ciúme, Jônatas tornou-se o maior e mais leal amigo de Davi.

 

PARA REFLETIR

A respeito de Jônatas, um exemplo de lealdade, responda:

1° Que significa o nome Jônatas?
Resp: “Dado por Deus” ou “presente de Deus”.

 

2° Quando começou a amizade entre Jônatas e Davi?
Resp: Logo após a batalha em que Davi venceu Golias.

 

3° Qual a natureza da aliança entre Jônatas e Davi?
Resp: De natureza espiritual, “aliança do Senhor”.

 

4° Além da coragem física e emocional, que grandeza tinha Jônatas?
Resp: Ele tinha grandeza espiritual que lhe dava confiança, diante das adversidades.

 

5° Que pacto fizeram Jônatas e Davi?
Resp: Um pacto de lealdade diante de Deus.

 

 
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


 
Jônatas, um exemplo de lealdade

Como nasce uma amizade? Segundo as Escrituras, do amor. “Amarás a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo” é o resumo de Marcos 12.30,31. A verdadeira amizade só é possível quando forjada no amor, do contrário se estabelecerá uma relação com base nos interesses egoístas. Por isso, segundo a ética das Escrituras Sagradas, não há relação que seja possível, mais estreita entre pessoas, senão, pelos meandros do verdadeiro amor: “Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros” (1Jo 4.11).
A história de Davi e Jônatas é um maravilhoso exemplo de amizade desprovida de qualquer interesse mesquinho. Para demonstrar isso, refletiremos acerca do perfil de Jônatas: (1) Filho mais velho de Saul; (2) um herdeiro legítimo para suceder seu pai; (3) hábil e valente guerreiro; (4) apresentava o porte de um verdadeiro príncipe. A partir de todo esse perfil, por que Jônatas estabeleceria uma amizade sincera com Davi, que mais tarde, seria a pessoa a substituir Saul, seu pai, no trono de Israel?
O contexto para a amizade entre os dois guerreiros ser entretecida foi o evento auspicioso do combate entre Davi e o gigante Golias. Não há dúvidas de que a vitória de Davi, assim como aconteceu com o rei Saul, despertou emoções em Jônatas. A emoção da vibração, a emoção da conquista de uma batalha, a emoção de vencer um inimigo que há muito havia humilhado a nação inteira. Mas passada a euforia da vitória, o auspício da conquista, o texto bíblico testemunha algo encantador e sincero: “a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma. [...] E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma” (1Sm 18.1,3).
Note que duas vezes o texto menciona “Jônatas o amou como à sua própria alma”. Uma amizade como a de Davi e Jônatas só poderia ter brotado a partir da perspectiva do amor. Por isso, em Jesus Cristo, essa perspectiva é mais abertamente ampliada e confirmada, por exemplo, pelo apóstolo João em suas cartas, pois só amamos porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4.19). E se amamos a Deus, devemos amar o próximo. Só então temos a plataforma formada para a vivência de uma verdadeira amizade cristã. Portanto, é tempo de nos entregarmos em amor ao próximo e, então, preparar o caminho a fim de construirmos verdadeiras amizades. Amizade que edifique, abençoe e frutifique. Nunca é tarde para isso!


segunda-feira, 1 de maio de 2017

9º CONGRESSO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL



Nos dias 12 a 15 de outubro de 2017 você tem um encontro marcado com o maior evento de Escola Dominical do país!

9º CONGRESSO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL

Mais informações acesse
www.cpadeventos.com.br/9congressoed



sexta-feira, 28 de abril de 2017

Lições Bíblicas 3° Trimestre de 2017, Adultos – CPAD

 
Lições Bíblicas 3° Trimestre de 2017  Adultos – CPAD
TÍTULO: A Razão da Nossa Fé
Subtítulo: Assim cremos, assim vivemos
Comentarista: Pr. Esequias Soares
 


TEMAS DAS LIÇÕES

Lição 1 - Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia
Lição 2 - O Único Deus Verdadeiro e a Criação
Lição 3 - A Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas
Lição 4 - O Senhor e Salvador Jesus Cristo
Lição 5 - A Identidade do Espírito Santo
Lição 6 - A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus
Lição 7 - A Necessidade do Novo Nascimento
Lição 8 - A Igreja de Cristo
Lição 9 - A Necessidade de Termos uma Vida Santa
Lição 10 - As Manifestações do Espírito Santo
Lição 11 - A Segunda Vinda de Cristo
Lição 12 - O Mundo Vindouro
Lição 13 - Sobre a Família e a sua Natureza